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Altice com dificuldade em encontrar presidente da PT

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Edifício da Portugal Telecom em Lisboa

Jose Ventura

Todos os antigos administradores deverão deixar a operadora esta semana. 
Armando Pereira, o acionista português da Altice, poderá ser temporariamente o líder da PT Portugal.

João Ramos

João Ramos

Jornalista

A presidência da PT Portugal, outrora um dos cargos mais cobiçados do país, continua vaga e os franceses da Altice, o novo dono da operadora, parecem estar a ter grande dificuldade em encontrar a pessoa certa. Foram feitos convites e sondadas pessoas, mas não houve fumo branco. 

A fama de austeridade da Altice terá afastado candidatos. Há muitos rumores e nenhuma confirmação, mas admitia-se que o acionista português da Altice, Armando Pereira, iria assumir o cargo de presidente temporariamente. 

 O nervosismo é grande nas estruturas de topo da PT Portugal. O ambiente tem estado pesado na sede da operadora em Picoas e nos dois outros polos do triângulo do poder da empresa em Lisboa, os edifícios da Rua Andrade Corvo e de Entrecampos. A francesa Altice vai tomar conta da gestão do operador histórico português na próxima semana, em princípio na terça-feira - se tudo correr como previsto -, e mantém um manto de silêncio sobre o que irá fazer, mas as mudanças serão gigantescas. 

A PT vai passar definitivamente de multinacional, com ambições pluricontinentais, a subsidiária francesa. Deixa de ter vários acionistas para ter um único dono, como acontecia antes de ser privatizada. Nasce uma nova PT Portugal. Fecha-se um ciclo e, para a maioria dos quase 11 mil colaboradores, é um salto no escuro. Os mais de cinco mil funcionários em pré-reforma também têm a vida em suspenso. 

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