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Dívida da TAP permanece na empresa

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FOTO JOÃO CARLOS SANTOS

Privatizada a companhia, quem fica com a dívida? A própria empresa. Assim que o novo dono da TAP for escolhido, arrancam as negociações com a banca para extensão das maturidades

A questão foi levantada no início da semana por Miguel Pais do Amaral, que considera “altamente provável” que o Estado tenha de assumir parte da dívida da companhia aérea portuguesa para que a empresa seja vendida. “Não está previsto que o Estado assuma dívida, mas não sei se algum dos proponentes está disponível para ficar com a TAP sem que o Estado assuma ou garanta uma parte", comentou o empresário português, que foi afastado do processo de privatização, em entrevista ao “Jornal de Negócios”.

No final do ano passado, de acordo com o relatório e contas do grupo, a dívida bancária da TAP ascendia a 646,7 milhões de euros, dos quais 515,9 milhões com prazo de pagamento a menos de um ano. Ao que o Expresso apurou junto de fontes próximas do processo, há cerca de 400 milhões de euros de dívida da TAP que vencem até que o novo comprador tome posse, ou seja, antes do último trimestre do ano.

A responsabilidade da dívida total do grupo TAP, que chegava aos 1062 milhões de euros no fim de 2014, permanecerá na empresa, de acordo com as mesmas fontes. Mas logo após a escolha do comprador — decisão que o Governo pretende tomar até meados de junho — haverá uma renegociação com a banca, com vista a estender as maturidades da dívida. Nesse processo, deverão estar a TAP, o Estado (através da Parpública) e o futuro comprador (ainda antes de tomar posse).

A partir do momento em que o novo dono da TAP estiver escolhido, conhecendo-se o plano de investimento, a capacidade operacional e de gestão que trazem para a companhia, os bancos já estarão em condições de negociar. Alguns, aliás, já manifestaram essa disponibilidade junto do Governo.

  • O excluído e os dois que ficam

    Eram três ofertas com valores de capitalização semelhantes, aviões novos na calha e até planos para a entrada da TAP em bolsa num prazo de três a cinco anos. Conheça os detalhes de cada uma das propostas pela companhia aérea - a de Pais do Amaral, que foi rejeitada pelo Governo, e das duas que continuam na corrida.