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Braga Parque recebe 
30 mil por dia

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Um investimento de €75 milhões permitiu duplicar o número de lojas do centro comercial

FOTO D.R.

O centro comercial tem vindo a consolidar a sua posição no Minho.

Marisa Antunes

Jornalista

Todos os dias entram, em média, no Braga Parque 30.400 visitantes (um total de 3,650 milhões em quatro meses), um número que tem vindo a subir desde o regresso a níveis de consumo mais animadores depois dos complicados anos de crise que atingiram o nível mais baixo em 2011 e 2012.  

No primeiro quadrimestre deste ano, as vendas acumuladas das 180 lojas do centro cresceram cerca de 8%, um resultado a que não é alheio o aumento no número de visitantes que, no final de 2014, chegaram aos 11,5 milhões de pessoas.    

Com quase 100% de ocupação, o centro comercial da Mundicenter tem-se adaptado no último ano a uma tendência  — que já é generalizada — para a criação de lojas de grande dimensão, o que também ajuda à redução da área disponível no shopping. “As grandes marcas querem, cada vez mais, lojas maiores. A Stradivarius ocupa atualmente o espaço equivalente a quatro lojas. E a Massimo Dutti vai passar de 400 para 650 m2, só para citar dois exemplos”, diz António Afonso, diretor-geral do Braga Parque.

O centro, que completa 16 anos este ano, nasceu com apenas 11.000 m2 e 90 lojas. Em 2009, o shopping cresceu com o investimento de €75 milhões, ao permitir duplicar o número de lojas para as atuais 180 que ocupam um total de 53.000 m2.

“Desde que o espaço cresceu, conseguimos ter capacidade para atrair pessoas de todo o Minho até porque aqui no Norte há uma grande mobilidade. Mas não são só portugueses.  Diariamente recebemos pessoas vindas da Galiza”, refere o responsável.

Dolce Vita Braga
em compasso de espera
A boa consolidação do Braga Shopping tem sido, aliás, apontada por muitos players do sector como uma das causas para a dificuldade em avançar com o projeto do Dolce Vita Braga, projeto falhado da Chamartín e que acabou nas mãos da Caixa Geral de Depósitos (CGD). 

O investimento de €150 milhões garantiu a construção de uma extensa área de 50 mil metros quadrados, mas para a qual não tem sido possível arranjar uma solução. 

Recorde-se que a CGD entregou a gestão do Dolce Vita Braga à Sonae Sierra em 2014,  que tem tentado comercializar o espaço mas que continua sem data marcada para a abertura de portas. A primeira data de inauguração anunciada ainda no tempo da Chamartín foi outubro de 2011.