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Axa tem operação portuguesa à venda

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No mercado português a Axa controla três seguradoras: a Axa Seguros (não vida), a Axa Vida e a Seguro Direto (que opera através do canal telefónico e da internet).  


A seguradora Axa tem o negócio em Portugal à venda e contratou a JP Morgan para  a assessor na operação, revela a edição desta sexta-feira do "Jornal de Negócios".

A decisão do grupo francês decorre dos resultados desfavoráveis da sucursal em Portugal que  no início de abril procedeu a um despedimento coletivo (67 trabalhadores) no âmbito de uma reorganização interna. Na altura, o "declínio da rentabilidade", fora o argumento apresentado  pela companhia para o despedimento de 10% da sua comunidade laboral. A quota de mercado da Axa tem estado  tem estado em queda.

 O grupo francês contratou o banco de investimento norte-americano JP Morgan para liderar a venda da companhia e, segundo adianta o "Negócios", "a informação financeira que está a ser disponibilizada aos interessados ainda é de âmbito relativamente genérico". Nesta fase, a JP Morgan entrega um dossiê de apresentação da Axa Portugal, deixando para uma fase seguinte o acesso a documentação com dados mais detalhados sobre resultados e  carteiras de seguros.

No mercado português, a Axa controla três seguradoras: a Axa Seguros (não vida), a Axa Vida e a Seguro Directo (que opera através do canal telefónico e da internet).  A venda incluirá todas as operações, embora, pela sua especificidade, a Seguro Directo possa manter-se no portefólio da seguradora francesa.

Resultados degradam-se
No último relatório, a casa-mãe culpa o negócio português pela "deterioração de resultados verificada nos mercados maduros". A deterioração  deveu-se "sobretudo a Portugal, em resultado do aumento da sinistralidade no seguro automóvel e da subida de custos nos acidentes de trabalho". 

 A Axa Portugal tem  registado perda de quota de mercado. No ramo não vida, a produção, em 2014,  caiu  2,6%  para 283 milhões de euros. A quota caiu de de 7,5% para 7,3%. No ramo vida, os prémios subiram 4,1%, abaixo da evolução do mercado, levando a quota a recuar de 1,3% para 1,2%.