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PT SGPS. Prejuízo de 43 milhões no primeiro trimestre

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Os maus resultados da brasileira Oi explicam o aumento dos prejuízos da empresa portuguesa.

A Portugal Telecom SGPS (PT SGPS) anunciou esta quinta-feira um prejuízo de 43 milhões de euros no primeiro trimestre do ano, que reflete uma perda de 28 milhões de euros relativa à participação efetiva da empresa no prejuízo da Oi.

"O prejuízo líquido consolidado apurado no primeiro trimestre de 2015, no montante de 43 milhões de euros, reflete essencialmente uma perda de 28 milhões de euros correspondente à participação efetiva da PT SGPS (22,8% até 30 de março de 2015) no prejuízo de 401 milhões de reais (124 milhões de euros) apurado pela Oi no primeiro trimestre de 2015", anunciou a empresa em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Nos primeiros três do ano passado, o prejuízo tinha sido de 14,7 milhões de euros.

O resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) foi de quatro milhões de euros, um valor inferior aos 4,7 milhões de euros um ano antes.

A 31 de dezembro, no seguimento do aumento de capital da operadora de telecomunicações Oi, realizado em 05 de maio de 2014, a PT SGPS detinha uma participação efetiva de 39,7% da empresa brasileira.

"A 30 de março de 2015 foi consumada a execução do contrato de permuta, por meio da qual a PT SGPS transferiu para a Portugal Telecom International BV (PT Finance), uma subsidiária da Oi, 47.434.872 ações ordinárias da Oi e 94.869.744 ações preferenciais da Oi, e recebeu da PT Finance como contrapartida instrumentos de dívida da Rioforte Investments com um valor nominal de 897 milhões de euros e uma opção de compra sobre as referidas ações", refere.

Após a permuta, a PT SGPS detém uma participação efetiva de 27,5% na Oi, correspondente à participação de 22,8% acima referida acrescida de 4,7% decorrente da redução do número de ações em circulação da Oi.

Nos primeiros três meses do ano, os custos operacionais da PT SGPS atingiram quatro milhões de euros, contra 4,8 milhões de euros um ano antes, "redução explicada por menores custos com pessoal devido a menores remunerações variáveis, efeito parcialmente compensado pelo aumento nos custos com serviços de terceiros, relacionados essencialmente com serviços de assessoria financeira e legal no âmbito da combinação de negócios entre a PT SGPS e a Oi e da OPA a que a PT SGPS esteve sujeita", adianta.