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Martifer reduz prejuízo do primeiro trimestre em 79%

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Fábrica da Martifer em Oliveira de Frades

Sérgio Granadeiro

A empresa de Oliveira de Frades perdeu 2,6 milhões de euros até março, mas o desempenho operacional no primeiro trimestre melhorou. 

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

A Martifer fechou o primeiro trimestre deste ano com um prejuízo de 2,6 milhões de euros, menos 79% do que o prejuízo apurado em igual período do ano passado, revela o relatório e contas enviado esta quinta-feira à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). 

A empresa de Oliveira de Frades conseguiu esta melhoria do resultado em parte devido à recuperação do seu desempenho operacional, com as receitas da Martifer a crescerem 14% face ao ano passado, atingindo, no período de janeiro a março, a cifra de 63,5 milhões de euros. 

O EBITDA (resultado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações), por seu turno, subiu de 1,1 para 5,4 milhões de euros no primeiro trimestre, indica o relatório e contas da Martifer. O resultado operacional foi positivo em todos os segmentos de atividade da empresa, desde a construção metálica à energia solar, passando pela RE Developer (a área de promoção de energias renováveis do grupo). 

No primeiro trimestre a Martifer conseguiu ainda prosseguir a trajetória de redução do seu endividamento, com a dívida líquida a recuar de 283 para 273 milhões de euros entre dezembro de 2014 e março de 2015. 

A empresa fundada pelos irmãos Carlos e Jorge Martins tinha no final de março uma carteira de encomendas de 257 milhões de euros no negócio da construção metálica (sendo 44% na Europa Ocidental e 31% em África). 

Negócio de energia solar continua a enfrentar problemas

No seu relatório e contas do primeiro trimestre a Martifer revela ainda que os proveitos da sua divisão de energia solar afundaram 50% face ao ano passado, para 18,6 milhões de euros. 

Este desempenho foi motivado pelo atraso no início de alguns projetos no Reino Unido e na Jordânia e também por demoras na venda de ativos, nomeadamente no mercado britânico e no Chile. 

Apesar de ter gerado um EBITDA positivo, o negócio solar está ainda com resultados líquidos negativos (teve um prejuízo na casa dos 100 mil euros até março, que comparam com perdas de 4,5 milhões de euros no primeiro trimestre do ano passado). 

A empresa portuguesa indica ter atualmente uma carteira de projetos na área da energia solar de 301 milhões de euros, estando 90% desse valor concentrado na Europa e na Ásia. 

A Martifer iniciou no ano passado as diligências para proceder à venda da sua divisão solar, processo que ainda não foi concluído.