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PT processa Deloitte e admite responsabilização de ex-administradores por investimento na Rioforte

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A PT SGPS decidiu esta quarta-feira processar a Delloitte, auditora externa da empresa até ao início de 2014. E abre espaço para que o novo conselho de administração possa avançar com um processo contra os ex-administradores que estiveram envolvidos na aplicação de 897 milhões de euros na Rioforte.

A informação foi avançada pela PT SGPS, ao início da noite num comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, no âmbito da aprovação das contas da empresa relativas ao exercício de 2014. A PT SGPS é hoje pouco mais do que a maior acionista da Oi, com uma posição superior a 27%. 

A  PT SGPS explica que além da auditoria pedida à PricewaterHouseCoopers, a administração solicitou a uma sociedade de advogados externa “uma análise das responsabilidades resultantes dos investimentos realizados em entidades do Grupo Espírito Santo“, tendo esta “apresentado, em reunião do Conselho realizada hoje, propostas de para a realização de eventual ação judicial contra ex-administradores da PT, e autonomamente, uma ação judicial contra o auditor externo em funções à data de 31 de dezembro de 2013”. 

Foi com base nestes documentos, que a PT SGPS decidiu avançar com os processos contra a Delloitte. O órgão de auditoria internos, presidido então por João Mello Franco, não aparece referido. João Mello Franco irá ser substituído amanhã na liderança da PT SGPS por Luís Palha da Silva, ex-presidente da Jerónimo Martins e ex-administrador da Galp. 

Envolvidos na decisão da aplicação de investimento em tesouraria de curto prazo do GES têm estado alegadamente Zeinal Bava, ex-presidente da PT e da Oi, Henrique Granadeiro, ex-presidente da PT, Amilcar Morais Pires, ex-administrador financeiro do BES e administrador da PT, Luís Pacheco de Mello, ex-administrador financeiro da PT.