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Pais do Amaral excluído da corrida à TAP

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JOSÉ COELHO / Lusa

Proposta do empresário português foi uma surpresa para o Governo. Como o Expresso noticiou logo no sábado, o processo não tinha a consistência das outras propostas. Corrida fica reduzida a dois candidatos brasileiros.

O Governo analisou esta quinta-feira em conselho de ministros a venda da TAP e decidiu abrir a fase de negociação com dois dos candidatos, David Neeleman (acionista da Azul) e Germán Efromovich (dono da Avianca). Miguel Pais do Amaral (Quifel Holdings) ficou de fora da corrida.

A proposta de Miguel Pais do Amaral foi considerada como não cumprindo os requisitos mínimos legais impostos, explicou esta tarde Sérgio Monteiro, secretário de Estado das Obras Públicas.

A proposta do empresário português foi uma surpresa para o Governo, que logo numa primeira análise, no dia em que recebeu as ofertas, viu com muitas reservas a viabilidade daquela feita pelo empresário português. 

As propostas de Neeleman e Efromovich foram consideradas dentro do Governo como as mais sérias na corrida. Ambos propõem-se comprar 61% da TAP, privilegiando a capitalização da empresa, mais do que o "encaixe" do vendedor. 

As propostas, tal como o Expresso avançou no sábado, preveem um aumento de capital da TAP que varia entre os €300 e os €350 milhões. O investimento é sobretudo para a companhia, com uma aposta na renovação da frota e na expansão da rede. E o Estado "encaixa" com a venda das suas ações entre €20 e €35 milhões.

O governo já anunciou que pretende encerrar este processo em poucas semanas. 

  • O excluído e os dois que ficam

    Eram três ofertas com valores de capitalização semelhantes, aviões novos na calha e até planos para a entrada da TAP em bolsa num prazo de três a cinco anos. Conheça os detalhes de cada uma das propostas pela companhia aérea - a de Pais do Amaral, que foi rejeitada pelo Governo, e das duas que continuam na corrida.