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O excluído e os dois que ficam

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CANDIDATOS. Pais do Amaral, Efromovich e Neeleman, quem vai voar mais alto?

Eram três ofertas com valores de capitalização semelhantes, aviões novos na calha e até planos para a entrada da TAP em bolsa num prazo de três a cinco anos. Conheça os detalhes de cada uma das propostas pela companhia aérea - a de Pais do Amaral, que foi rejeitada pelo Governo, e das duas que continuam na corrida.

Germán Efromovich (dono da Avianca), David Neeleman (acionista da brasileira Azul)  e o empresário português Miguel Pais do Amaral apresentaram propostas para comprar 61% da TAP. Todos privilegiaram injeção de capital na empresa (que tinha capitais próprios negativos em 512 milhões de euros no ano passado), mais do que o “encaixe” para o vendedor. O investimento proposto é sobretudo para a companhia, com uma aposta na renovação da frota e na expansão da rede. A candidatura de Pais do Amaral foi excluída, as outras duas continuam em cima da mesa de negociações com o Governo.

Conforme o Expresso noticiou no sábado, as propostas de Neeleman e Efromovich preveem um aumento de capital da TAP, que varia entre os 300 milhões e os 350 milhões de euros, e novos aviões, com o Estado a “encaixar” com a venda das suas ações entre 20 milhões e 35 milhões de euros. A oferta de Pais do Amaral previa injeção direta de 325 milhões de euros para capitalização do grupo.

Miguel Pais do Amaral (Quifel Holdings) | Excluído

1) Injeção direta de 325 milhões de euros para capitalizar a companhia

2) Renovação da frota e expansão da rede da TAP

3) Aquisição da posição de 34% do Estado português de acordo com o mecanismo definido no caderno de encargos, permitindo a monetização da sua posição acionista

4) Entrada da TAP em bolsa num prazo de três a cinco anos

5) Reserva de 5% a 10 % do capital para os funcionários

Germán Efromovich (grupo Synergy - Avianca) | Na corrida

1) Injeção de cerca de 250 milhões em “dinheiro fresco” (dos quais €150 a €180 para capitalizar no imediato) e €100 milhões em “espécie” - 12 aviões novos que a Avianca tem já disponíveis para a TAP operar: seis A330 (longo curso) e seis A320 (médio curso), admitindo que os primeiros aviões estejam disponíveis para entrega já daqui a dois meses e que os restantes possam chegar até ao final do ano

2) Renovação da frota da PGA nos seis meses seguintes à eventual tomada de posse. Ao todo, Efromovich pretende acrescentar 38 aviões ao grupo TAP e assegurar a chegada dos 12 Airbus A350 que a companhia já previa receber a partir de 2017 (ou seja, 50 aviões no total)

3) Desenvolvimento das relações da TAP com a América do Sul e Estados Unidos

4) Rentabilização do aeroporto de Beja como centro logístico de carga do grupo, com sinergias com o porto de Sines, transformando aquela infraestrutura num hub de carga do grupo (TAP e Avianca) para a Europa

5) Distribuição de dividendos (entre 10% a 20%) pelos trabalhadores

David Neeleman (DGN - Azul) | Na corrida

1) Aumento de capital entre 300 milhões e 350 milhões de euros, que depois é utilizado para comprar aviões

2) Encomenda de 53 aviões, sobretudo de longo curso (não os tem disponíveis)

3) Reforço das ligações dentro do Brasil (para alimentar os voos transatlânticos) e mais voos de Lisboa para outros destinos dos Estados Unidos (cidades como Boston ou Washington, e o aeroporto JFK em Nova Iorque)

4) Partilha de 10% dos dividendos com os trabalhadores

  • Pais do Amaral excluído da corrida à TAP

    Proposta do empresário português foi uma surpresa para o Governo. Como o Expresso noticiou logo no sábado, o processo não tinha a consistência das outras propostas. Corrida fica reduzida a dois candidatos brasileiros.