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CGD passa de lucro a prejuízo de 8,9 ME no primeiro trimestre

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O resultado é explicado pela venda das participações maioritárias nas seguradoras do Grupo CGD à Fosun no ano passado.

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) registou um prejuízo de 8,9 milhões de euros entre janeiro e março, que compara com o lucro de 22,4 milhões de euros do primeiro trimestre de 2014, anunciou hoje a entidade.

Este resultado é explicado pela venda das participações maioritárias nas seguradoras do Grupo CGD à Fosun no ano passado, pelo que o banco público realçou que, em termos ajustados, o resultado líquido apurado nos primeiros três meses de 2015 traduz uma melhoria face ao prejuízo de 10,7 milhões de euros registado no período homólogo do ano passado.

Isto, considerando a atual percentagem de participação detida pela CGD nas seguradoras que antes controlava na totalidade (15% na Fidelidade e 20% na Multicare e Cares).

Já o resultado antes de impostos e de interesses minoritários atingiu 65,4 milhões de euros, o que representa um aumento de 28% face aos 50,9 milhões de euros apurados no primeiro trimestre do ano passado. Mais uma vez, se for levado em conta o novo perímetro da CGD (sem a 'fatia de leão' do capital das seguradoras), o crescimento mais que triplica.

Esta evolução tem por base o crescimento de 15,5% da margem financeira, a qual beneficiou da redução dos custos de financiamento do banco estatal.

O produto da atividade bancária cresceu 2,8% para 497 milhões de euros.

Em comunicado, a CGD apontou para o "bom contributo das comissões e dos resultados em operações financeiras", que ascenderam a 126,3 milhões de euros e 94 milhões de euros, respetivamente.

Segundo o banco liderado por José de Matos, as comissões estabilizadas demonstram "forte resiliência" da CGD, enquanto os resultados de operações financeiras beneficiaram do "bom comportamento do mercado de dívida pública, num contexto de descida acentuada das taxas de juro".

Quanto aos custos, o aumento de 6,6% para 321,3 milhões de euros ficou a dever-se aos custos com pessoal, que subiram 7,6% para 188 milhões de euros, refletindo "o decréscimo acentuado da taxa de desconto de responsabilidades com pensões e a dinâmica de expansão da atividade internacional do grupo".

O resultado bruto de exploração caiu 3,5% para 175,7 milhões de euros, com a atividade internacional a representar mais de 60% do total no primeiro trimestre.

O montante de provisões e imparidades do trimestre atingiu 112,9 milhões de euros, uma redução de 34,3% (59 milhões de euros) que se deve à "melhoria gradual das condições de risco de crédito nos mercados em que a CGD atua".