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António Murta. Mudança acelerada "abre enormes oportunidades às empresas do conhecimento"

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António Murta foi um dos participantes na conferência "Portugal em Exame" e adverte que "atirar dinheiro aos problemas nada resolve". O que é preciso é smart money.

A mudança acelerada na ciência e na economia "cria enormes oportunidades às empresas do conhecimento e abre espaço para a criação de riqueza de quem estiver melhor preparado." A afirmação é de António Murta, o engenheiro de sistemas empreendedor que lançou a holding Pathena, depois de ter impulsionado o crescimento da Sonae Distribuição como "merceeiro digital" e fundado e vendido a Enabler (software de retalho) ao gigante Wipro.

Sigamos o raciocínio  de Murta. A cada ano, a taxa de obsolescência de cada disciplina cientifica é de 25%. Ou seja, a cada três anos cada disciplina  é completamente renovada. "Esta taxa de mudança cria enormes oportunidades às empresas do conhecimento", refere  ao Expresso, antes da conferência Portugal em Exame  (Novas empresas, nova economia digital) em que participou esta terça-feira de tarde, em Braga. 

O venture operator, que através da Pathena já investiu em 10 empresas que lidam com o conhecimento como matéria prima, participará no primeiro painel (Planeie como as grandes). Murta tem uma vivência multifacetada. Iniciou-se no empreendedorismo, logo que terminou o curso, com a F3M que venderia mais tarde. Na Enabler, o  financiamento inicial de 500 mil euros permitiu alavancar uma empresa que uma década depois estava avaliada em 250 milhões.

Capital inteligente
Murta  sempre quis "construir  o futuro" em vez de esperar que o futuro lhe aconteça, ele que pertence à Associação Americana de Futurologia. Nos investimentos,  é criterioso. "Não podemos atirar dinheiros aos problemas como os americanos. Temos de ser frugais, exigentes com o retorno do dinheiro aplicado", adverte.

O engenheiro acredita que o motor de crescimento reside nas empresas do conhecimento, com grande potencial de crescimento e vocação global. Defende as virtualidades do  investimento que atraia smart money  (capital inteligente). É o que pratica na Pathena. Nas startups  da era digital, o que conta não é o monte de notas ou quantidade de zeros, mas a qualidade e experiência do investidor, a sua capacidade para interferir e melhorar  o modelo de negócio e a cadeia de valor.