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Reembolso antecipado ao FMI permite poupar 500 milhões

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Poupança vai contribuir para a redução dos encargos com a dívida nos próximos anos. Parte, no entanto, será perdida devido à desvalorização do euro. Estado quer reembolsar 10,6 mil milhões este ano. 

O reembolso antecipado já previsto de 14 mil milhões de euros ao Fundo Monetário Internacional (FMI) deverá permitir poupar mais de 500 milhões de euros em juros, segundo o relatório hoje divulgado em Washington. Um número em linha com valores já avançados antes, nomeadamente pelos responsáveis europeus quando foi aprovado o reembolso, e que pode pecar por excesso já que a ideia do govenro é acelerar o reembolso. 

Esta poupança corresponde apenas à primeira parte e não tem em conta o impacto do reembolso antecipado do resto do empréstimo – mais 12 mil milhões de euros – que o governo quer também pagar mas cujo pedido formal ainda não aconteceu. 

O FMI avisa, contudo, que parte das poupanças com juros poderão perder-se uma vez que a desvalorização do euro agrava o montante do empréstimo que é fixado em direitos de saque especiais (SDR, no acrónimo em inglês. 

Os SDR são a moeda oficial do FMI e são um cabaz constituído por três divisas – dólar, iene e euro.Isto acontece porque, como explica o documento, o risco cambial dos empréstimos iniciais do FMI “não foi completamente coberto”.  

Neste momento, o IGCP já pagou 6,6 mil milhões de euros da primeira do reembolso antecipado que já teve luz verde. O objetivo é pagar mais 4000 milhões até final do ano e, para os próximos dois anos, estão previstos 7,8 mil milhões e 6,9 mil milhões de euros, respetivamente. 

O FMI avisa, contudo, que parte das poupanças com juros poderão perder-se uma vez que a desvalorização do euro agrava o montante do empréstimo que é fixado em direitos de saque especiais (SDR, no acrónimo em inglês.