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“Queremos ser 
o número um 
ou dois em tudo”

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Miguel Almeida, CEO da NOS

Nuno Botelho

A NOS está focada em crescer em Portugal, mas 
já está olhar para novos mercados. África e América Latina são os alvos.

A marca NOS, empresa que resultou da união da ZON com a Optimus da Sonaecom, faz um ano a 16 de maio, e Miguel Almeida, CEO da empresa, não podia estar mais contente com os resultados. Conseguiu aumentar o número de clientes mais 7%, num mercado maduro e fortemente competitivo, e o rumo é o do crescimento. Está focado em tornar-se o número um ou dois em todos os serviços e segmentos em Portugal. Já o é em algumas áreas, mas vai ter de pedalar muito para o conseguir no móvel. A NOS, acaba por admitir, já está a olhar, embora discretamente, para a internacionalização e os alvos serão sobretudo os países mais pequenos da América Latina e África, mas descarta a compra dos 25% da PT na Unitel. Uma coisa é certa. Brasil, China e EUA são grandes de mais, por isso serão descartados. É que a NOS quer crescer mas com os pés assentes na terra. 

P: Como é que a NOS está a assistir à derrocada aparente do seu principal concorrente, a PT Portugal?  

R: Não partilho dessa leitura. Uma coisa é o negócio entre acionistas, outra é o modelo operacional. E neste não vejo alterações. Vejo é uma NOS forte, a crescer, e a executar um plano apresentado em fevereiro de 2014. Não nos condicionamos pelo que está a acontecer aos outros operadores.

P: Não deviam estar a ganhar mais mercado?  

R: Estamos a ganhar quota de mercado. Prevíamos ter uma quota de receitas de 30% em 2018 e já temos 27,3%. Os nossos concorrentes estão muito agressivos e comercialmente muito ativos e isso vê-se no preço. Não sentimos nenhumas alterações decorrentes dessas movimentações acionistas na PT.   

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