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Grexit. A grande tentação europeia

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Varoufakis já admitiu que a Grécia está no fio da navalha mas assegura que pretende cumprir todos os compromissos

JULIEN WARNAND

Redução da exposição da banca internacional e BCE levam muitos a acreditar que saída grega não é grave.

Ao contrário do que aconteceu no início da crise da dívida na zona euro, o cenário de saída da Grécia da moeda única já não é um papão. O Grexit, como é conhecido na terminologia usada na imprensa internacional, não é admitido de ânimo leve mas é um cenário cujos riscos parecem ser desvalorizados. Talvez seja isso que, na mente de muitos dos responsáveis europeus, justifica a aparente calma perante a situação financeira cada vez mais crítica em Atenas.

Na verdade, divergências políticas à parte, há algumas razões para as autoridades europeias — políticas e bancos centrais — encararem com alguma confiança este cenário. Em maio de 2010, quando a Grécia foi resgatada pela primeira vez, os principais credores da dívida pública grega eram bancos internacionais, designadamente a banca alemã e a francesa. Neste momento, a grande fatia dos créditos sobre o Estado grego pertence aos credores oficiais (fundos europeus, empréstimos bilaterais de países da zona euro, carteira de obrigações detida pelo Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional) que, embora possam perder, não são uma fonte de contágio para o sistema financeiro europeu. Há também uma parte relevante nas contas dos bancos gregos.

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