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Governo viu uma "janela de esperança" a abrir-se na TAP

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FOTO JOSÉ SENA GOULÃO / Lusa

Secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, congratula-se com o facto de o Governo ter recebido três propostas pela compra da TAP, mas invoca acordos de confidencialidade para não revelar os nomes dos candidatos - o Expresso já avançou que são Pais do Amaral, Germán Efromovich e David Neeleman.

Raquel Pinto

O Governo confirmou em conferência de imprensa que a Parpública recebeu três propostas para a aquisição de 61% do capital da TAP SGPS, às quais depois acresce 5% numa oferta pública “destinada a trabalhadores". 

Quem são? O secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, escusou-se a revelar nomes, ao "abrigo de acordos de confidencialidade", mas esta é na visão do Executivo uma "janela de esperança" para a TAP - para vê-la "crescer, capitalizar-se e concorrer com os seus pares a nível europeu".  

O Expresso já revelou os candidatos: Pais do Amaral,  Germán Efromovich (dono da Avianca) e de David Neeleman (acionista da brasileira Azul). 

As propostas chegaram esta sexta-feira às 17h00 e num momento "muito importante", defendeu o secretário de Estado, quando se assiste a um período de "tensão laboral" na companhia aérea nacional e "ruído interno". A greve de pilotos de dez dias causou prejuízos totais de 35 milhões de euros, segundo o balanço final feito pela transportadora.

O Governo assinala que as três propostas promovem um ambiente competitivo e referiu  que o "esforço" de privatização "não começa agora, nem começou tarde". Pelo contrário, "o país persegue este objetivo há mais de 15 anos".

E, agora, o que se segue? "Cremos que estamos na fase final", declarou Sérgio Monteiro, depois de uma tentativa falhada de privatização em 2012. Relançou o processo, mas rejeitou esta sexta-feira à noite que se trate de uma conquista. "Dentro do Governo não há vitórias nem derrotas de carácter pessoal."

Ainda relativamente às propostas, Sérgio Monteiro diz que são "densas" do ponto de vista documental e que o Governo ainda não está “em condições” de se pronunciar. Mas mantém o mês de junho como meta para a decisão - é o "objetivo para o qual trabalhamos".

A Parpública tem agora cinco dias para avaliar a proposta financeira e à TAP caberá a análise da proposta técnica, segundo a secretária de Estado do Tesouro, Teresa Castelo Branco, que acompanhou Sérgio Monteiro na comunicação aos jornalistas.