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Chineses querem comprar Banif

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Nuno Fox

São pelos menos dois os candidatos à compra do banco. Processo de venda está em "fase acelerada".

São pelos menos dois os grupos de investidores chineses interessados em ficar com o Banif, segundo a manchete desta quarta-feira do "Jornal de Negócios". A notícia já foi confirmada pelo banco, liderado por Jorge Tomé. 

Em causa estarão grupos que ainda não fizeram investimentos significativos em Portugal, o que exclui desta corrida, à partida, o colosso Fosun, o conglomerado que já comprou a Fidelidade ou a Espírito Santo Saúde e que, atualmente, se perfila como um dos candidatos à aquisição do Novo Banco.

À venda estará a participação de 60,53% que o Estado detém no Banif, Por se tratar de uma participação pública, e apesar do interesse demonstrado pelos dois grupos de investidores franceses, a venda terá de ser feita através de um processo competitivo, aberto a outros interessados.

Em comunicado, o banco, fundado em 1988 por Horário Roque, já admitiu que os seus responsáveis "têm sido contactados por investidores, ou em seu nome, manifestando interesse na tomada de posições relevantes no capital". 

Ainda segundo o Jornal de Negócios, nenhum dois candidatos já abordou o Governo sobre a compra da posição pública. O candidato que ficar com esta participação terá de assumir não só os 70 milhões de ações especiais com que o Estado ficou depois de ter injetado 700 milhões de euros, como ainda terá de liquidar os 125 milhões de instrumentos de capital contingente ("CoCos") que estão por reembolsar. Ou seja, o comprado terá de devolver 825 milhões de euros de ajuda pública.

Na última segunda-feira, o presidente do banco, Jorge Tomé, já havia assumido que o processo de venda da posição do Estado entrou "numa fase mais acelerada".

O processo de venda terá de ser feito de forma indireta, pois até 2017 somente o banco e os acionistas podem adquirir as ações especiais detidas pelo Governo. Assim, o novo investidor vai ter de entrar no Banif através de um aumento de capital e o seu encaixe será depois aplicado na recompra da participação estatal.