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Barraqueiro e David Neeleman juntos na corrida à TAP

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Humberto Pedroso, presidente da Barraqueiro, não assume a criação do consórcio com David Neeleman. Mas admite que a TAP "é um assunto que interessa e está a pensar"

PATRICIA DE MELO MOREIRA/AFP/Getty Images

O consórcio entre a portuguesa Barraqueiro e o empresário dono da Azul poderá assumir entre 300 a 350 milhões de euros dos capitais da TAP. Prazo de entrega de candidaturas à companhia aérea termina na próxima sexta-feira.

Expresso

O "Diário Económico" cita, na sua edição desta quarta-feira, fonte conhecedora do processo para noticiar que o grupo Barraqueiro ter-se-á aliado ao empresário David Neeleman, dono da companhia aérea brasileira Azul, para comprar até 66% da TAP. Juntos, já terão reunido entre 300 e 350 milhões de euros para a compra da TAP, "o mínimo para garantir o processo de capitalização" da companhia exigido pelo Governo.

Contactado pelo jornal, Humberto Pedroso, presidente da Barraqueiro, não assume a criação do consórcio com Neeleman. Mas admite que a TAP "é um assunto que interessa e está a pensar". Diz ainda que "a TAP é uma empresa que merece todo o carinho, era importante que houvesse uma presença nacional [entre os compradores] e gostaríamos de fazer parte dessa presença nacional". Mas não esconde que este é "um processo complexo, com muito risco e que precisava de mais tempo". 

Fonte próxima da DGN, a holding pessoal de Neeleman, empresário americano-brasileiro, também não faz comentários à ligação com a Barraqueiro.

O consórcio propõe-se financiar a operação através de capitais próprios e com o apoio de fundos de investimento.

O grupo Barraqueiro foi fundado em 1914 e, nos últimos anos, tornou-se muito mais do que uma frota de autocarros de transporte de passageiros a operar na Grande Lisboa. Atualmente, explora também o Metro do Porto, o Metro Sul do Tejo e a Fertagus.

Na próxima sexta-feira, dia 15, termina o prazo para a apresentação das propostas vinculativas de compra da TAP. Além de David Neeleman, o brasileiro Germán Efromovich deverá tentar, pela segunda vez, garantir a compra de uma fatia da companhia aérea (depois de, em 2012, a sua proposta de aquisição ter sido recusada pelo Governo). 

Nesta corrida, poderão estar ainda três fundos de investimento: a Apollo Global Management, o Cerberus e a Greybull. Só ainda não se sabe, no caso de concorrerem à TAP, se avançam sozinhos ou aliados a Neeleman ou Efromovich.