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Ao décimo dia de greve na TAP, a perspetiva é de novo realizar 70% dos voos

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FOTO ALBERTO FRIAS

É esperado ao final do dia um balanço do impacto da greve. O ministro da Economia Pires de Lima antecipava na quarta-feira que os prejuízos podem rondar os 35 milhões de euros.

A TAP mantém para este domingo, décimo e último dia da greve dos pilotos, a tendência de operação dos últimos dias, em que foram cumpridos cerca de 70 por cento dos voos, disse à agência Lusa fonte da transportadora aérea.

"Hoje, último dos dez dias de greve de alguns pilotos, a perspetiva para o total de operações é idêntica àquilo que tem sido verificado ao longo dos últimos dias. A TAP conta realizar cerca de 70% dos voos que tem programados para o dia de hoje e, portanto, manter a tendência que se tem verificado ao longo desta greve", adiantou à agência Lusa o porta-voz da TAP André Serpa, cerca das 8:15.

A mesma fonte remeteu para o final da manhã informação sobre o número de voos que estão programados para o dia de hoje, adiantando que a média ronda sempre os 300 voos por dia, e sobre aqueles que foram cancelados ou realizados.

Hoje ao final do dia será também conhecido o impacto desta greve dos pilotos, tendo o ministro da Economia, António Pires de Lima, já estimado que o prejuízo final da greve chegue aos 35 milhões de euros.

No sábado, penúltimo dia da greve, a TAP cancelou 84 voos de um total de 281 programados até às 18h00 horas, segundo disse à agência Lusa a porta-voz da companhia aérea portuguesa Lúcia Cavaleiro, ao final do dia.

A greve na TAP decorre desde 01 de maio, prolonga-se até hoje, e foi marcada pelo Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC).

Os pilotos convocaram a greve por considerarem que o Governo não está a cumprir o acordo assinado em dezembro de 2014, nem um outro, estabelecido em 1999, que lhes dava direito a uma participação de até 20 por cento no capital da empresa no âmbito da privatização.

Na sexta-feira, numa conferência de imprensa em Lisboa, o SPAC remeteu para uma próxima assembleia-geral a decisão de convocar uma nova greve e realçou que os custos de um acordo com a TAP são inferiores aos do impacto desta paralisação.

Hélder Santinhos, dirigente daquela estrutura sindical, realçou que os custos da greve são na casa dos 30 milhões de euros e as exigências feitas pelo sindicato ao Governo e à TAP representam 6,5 milhões de euros por ano.