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Dívida externa cresce 21,2 mil milhões de euros

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Os mercados trazem boas e más notícias: os juros descem, mas a dívida cresce

© Brendan McDermid / Reuters

O Estado é o principal responsável pela subida. Descida de juros agrava valor das obrigações 

Depois de um ano 2012 em que até encolheu, a dívida externa bruta agravou-se em 21,2 mil milhões de  no ano passado. Os números do Banco de Portugal (BdP) mostram que este salto se deveu integralmente à subida do endividamento do Estado no exterior, nomeadamente através de títulos de longo prazo. Mais concretamente, foram as Obrigações do Tesouro detidas no exterior que fizeram a dívida externa disparar em cerca de 12% do PIB. 

Como é que, num período em que as contas externas melhoraram e depois de uma descida do endividamento, houve esta inversão brusca? A resposta é simples: tem tudo a ver com a forma de medir a dívida externa. Esta medição segue as regras padronizadas do Fundo Monetário Internacional e contabiliza os títulos ao seu valor de mercado (ver P&R). Como as obrigações do Estado no exterior tiveram uma valorização significativa em 2014, em sentido contrário às taxas de juro (yields, na linguagem financeira), a dívida portuguesa lá fora aumentou.  

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