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Recuperar a reputação na banca é um desafio, diz Faria de Oliveira

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Associação Portuguesa de Bancos fez radiografia ao sector que levanta desafios como a recuperação da reputação junto dos clientes e investidores, o financiamento à economia e a recuperação dos níveis de rentabilidade

Fernando Faria de Oliveira, presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB), apresentou o estudo - Overview do Sistema Bancário Português onde é feito um balanço sobre a banca a operar em Portugal entre 2005 e março de 2015.

A rentabilidade do sector será, porventura, o maior dos desafios, diz Faria de Oliveira. "Existe uma necessidade absoluta de a retomar e de tornar os bancos mais atrativos para os investidores, até para que se houver mais necessidade de reforços de capital por parte dos bancos, possa haver quem invista".

A evolução dos indicadores  mostra que depois da crise financeira e da crise soberana, os bancos estão a caminhar no bom sentido, afirma Faria de Oliveira. 

Hoje, refere,  "a banca está preparada para conceder crédito às empresas que cumpram os requisitos mínimos de viablidade e o sector é o primeiro a estar interessado em financiar a economia". Mas também diz que as empresas "têm de melhorar a sua autonomia financeira, têm de ter os seus balanços em dia e reforçar o capital, para que passem o crivo da avaliação do risco de crédito".

Diz que o país precisa de mais investimento e que na falta de investidores nacionais, que perderam dinheiro com as duas crises, financeira e soberana, a banca e a economia têm de "atrair investimento estrangeiros". 

Entre os desafios mais urgentes para os bancos estão a concessão de crédito, o financiamento, as novas regras de regulação, mais exigentes, e muito importante, diz o presidente da APB, o regresso à rentabilidade do sector que caiu a pique nos últimos anos.

Fazer a ponte entre os novos desafios como sejam a banca digital, que vai precisar de muito investimento, o financiamento à economia, a absorção do novo quadro de supervisão e todas as suas implicações e impactos nos bancos, foram alguns dos pontos que Faria de Oliveira destacou.

Quanto à venda do Novo Banco, o representante dos bancos do sistema português, apenas diz "esperamos que o processo de venda seja o melhor possível e que minimize os custos para o sistema bancário".