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Três anos depois, ferrovia portuguesa mantém o 2º pior desempenho entre 25 países europeus

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Nuno Botelho

A classificação atribuída a Portugal em 2015 pela consultora internacional Boston Consulting Group não registou evoluções positivas face à avaliação que tinha sido feita em 2012, quando a ferrovia nacional também ficou na penúltima posição do universo de países europeus avaliados

Portugal ocupa a segunda pior posição na avaliação do sector ferroviário europeu efetuada pela consultora internacional Boston Consulting Group.

O estudo "2015 European Railway Performance Index: Exploring the link between performance and public cost" atribui a Portugal o segundo pior desempenho a nível ferroviário entre os 25 países europeus analisados.

Para este trabalho foram escrutinados os parâmetros da frequência da utilização, da qualidade e da segurança da infraestrutura ferroviária.

A classificação atribuída a Portugal em 2015 pela consultora BCG não registou evoluções positivas face à avaliação que tinha sido feita em 2012, quando a consultora também colocou a ferrovia nacional na penúltima posição do universo de países europeus avaliados.

O estudo da BCG estabelece uma correlação entre a eficiência do sector ferroviário e os fundos públicos aplicados pelos países europeus na gestão da infraestrutura.

Este estudo conclui que "a afectação de subsídios apresenta correlação directa com o desempenho do sistema ferroviário", refere o partner sénior da BCG, Sylvain Duranton, co-autor do relatório final.

"Nos sistemas ferroviários nacionais europeus, os subsídios públicos proporcionam os fundos essenciais para apoiar a manutenção da infraestrutura e as operações de transporte de passageiros e de carga", refere o responsável da BCG.Neste sentido, a optimização da rede ferroviária passa pelo financiamento público dos gestores das infra-estruturas ferroviárias e das empresas que gerem as operações de transporte ferroviário, adianta a BCG.

No entanto, Agnès Audier, partner da BCG, aconselha os governos dos países europeus e as companhias ferroviárias a analisarem a forma como são alocados os subsídios públicos nos países com melhor desempenho ferroviário.

A análise mais detalhada ao desempenho ferroviário nos 25 países europeus deve ser escrutinada nas suas "três componentes críticas, que são a intensidade de utilização, a qualidade do serviço prestado e a sua segurança", adianta o consultor da BCG especialista no sector ferroviário, Joël Hazan.

No topo do desempenho a nível europeu encontra-se o grupo de seis países com melhor sistema ferroviário, que, segundo a BCG, são a Suíça, a Suécia, a Dinamarca, França, Finlândia e Alemanha.Do lado oposto, com pior desempenho, encontram-se dez países. Juntamente com Portugal - que é o penúltimo pior -, estão neste grupo a Eslovénia, a Irlanda, a Lituânia, Hungria, Letónia, Eslováquia, Roménia, Polónia e Bulgária.