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Banif convoca AG mas adia eleição da equipa de gestão

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Acionistas do Banif propuseram adiar eleição da equipa de gestão para que a atual, liderada por Jorge Tomé, conclua as negociações para a venda da posição do Estado no banco. Eleição deverá ocorrer em agosto

A administração do Banif, da qual fazem parte Jorge Tomé (presidente executivo) e Luís Amado (presidente do conselho de administração), convocou a assembleia geral anual para 29 de maio. A ordem de trabalhos inclui a aprovação de contas assim como a eleição de novos órgãos sociais uma vez que o mandato da atual equipa terminou em 2014.

Na convocatória enviada à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o banco fundado por Horácio Roque deixa no entanto o ponto relativo à eleição dos novos membros do conselho de administração em aberto.

Ou seja, a eleição dos órgãos sociais fica suspensa por proposta dos acionistas da Rentipar (herdeiras de Horácio Roque) e da Auto-Industrial. Esta proposta visa permitir à atual gestão concluir as negociações em curso para a venda da posição do Estado no Banif. E face a uma nova estrutura acionista, caso a posição seja vendida até lá, permitir que os novos acionistas possam escolher outra equipa de gestão e os seus órgãos sociais para o triénio 2015-2017.

Esta intenção terá de ser aprovada pelo Estado, que continua a ser o maior acionista do Banif. E terá sido a forma de ultrapassar vários problemas, como o facto de a Direção de Concorrência Europeia (DGCom) não ter aprovado ainda o plano de viabilidade do Banif. 

Por outro lado, o banco liderado por Jorge Tomé ainda não conseguiu vender os ativos que pretendia (os negócios no Brasil, a participação em Malta e 49% da seguradora Açoreana, entre outros), embora tenha avançado com um corte significativo no número de agências e colaboradores.

Estado continua dono

O maior acionista do Banif ainda é o Estado, que injetou 700 milhões de euros diretamente no banco, na sequência do processo de capitalização, controlando 60,35% do capital. Entre os restantes acionistas estão as herdeiras de Horácio Roque, com 6,5%, e a Auto-Industrial que reduziu para 1,87%, sendo o capital disperso em bolsa de cerca de 30%.