Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Novo Banco reafirma que decisão sobre pagamento do papel comercial é do BdP

  • 333

"As pessoas lesadas têm direitos que devem ser respeitados", diz o Novo Banco em comunicado

HUGO DELGADO/LUSA

Com as negociações para a compra do Novo Banco em curso, a instituição liderada por Stock da Cunha diz que as orientações do Banco de Portugal são claras quanto à "inexistência" de uma responsabilidade. E admite processar comportamentos inadequados.

 "O Novo Banco é um banco de transição e não tem autonomia para decidir e executar propostas destinadas a sanar ou a compensar o incumprimento dos referidos instrumentos de dívida, estando obrigado a respeitar os termos da medida de resolução aplicada ao Banco Espírito Santo pelo Banco de Portugal, as respetivas orientações e os compromissos assumidos no contexto da aplicação da referida medida", diz a instituição em comunicado. 

O esclarecimento do Novo Banco, feito esta quarta-feira, surge numa altura em que estão em curso as negociações para a venda do herdeiro dos ativos bons do BES. Estão na corrida os chineses Fosun e Anbang, o espanhol Santander, as norte-americanas Apollo e a Cerberus Capital.

"Os termos da medida de resolução são claros no que diz respeito à inexistência de uma responsabilidade do Novo Banco quanto ao reembolso dos referidos instrumentos de dívida. Isto mesmo tem sido repetidamente afirmado, de uma forma inequívoca, pelo Banco de Portugal, enquanto Autoridade de Resolução", prossegue o comunicado. O Novo Banco assegura, porém, que isso não o tem inibido de preocupar-se com os clientes e encontar soluções. 

"As pessoas lesadas têm direitos que devem ser respeitados, mas não podem agir fora do quadro da lei e contra quem não cabe e não tem autonomia para os satisfazer. Assim, mostram-se ilegítimas as iniciativas, individuais ou ao abrigo da designada “Associação dos Indignados”, que insistem colocar em causa o funcionamento dos serviços do Novo Banco ou atingir a sua reputação e a dos seus colaboradores", defende a instituição. 

E avisa: "O Novo Banco reserva-se, assim, o direito de adotar as medidas legais que se mostrem adequadas a tais comportamentos, para além de continuar a apoiar, sem restrições, os seus colaboradores, nomeadamente os que são ameaçados".