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Moscovici diz que meta do défice é alcançável em 2015

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Comissário europeu está positivo em relação ao défice português

FOTO REUTERS/Yves Herman

Comissário europeu para os Assuntos Económicos diz que um défice abaixo dos 3% do PIB “não é inalcançável” mas alerta que algo tem “de ser feito”. Para Pierre Moscovici, o governo de Passos Coelho poderá ainda beneficiar “de melhores condições de crescimento” que favorecem as contas públicas, mas não descarta a necessidade "de medidas adicionais."

Susana Frexes, correspondente em Bruxelas

O comissário europeu para os Assuntos Económicos diz que um défice abaixo dos 3% do PIB em Portugal em 2015 “não é inalcançável”. Pierre Moscovici vai ainda mais longe ao dizer que o cumprimento desse objetivo “tem de ser feito”, seja com ou sem medidas adicionais.

A Comissão Europeia reviu, esta terça-feira, ligeiramente em baixa a previsão do défice português para 2015, apontado para um valor de 3,1% do PIB. Em novembro, Bruxelas apontava para 3,3% e em fevereiro para 3,2%. 

A previsão mais otimista da Comissão fica a dever-se à revisão das perspetivas macroeconómicas. As contas públicas portuguesas deverão beneficiar de um aumento do consumo privado e do emprego, prevendo-se maiores receitas com impostos – diretos e indiretos – e com as contribuições sociais.

Apesar de um maior otimismo de Bruxelas, mantêm-se as dúvidas quanto ao valor de 2,7% do PIB calculado pelo Governo de Passos Coelho. Ainda assim, a previsão de 3,1% está agora mais próxima da linha vermelha dos 3%, abaixo da qual o país sai do procedimento por défice excessivo.

Para Pierre Moscovici, o Governo de Passos poderá até ao final do ano beneficiar “de condições de crescimento melhores do que o previsto”, que lhe permitiriam cumprir a meta. Caso tal não aconteça, o comissário não descarta a necessidade "de medidas adicionais" para baixar o número do défice.

Para já, o executivo comunitário não mexe na previsão de crescimento económico para 2015, que continua a ser de 1,6% do PIB, em linha com a do Governo. Mas em 2016 as duas partes voltam a não estar de acordo: Bruxelas espera que Portugal cresça 1,8%, contra os 2% antecipados por Lisboa.

[Notícia atualikada às 14h28]