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Grécia recusa condições. Acordo final não deverá ser alcançado até segunda-feira

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Ministro grego das Finanças insiste que o seu Executivo não vai ceder em alguns pontos

FOTO Emmanuel Dunand/AFP/Getty

“Teremos certamente uma discussão frutífera que confirmará o grande progresso conseguido e daremos outro passo na direção a um acordo final”, afirmou Yanis Varoufakis, após um encontro com o Comissário europeu para os Assuntos Económicos Pierre Moscovici.

Tal como faziam antever as declarações de Jean Claude-Juncker – que alertava esta manhã para a necessidade de a Grécia dar “maiores passos” na direção de um compromisso depois de ambas as partes terem garantido 24 horas antes “sinais encorajadores” na negociação, - será mesmo difícil o país alcançar um acordo final com os credores até à próxima reunião do Eurogrupo, a 11 de maio. Palavra de Yanis Varoufakis. O ministro grego das Finanças confirmou, porém, os progressos alcançados nesta última ronda negocial, após um encontro com o Comissário europeu para os Assuntos Económicos Pierre Moscovici.

“Teremos certamente uma discussão frutífera que confirmará o grande progresso conseguido e daremos ainda outro passo na direção a um acordo final”, declarou Yanis Varoufakis citado pela AFP.

O Executico helénico garantiu entretanto que não aceitará qualquer acordo que tenha como base as atuais condições que estão sobre a mesa, revela uma fonte ligada ao processo citada pela Bloomberg.   

O que estará a atrasar um compromisso entre as partes será também um desacordo entre o próprio grupo de Bruxelas - constituído pela Comissão Europeia (CE), Banco Central Europeu (BCE), Fundo Monetário Internacional (FMI) e Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE), segundo a mesma fonte. 

O FMI coloca condições ao nível da reforma laboral e do sistema de pensões, enquanto a Comissão Europeia aponta para a meta do saldo primário.

Segundo a fonte grega, a Comissão Europeia e o FMI estão a colocar como condições vários pontos em que Atenas parece não querer ceder, sublinhando que a própria troika deve ser mais unânime quanto às suas imposições. 

As negociações entre o Executivo grego e os credores começaram em fevereiro, tendo-se registado vários momentos de crispação nomeadamente durante a reunião do Eurogrupo de 24 de abril.  O ministro grego das Finanças, Yanis Varoufakis, e o seu homólogo alemão Wolfang Shauble colidiram em vários pontos no decorrer das discussões, a juntar também ao descontentamento de outros ministros europeus quanto à postura rígida de Atenas.

Este facto levou o Executivo helénico a nomear Euclid Tsakalotos, ministro-adjunto dos Negócios Estrangeiros, para coordenador da equipa negocial e evitar mais momentos de tensão com os credores. Varoufakis garante contudo que a “decisão final" caberá sempre a si.