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Nuno Amado sobre o papel comercial do BES: “Desculpem lá, mas é a vida”

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FOTO JOÃO RELVAS / LUSA

O presidente do BCP disse esta segunda-feira que a resolução do BES não trouxe apenas problemas para os lesados do papel comercial. E deu como exemplo o facto de o próprio BCP ter sido obrigado a tornar-se acionista do Novo Banco através do fundo de resolução.

“Desculpem lá, mas é a vida”. Foi desta forma que o presidente do BCP abordou o problema dos clientes do BES que foram lesados na compra de papel comercial de entidades do grupo Espírito Santo comprados ao balcão do banco durante a conferência de imprensa de apresentação de resultados do BCP.

Questionado sobre se o fundo de resolução devia assumir o pagamento do papel comercial aos lesados do BES em nome da confiança no sistema financeiro, Nuno Amado respondeu que a resolução tinha criado uma situação totalmente nova em que as garantias que tinham sido dadas antes podem agora não se aplicar. 

“Até essa data também não nos passava pela cabeça vir a suportar um concorrente, uma entidade que um dia concorreu connosco. Desculpem lá, mas é a vida”, disse Nuno Amado, referindo o facto de o BCP ter passado a ser acionista do Novo Banco através do fundo de resolução.