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Sem entendimento, paralisação na TAP avança. "Esta greve tira €1 milhão por dia"

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FOTO JOSÉ VENTURA

Presidente do Sindicato dos Pilotos acusa o Governo e a empresa de terem sido "completamente inflexíveis" nas reuniões que decorreram. Fernando Pinto confirma que não houve consenso e que a companhia aérea vai agora preparar-se para a operação durante a greve.

O presidente da TAP, Fernando Pinto, afirmou esta segunda-feira que, apesar do "grande empenho da empresa para que a greve fosse cancelada", "a partir desta segunda-feira as nossas energias estão voltadas para a operação no período de greve".

Nos últimos dias, Fernando Pinto reuniu com cerca de 450 pilotos da TAP, numa tentativa de sensibilizá-los para o impacto que a greve poderá ter na situação financeira da empresa. De acordo com o presidente da TAP, "esta greve tira à empresa 1 milhão de euros por dia".

Contudo, "as propostas que apresentámos não foram aceites" pelos pilotos, que mantêm a greve agendada para os primeiros 10 dias de maio, por considerarem que o Governo não está a cumprir o acordo assinado em dezembro de 2014, nem um outro, estabelecido em 1999, que lhes dava direito a uma participação no capital da empresa no âmbito da privatização.

O presidente do Sindicato dos Pilotos acusa o Governo e a TAP de terem sido "completamente inflexíveis" nas reuniões, que terminaram sem um consenso para pôr fim à greve. "Não há negociações. O que estamos a ter são conversas informais e onde tanto o Governo como a TAP mantêm a irredutibilidade e são completamente inflexíveis", afirmou Manuel dos Santos Cardoso, em entrevista à Lusa.

"Todas as reuniões que temos tido até agora, e eu fui a uma delas, demonstram, pela parte do Governo e da TAP, que não há vontade de negociar, mas sim de impor." Neste momento "o que se passa é que eles querem que nós abdiquemos de tudo dos dois acordos que foram feitos e assinados: o de dezembro de 2014 e o outro de 1999", afirmou à Lusa.

Por sua vez, Fernando Pinto afirma que, apesar da falta de consenso, "temos a certeza de que teremos muitos pilotos que, sensibilizados pelo momento, irão pensar sem dúvida nenhuma no cliente, no passageiro, na empresa e irão voar".