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Caso Sócrates. Danos no grupo Lena são de "carácter reputacional"

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Sobre o processo Sócrates, Joaquim Paulo Conceição reitera a convicção de que ele resulta de "um equívoco" como "será demonstrada no sítio certo, em sede de Justiça"

José Ventura

A associação da construtora ao caso Sócrates não põe em risco a sobrevivência do grupo. "Em 2014, tivemos os melhores resultados de sempre", diz Joaquim Paulo Conceição, presidente da Comissão Executiva.

A Comissão Executiva (CE) do grupo Lena esclareceu o Expresso que "os prejuízos em Portugal e no estrangeiro" invocados no comunicado após a detenção do vice-presidente Joaquim Barroca são "de carácter reputacional", não afetando a atividade empresarial.  A solidez do grupo não está em causa.

A associação da construtora ao caso Sócrates não põe em risco a sobrevivência do grupo. "Em 2014, tivemos os melhores resultados de sempre", diz Joaquim Paulo Conceição, presidente da CE.

Ajustamento violento

O conglomerado de Leiria concluiu há um ano um programa de emagrecimento que levou à venda de 28 empresas e à dissolução ou fusão de mais 35. O universo laboral foi reduzido de 4100 para 2500 empregados. A dívida foi cortada em 150 milhões de euros, depois de digeridas as perdas induzidas pela aquisição da construtora Abrantina, em 2007. Na carteira de 4,1 mil milhões de euros de obras, Portugal pesa 1%.

O novo ciclo da Lena, iniciado em 2010, foi marcado por um "corte severo nos custos", racionalizando a estrutura e focando o negócio na construção e ambiente, gerando uma poupança anual de 43,4 milhões por ano".

Equívoco e notícias caluniosas

Sobre o processo Sócrates, Joaquim Paulo Conceição reitera a  convicção de que  ele resulta de "um equívoco" como "será demonstrada no sítio certo, em sede de  Justiça".

Até lá, o grupo não alimentará o "folclore mediático" nem esgrimirá na imprensa "contra notícias caluniosas falando de favorecimentos que não existiram".  No comunicado da semana passada,  o grupo de Leiria diz que o crescimento "verificado em três continentes e 10 países só pode ser explicado pela dedicação, trabalho e esforço" da sua comunidade laboral, "sempre no mais escrupuloso respeito pela legalidade e pelas boas práticas".

No refrescamento recente que operou no seu site, o grupo aproveitou para incluir na sua apresentação um slide show  com informações à medida das suspeitas de que é alvo. Por exemplo,  o grupo diz que  "a primeira participação em PPP (12,5%)  foi em 1998, com a Autoestrada do Atlântico" e a única durante o Governo de José Sócrates foi na Autoestrada do Baixo Tejo, com a participação (6,8%) mais baixa em oito empresas. Fala também do TGV e das empreitadas do Parque Escolar.

Segundo uma fonte do grupo, citando documentos da associação empresarial do sector, a quota de mercado de obras públicas no Governo de Sócrates foi de 1,2%, contra 1,8% nos Governos anteriores.