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Auditoria forense envolve administração do BES na manipulação de contas do GES

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FOTO JOSÉ VENTURA

É uma novidade que responsabiliza a administração do Banco Espírito Santo que era liderada por Ricardo Salgado. Auditoria forense diz que o BES só não soube do "buraco" na Espírito Santo International porque não quis. Tinha todos os meios para a ter detetado. 

Pedro Santos Guerreiro e Filipe Santos Costa

"Embora o BES estivesse na posse de informação suficiente para detetar desconformidades entre a situação reportada nas demonstrações financeiras da ESI e a sua verdadeira situação financeira e patrimonial, uma vez que o valor da dívida ESI detida em custódia era substancialmente superior ao valor da dívida reconhecida nas próprias contas da mesma empresa, não identificou, na realidade, qualquer desconformidade". 

Este parágrafo está publicado nas concluões da terceira parte da auditoria forense ao caso Espírito Santo, realizada pelo Deloitte a pedido do Banco de Portugal, a que o Expresso teve acesso. E compromete assim a administração do BES no desconhecimento do "buraco" da ESI.

A Espírito Santo International, recorde-se, tinha as suas contas de 2013 com ocultação de dívida e sobreavaliação de ativos, o que só foi revelado em maio de 2014.

A auditoria forense, realizada para apurar indícios criminais, revela assim que o BES tinha informação suficiente para detetar a diferença entre o passivo real e o passivo registado nas contas da ESI. Mas não o fez.