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Brasil. Tesoureiro do PT preso no âmbito do Lava Jato

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FOTO EPA

João Vaccari Neto, o tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT), é suspeito de ter canalizado financiamento ilegal da Petrobras para o partido de Dilma Rousseff e Lula da Silva. Neto vai ficar em prisão preventiva.

Anabela Campos

A imprensa brasileira diz que Vacarri Neto é um dos mais destacados suspeitos de envolvimento na rede de corrupção da Petrobras, também conhecido por operação Lava Jato, e que tem levado à detenção de altos quadros de grandes empresas brasileiras, nomeadamente construtoras, e de políticos. Neto é suspeito de ter recebido suborno no esquema de corrupção que tem no seu centro a Petrobras. Trata-se da 12ª etapa da operação Lava Jato. Contactado pela Globo, o PT ainda não reagiu.

Vaccari Neto foi detido esta quarta-feira de manhã na sua casa, em São Paulo, e vai ficar em prisão preventiva. Foi também emitido um mandado de detenção temporária para a cunhada de Neto, Maurice Correia de Lima, que as autoridades ainda não conseguiram encontrar. Maurice Lima é suspeita de ter recebido 110 mil reais.

Gisela Lima, a mulher do tesoureiro do PT, também foi ouvida. Tanto Neto como a mulher negam, desde que surgiram as notícias em 2014, qualquer envolvimento neste esquema.

Vaccari é acusado pelo ex-gerente de serviços da Petrobras, Pedro Barusco, também investigado pela justiça, de ter recebido cerca de 200 milhões de reais em nome do PT. Sob investigação estão suspeitas de terem sido pagos subornos por construtoras que tinham feito acordos com a Petrobras. O tesoureiro do PT foi ouvido na semana passada na comissão de inquérito à Petrobras e disse sempre que as acusações que lhe eram feitas "não são verdadeiras".

Nesta 12ª fase das investigações houve dois mandatos de prisão. Todos os presos, revela a imprens brasileira, serão levados para a superintendência da Polícia Federal no Estado do Paraná, em Curitiba.

O caso Lava Jato, investigado desde março de 2014, está relacionado com um esquema de lavagem de dinheiro, envolvendo a Petrobras, com montantes que rondam os 10 mil milhões de reais, segundo as autoridades brasileiras. Nas 12 fases do caso, a Polícia Federal já cumpriu quase 400 mandatos judiciais, com prisões preventivas e temporárias, buscas e apreensões. As autoridades brasileiras suspeitam da existência do pagamento de subornos a políticos e executivos de empresas que fizeram contratos com a Petrobrás, entre eles Camargo Corrêa (dona da Cimpor), a Sanko-Sider e a Galvão Energia.