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Venda da PT Portugal à Altice discutida em janeiro

Assembleia-geral da Portugal Telecom SGPS já tem data e hora marcada. Informação foi comunicada esta noite à CMVM.

Lusa

Os acionistas da Portugal Telecom SGPS vão debater em assembleia-geral a venda da PT Portugal aos franceses da Altice a 12 de janeiro de 2015, anunciou hoje a empresa.

"Apreciar a venda da totalidade do capital social da PT Portugal, SGPS, S.A. à Altice, S.A. e deliberar sobre a sua aprovação, nos termos solicitados pela Oi, S.A.", é o ponto único da convocatória da assembleia-geral, segundo uma nota enviada hoje à noite à Comissão do Mercados de Valores Mobiliários (CMVM).

A assembleia-geral vai realizar-se na sede da PT Portugal, em Lisboa, às 15h, adianta a convocatória assinada pelo presidente da mesa da Assembleia-Geral de Acionistas, António Menezes Cordeiro.

A PT SGPS tinha poder para tomar uma decisão de alienação, mas como está a ser alvo de uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) por parte da Terra Peregrin, de Isabel dos Santos, o poder do Conselho de Administração passa para os acionistas, que são soberanos, segundo explicou anteriormente à Lusa fonte da PT SGPS.

A administração da Oi, empresa que detém 100% da PT Portugal desde o aumento de capital de maio, já assinou com a Altice o acordo definitivo para a venda da PT Portugal, segundo divulgou na terça-feira à noite fonte da multinacional francesa.

A Altice tinha anunciado a 30 de novembro o aumento da oferta em 375 milhões de euros, para 7.400 milhões, tendo entrado em negociações exclusivas com a Oi.

A Terra Peregrin já disse que deixará cair a OPA que lançou sobre a PT SGPS, caso os acionistas aprovem a venda da PT Portugal à Altice.

A Terra Peregrin anunciou a 9 de novembro a sua intenção de comprar a PT SGPS, oferecendo mais de 1,21 mil milhões de euros pela totalidade das ações da empresa portuguesa, ao preço de 1,35 euros por ação. A oferta é destinada a 100% do capital da PT SGPS.

O Conselho de Administração da PT SGPS divulgou na terça-feira à noite um comunicado sobre a OPA da Terra Peregrin, onde rejeitou o preço proposto, de 1,35 euros por ação e afirmou que este "não reflete o valor intrínseco da empresa".

Além disso, a administração da empresa portuguesa afirmou que os objetivos pretendidos por Isabel dos Santos "não são suficientemente claros" e mencionou "deficiências" nos documentos apresentados para a OPA, classificando-os como "incompletos e imprecisos" e "pouco claros em aspetos relevantes".

Os acionistas terão também de deliberar sobre esta operação em assembleia-geral, o que só poderá acontecer quando a CMVM emitir um parecer favorável ao lançamento da OPA.

A oferta carece também de um parecer da Autoridade da Concorrência (AdC), já que Isabel dos Santos tem uma participação na operadora NOS.