A OCDE espera para 2009 uma queda menos acentuada da economia da zona euro e do Japão face às previsões do início do Verão, mas mantém os números para os EUA, para onde já referia em Junho sinais de melhoria.
A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) apresentou hoje a revisão intermédia da sua informação semestral onde estima que o Produto Interno Bruto (PIB) da zona euro vai recuar 3,9% este ano, contra 4,8% previstos em final de Junho.
A justificação desta decisão refere que os países da moeda única europeia estão a sair da recessão no terceiro trimestre (mais 0,3% em evolução trimestral) e que a tendência deverá confirmar-se no quarto trimestre (mais dois por cento).
A revisão é mais pronunciada no Japão, onde a OCDE aponta agora para uma descida de 5,6% do PIB contra a quebra de 6,8% da informação do início do Verão.
Os responsáveis pela análise intermédia da OCDE não alteraram os dados para os EUA, cujo PIB deverá descer 2,8% em 2009, com um crescimento de 1,6% no terceiro trimestre e 2,4% no quarto.
"As notícias económicas foram especialmente favoráveis nos últimos meses", salienta a OCDE, que refere a descida do preço do dinheiro, a recuperação dos mercados bolsistas e a moderação da tensão nos empréstimos bancários.
A situação do desemprego deteriorou-se fortemente em alguns países da OCDE mas não em muitos outros. Entre o início de 2008 e o segundo trimestre de 2009, as subidas do índice de desemprego chegou a ser de quase nove pontos percentuais em Espanha, de cerca de sete pontos na Islândia, de 5,5 pontos na Irlanda e de pouco mais de quatro pontos nos EUA e Turquia.
A OCDE defende que continuam a ser necessárias a curto prazo medidas de incentivo avançadas pelos governos para enfrentar a crise.
No entanto, a mais longo prazo, os autores do estudo aconselham os países a preparar a supressão de todas as medidas de apoio fiscal e monetário e a elaborarem "estratégias de saída e planos de consolidação fiscal".