A Citroën quer oferecer ao cliente a possibilidade de conceber o visual do automóvel que vai comprar. O conceito dá pelo nome de co-design e é aplicado no novo modelo DS3, que a marca francesa acaba de apresentar em Paris. "Criámos diversos grupos de reflexão e os nossos estilistas foram buscar inspiração às tendências do quotidiano para escolher a multiplicidade de padrões disponíveis com o DS3", explica Sophie le Roi, uma das responsáveis pelo projecto.
Embora não possam "mexer" nas componentes estruturais do automóvel, os clientes do Citroën DS3 poderão configurar a cor da carroçaria, bancos e tejadilho a partir de uma palette de 38 cores, 12 tipos de jantes, oito tipos de acabamentos no tablier e sete punhos de alavanca de velocidades. São sete, os temas propostos, os quatro primeiros logo no lançamento: Maori (espírito "tatuagem"), Zebra (espírito "étnico"), Onda (espírito "boas vibrações"), Daisy (espírito "fashion"), Co-Design (espírito "Art Work"), Map (espírito "Paris night") e Plane (espírito "Nice Warrior").
No futuro, a mesma responsável admite que o cliente possa pedir para aplicar no tejadilho um desenho da sua autoria. Concorrente do novo Mini, do Alfa-Romeo Mito e do Fiat 500, o DS3 quer afirmar-se no mercado "como uma escolha moderna, inovadora, radical e anti-retro, a contra-corrente da nostalgia", frisa Jean-Baptiste Thomas, director de comunicação da Citroën.
Modelo criativo e radical
A criatividade surge nos principais traços do DS3, como o tejadilho aparentemente flutuante (que pode receber quatro cores distintas da carroçaria), o pilar central em forma de barbatana de tubarão em sentido invertido e uma traseira tipo carrinha. A dianteira é agressiva e radical, sublinhada pelas conchas laterais que abrigam luzes LED diurnas. Os espelhos exteriores e as embaladeiras podem ser coloridas ou cromadas.
Por outro lado, o Citroën DS3 destaca-se pelo tratamento estilístico e pela escolha de materiais e revestimentos: couro perfurado que se declina em três cores, superfícies cromadas ou da cor da carroçaria. Se todos os seus modelos fossem construídos assim, a Citroën seria uma marca premium.
Com 3,95 metros de comprimento, 1,71 metros de largura e 1,45 metros de altura, as dimensões exteriores do DS3 colocam-no entre os modelos mais compactos do seu segmento, conferindo-lhe uma silhueta dinâmica. No interior, este modelo da Citroën oferece lugares para cinco adultos (de preferência, não muito avantajados nos bancos traseiros). O tablier está sobrelevado para privilegiar o espaço para as pernas ao mesmo tempo que os bancos finos e o estilo da traseira favorecem o espaço atrás.
O condutor pode ajustar o volante de pequeno diâmetro (36,3 cm) à sua posição de condução, beneficiando igualmente de um banco envolvente regulável em altura e profundidade. As dimensões da bagageira (285 litros) e do porta-luvas (13 litros) são superiores aos veículos da concorrência mais directa.
A pensar no ambiente
Com cinco motorizações EuroV, cujo nível de emissões de CO2 começa nos 99 gramas por quilómetro percorrido, o Citroën DS3 está em linha com as exigências ambientais. Em ciclo misto, os níveis de emissões dos motores diesel HDI, de 110 e 90 cv, são inferiores a 115 gramas por quilómetro percorrido, enquanto os motores a gasolina, de 155, 120 e 95 cv, se situam entre os 136 e os 160 gramas de CO2 por quilómetro.
Na versão ensaiada nas ruas, estradas e autoestradas da região de Paris, o DS3 THP (155 cv) revelou-se à altura das características enunciadas pelo construtor. O prazer de condução é optimizado pelo trabalho de afinação do chassis (rebaixado em dois centímetros relativamente ao Citroën C3) e dos eixos, do tipo pseudo MacPherson à frente e travessa deformável atrás.
A flexibilidade e amortecimento também foram afinados, assegurando um bom controlo dos movimentos da carroçaria e uma boa estabilidade das trajectórias, que se uma sensação de controlo do veículo. A direcção é precisa e permite ao condutor colocar as rodas exactamente onde deseja, independentemente da velocidade. Para Vincent Besson, director de produtos e marcas no grupo PSA Peugeot Citroën, "conduzir o DS3 é como ter as rodas na ponta dos dedos".
*O jornalista viajou a convite da Citroën