20 de abril de 2014 às 1:37
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É o crescimento, estúpido!

Instalou-se a ideia que basta cortar na despesa para nos salvarmos. A Itália e a Bélgica têm dívidas bem maiores do que as nossas. O nosso problema é falta de crescimento.

Daniel Oliveira (www.expresso.pt)

O que está a dar é a conversa de merceeiro. E a coisa foi promovida a ciência económica. Enquanto por esse mundo fora, da Economist ao Finacial Times, de Paul Krugman e George Soros, se fala da cegueira da Alemanha e de como o euro se tem de defender de uma ofensiva especulativa, por cá repete-se até à náusea que não podemos viver acima das nossas possibilidades, como se a maioria dos portugueses não vivesse bem abaixo do que seria admissível.

O problema é a dívida, diz-se. Uma notícia: está longe de ser a maior da Europa. A belga está 21 pontos percentuais acima da nossa e a estabilidade não é a mensagem que tem sido enviada para o exterior - estão mais uma vez sem governo. Estão o sofrer o mesmo ataque que nós? Não. A de Itália está 29 pontos percentuais acima da nossa e eles lá se safam.

Os nossos problemas são dois: sermos uma economia periférica e por isso fácil de atacar para atacar o euro - os especuladores sabem que a irresponsabilidade da senhora Merkel pode deixar-nos cair - e uma economia estagnada há anos. O nosso problema é a dívida, mas apenas porque não crescermos. Qualquer solução que se concentre apenas na dívida e esqueça o crescimento só servirá para nos enterrar ainda mais.

Para resolver o problema são necessárias políticas de Estado que favoreçam o crescimento. Como a crise não é apenas nossa as exportações não chegam. Como temos o défice que temos não é possível baixar muito os impostos. Resta-nos alimentar o mercado interno através do investimento público. Quem nos diga que temos de crescer e investir menos está a brincar com as palavras.

As obras públicas são fundamentais. O debate que vale a pena fazer é se estamos a apostar nas obras certas. Se estas são reprodutivas. Por mim, prefiria investimento na reabilitação de equipamentos públicos e dos centros urbanos do que grandes obras públicas que são pouco descentralizadas e não têm qualquer efeito nas pequenas e médias empresas, que são o motor da nossa economia e as que mais emprego criam, aliviando assim as despesas sociais. Resumindo: se cortarmos no aeroporto e no TGV eles terão de ser para o substituidos por outros investimentos.

Se a solução for apenas a de cortar cegamente para os mercados verem o sangue que exigem as receitas fiscais vão ressentir-se ainda mais (é por isso mesmo que o nosso défice aumentou) e não cresceremos. E se não crescermos ninguém sabe bem como pagaremos a dívida. E os mercados pedirão ainda mais sangue. Até morrermos da cura.

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O nosso problema é
Bom dia Daniel Oliveira

O nosso problema é entre muitos que os portugueses ainda não percebeream que estamos a viver acima dos rendimentos.
E é preciso perceber que o problema não está nas boas ou más intenções de quem nos empresta o dinheiro... mas antes na forma como o estamos a malbaratar esse dinheiro.

Se vamos partir para o investimento das grandes obras... que custam milhões... corremos o risco, mais que certo de daqui a meses não ter como pagar. Resultado os nossos encargos sobem e temos que contrair dívidas para pagar os referidos investimentos.

Assim o Estado viverá acima das suas possibilides. Portugal não "deve" fazer investimentos sem que antes garanta ou pelo crescimento da economia ou pela redução da despesa pública, o modo de pagamento desses investimentos.

É preciso ter consciências de que não são os subsídios da UE e as parcerias público-privadas que vão pagar as obras, e que o estado não tem custos, como ontem se debatia num outro artigo deste jornal. Isso é não ter consciência das coisas.

Claro que os mercados querem perceber de que forma vamos encarar as medidas que se avizinham. Se partimos para greves, tumultos, etc. desencadearemos novos e mais sérios ataques por parte dos mercados iternacionais.

Mas é evidente que estes(mercados) estão à espera de ver acções concretas que traduzam a nossa mudança de atitudes de "palavras".

Sara
E a Universidade,o que pensa ela disto tudo? Ver comentário
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PARA MEDITAR – Mão-de-obra Nacional
Existe actualmente uma fuga considerável de mão-de-obra qualificada para o exterior contudo não vejo ninguém preocupado em reter o conhecimento e competências que esta encerra, cá dentro.

Esta mão-de-obra gera muita riqueza nos países para onde se desloca fazendo com que estes tirem partido do facto de não terem de investir na formação de quadros altamente qualificados para desempenhar determinadas funções. Em contrapartida Portugal pouco fica a ganhar de ter investido tanto tempo e dinheiro na formação desta gente.

Já trabalhei no exterior e posso garantir que desenvolvi lá fora trabalho técnico altamente qualificado na área da indústria ferroviária que poderia perfeitamente ser efectuado por Engenheiros Nacionais, houvesse visão, vontade, empenho e determinação para o fazer cá dentro.

Este conhecimento poderia mais tarde ser canalizado para a implementação de projectos no exterior, tanto nos países de língua portuguesa como em outros que carecem de conhecimentos na área (Angola por exemplo, é um país enorme e deverá mais tarde ou mais cedo reactivar a sua rede ferroviária). A RAVE é também por isso importante pois oferece às empresas portuguesas a possibilidade de desenvolver conhecimento na área que mais tarde pode ser utilizado por essas empresas no exterior.
Governo deve ir ao Parlamento
O Parlamento devia chamar Sócrates e o seu Governo para um debate de urgência sobre a situação actual do País , as medidas que se impõe tomar,no âmbito do PEC,do QREN e assumir uma posição nacional sobre o fracasso da Europa na coordenação da resposta a dar á especulação cruel sobre alguns Estados membros e em que Portugal se inclui.
Não faz sentido-no momento que passa-O lºministro dizer que vai relectir,o ministro das obras públicas anunciar que as obras vão andar para frente,e a ministra do trabalho anunciar 75%para quem estiver no fundo de desemprego para obrigar o desempregado a procurar trabalho.
Na hora de fogo á porta a coordenação de politicas é essencial.
E o Parlamento é a casa para o debate,a informação e a definição dos caminhos a seguir.
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Sair da crise!
Caro Daniel Oliveira

Você e bem, diz que a economia portuguesa para sair da crise necessita de investimento público, que dinamize o emprego. Mas não deste!
  Há que sermos selectivos nas nossas escolhas, e a comunidade se nos quiser ajudar a pagar a despesa, ficamos-lhes gratos, mas para aquilo de que precisamos e não para aquilo que outros estados á pala desse financiamento nos querem impingir. O TGV é paradigmático.
Não é fazendo uma linha de alta velocidade para Madrid, e equipando a CP com “comboios a jacto”, fabricados em França ou na Alemanha, que a nossa economia sairá da crise. Todos sabemos que gerará algum emprego, a maior parte dele a ser absorvido por mão-de-obra imigrante, mas quando tudo aquilo acabar teremos mais um elefante cor-de-rosa!
  Mesmo em relação ao aeroporto cujo investimento é menos polémico, há que rever o timing adequado para a sua execução. Aliás as obras feitas no Aeroporto Sá Carneiro, que o tornaram o melhor pequeno aeroporto da Europa e um dos melhores do Mundo só demonstram que a descentralização dos recursos e investimentos, são a melhor maneira de se potenciar o desenvolvimento.

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PORREIRISMO
É tempodo porreirismo, de todos aparecerem a proporem-se ser os salvadores da pátria, tempo de aperto de mãos, tempos em que a bandeira parece ter só uma cor, tempo em que ninguém quer ser o desmancha-prazeres, o complicado, eh pá, assim o país afunda-se mais, vamos cortar nos desempregados que passam o dia na praia, a passear o cão e a viajar para o estrangeiro entre duas apresentações na junta de freguesia, vamos cortar nos reformados que passam o dia a jogar cartas e a sopa de couve q comem chega e basta, tempo de mentiras, tempo de vigarices, tempo de enriquecimento ilícito (enriqueci para salvar o país), tempo de mais impostos para os mais remediados, tempo de impostura, tempo de impunidade, aproveitem agora, é hora de fazer dinheiro, tempo de ferraris e de luxos, tempo de os vendilhões do templo abençoados e não chicoteados (parece que o judeu Jesus também era violento...).
Qual é o nosso problema afinal?
Claro que a dívida é hoje o nosso maior problema. Esgotada a nossa capacidade de endividamento e perante as crescentes dúvidas sobre a nossa capacidade para fazer face à dívida entrámos numa espiral de custo acrescido imprevisto da própria dívida o que é terrível.
A dívida avolumou-se devido ao crescimento negativo da economia europeia (ibérica principalmente) nos dois últimos anos e à esperança de que em 2010 voltaria o crescimento.
A economia europeia afinal está praticamente estagnada com ligeiros crescimentos positivos nas zonas melhor estruturadas e ligeiramente negativos nas zonas menos bem estruturadas como a Península Ibérica o que é perfeitamente normal.
O mais inquietante é que já ninguém acredita numa retoma significativa do crescimento europeu nos próximos anos de forma a permitir também algum crescimento aos seus membros menos competitivos.
O problema português de fundo é falta de competitividade derivada de sermos periféricos, não suficientemente estruturados e habituados a ser financiados pela UE. O crescimento da economia portuguesa só pode basear-se em fazer melhor e colocar mais rápido e mais barato em qualquer parte da europa aquilo que quizermos e pudermos vender. E não é o Estado que tem obrigação de o fazer mas os investidores privados facilitados (isso sim) pelo estado.
O nosso problema é pois a falta de competitividade e a incapacidade para superar a falta de fundos europeus.
O problema? O oportunismo das nossas elites. Ver comentário
Re: O problema? O oportunismo das nossas elites. Ver comentário
    Re: O problema? O oportunismo das nossas elites. []   Fechar Fechar
(Dunca (seguir utilizador), 1 ponto , 19:04 | Sexta feira, 30 de abril de 2010)

Caro Condestavel

Sim... Entendo que toda a generalização é perversa, e, por princípio, não devemos generalizar, pois podemos estar a ser injusto com alguém...

Entretanto, quando generalizo é por provocação, para ver se aparece alguém que puxe pelos brios... Alguém que não tenha se acostumado com a situação e resolva protestar, como fez, por exemplo, Zeca Afonso em seu tempo:

“Eles comem tudo, eles comem tudo, eles comem tudo e não deixam nada”.

Quanto a dizer que as criticas feitas, por mim, às elites não ser determinantes para o assunto em debate, desculpe-me discordar, por eu entender que é na mão das elites que está o futuro de uma nação.
 
 
PARA MEDITAR – Economia Nacional (1/2)
A nossa balança comercial encontra-se desequilibrada. Somos um país de serviços e encontramo-nos demasiadamente expostos e dependentes do mercado exportador.

Vendemos coisas uns aos outros mas não criamos a riqueza que deveríamos e poderíamos gerar.

O nosso calcanhar de Aquiles consiste, entre outras coisas, em nos limitamos a transferir a riqueza existente entre cidadãos. Para se crescer economicamente é necessário criar riqueza e não se limitar a circular o dinheiro ou transferir o mesmo para o estrangeiro.

Compramos excessivamente ao exterior muitos dos bens que consumimos quando poderíamos fazer dentro das nossas fronteiras alguns deles.

Quem tiver a oportunidade de visitar outros países poderá verificar que grande parte dos produtos à venda nos supermercados deriva de marcas e produtores que lhe são intrínsecos. As receitas criadas por estes produtos permanecem no seu território. As marcas internacionais coexistem mas em menor número. Em algumas situações nem sequer têm direito a prateleira.

Em Portugal encontra-se instituído que o vem de fora é que é bom e que o que cá é produzido é quase sempre medíocre, contudo esquece-se que se a produção fosse feita cá haveria menos gente no desemprego. Podem continuar a comprar produtos à “China” mas depois não se queixem que têm uma elevada taxa de desemprego.
PARA MEDITAR – Economia Nacional (2/2) Ver comentário
Re: PARA MEDITAR – Economia Nacional (2/2) Ver comentário
Re: PARA MEDITAR – Economia Nacional (1/2) Ver comentário
PARA MEDITAR – Investimento Privado
Algumas eminências pardas passam a vida a falar do investimento privado e da sua importância mas a verdade é que este só tem coragem de se manifestar quando se perspectiva a canibalização de empresas ou serviços públicos.

Poucas são as entidades privadas que acreditam e decidem investir na produção de produtos e aceitam o risco de o fazer sem ficar à espera de receber qualquer subsidio do Estado.

Eu sou a favor do investimento privado. Não considero é legitimo que este seja feito apenas com base na redução das responsabilidades do estado e às custas deste.

Se os privados são a nossa salvação porque não avançam neste momento em prol de Portugal?
PARA MEDITAR – Classe Politica e Afins (1/2)
Os políticos nacionais (e certos jornalistas) preocupam-se mais em encontrar os culpados da situação nacional e em apontar-lhes o dedo do que a procurar soluções e trabalhar em conjunto para nos tornarmos mais fortes.

Correndo o risco de efectuar uma simplificação por excesso, considero legitimo neste contexto subdividir os nossos Políticos em três classes distintas:

1) Aqueles que julgam que o País poderá gerar riqueza e crescimento através da estagnação da sua economia ou do enfraquecimento das funções do estado. Fazendo uma analogia simplista com a Bíblia, a estas personagens corresponde o servo que recebendo 1 talento do seu Senhor o enterrou para o esconder, tendo posteriormente devolvido o mesmo e recebido uma repreensão por isso (Mateus Capitulo 25).

2) Aqueles que teimam em acreditar que o País possui recursos monetários ilimitados e que a fonte de subsídios e ajudas jamais poderá secar. Para estes não é possível fazer uma analogia com a Bíblia pois a irresponsabilidade que caracteriza estes Senhores nem sequer é mencionada neste trecho da Bíblia.

3) Aqueles que acreditam tanto em si como nas competências e qualidades dos seus cidadãos e possuem capacidade de ponderação e contenção nos investimentos que executam. Fazendo uma analogia com a Bíblia a estes correspondem os servos que recebendo cada um, 5 e 2 talentos do seu Senhor, os investiram de forma sensata e conseguiram duplicar o seu valor.
PARA MEDITAR – Classe Politica e Afins (2/2) Ver comentário
PARA MEDITAR – Mudança de Mentalidade
Há que abandonar o espírito pessimista e adoptar uma postura de "Posso Fazer"/"Consigo Fazer"/"Vou Fazer" ou de "Veni, Vidi, Vici". Há que renunciar ao discurso miserabilista dos desgraçadinhos e dos coitadinhos. Apesar de poucos somos tão bons ou melhores do que os outros, se nos unirmos. É essa a lição que deveria ser retirada de Aljubarrota.
É o crescimento estúpido...
Já aqui contei a historia de dois meninos que tinham tanto de inteligentes como de pobres. A professora primária falou com os pais e o padre da aldeia para os mesmos rumarem ao Seminário onde os estudos eram mais baratos, mas mesmo assim muito dinheiro para quem passava fome. Um senhor mais abastado propôs-se emprestar o dinheiro necessário para tal. O pai de um não aceitou e esse menino um dia mais tarde rumou a terras de França como imigrante. Não está mal e passa o tempo cá e lá, mas não passa de um imigrante. O outro estudou, pagou a divida contraída com o dinheiro que ganhou no Ultramar como militar e vive hoje numa vivenda com piscina. Esta é a diferença em fazer ou não as Obras e que quanto mais tarde mais dinheiro vão custar. Há coisas que têm de ser feitas mesmo que para tal seja necessário cortar dedos. Se assim não for feito não passaremos nunca de uns imigrantes cá e lá.
Oh Toni2, mas que pena... Ver comentário
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Há diferenças, estúpido!
Comparar a Itália e Portugal, é comparar dois indivíduos de 1 metro e meio de altura e 100 kg de peso. Ambos têm excesso de peso, porém... um tem gordura e outro músculo.

O problema da Itália, é uma classe política corrupta. Cujos intervenientes são dos mais bem pagos da Europa. Este exemplo, também serve para aqueles que, acham que os nossos políticos são maus, porque pagamos mal.

Um líder político populista, que tem conquistado o Poder com promessas que o Povo "quer" ouvir. Que não as cumpre, mas resolve o assunto com mais promessas. Que se vitimiza, dizendo-se perseguido pela Justiça e pelos opositores políticos, que o acusam de "n" crimes.

Tenta e, em alguns casos consegue, a alteração de Leis, para sua própria protecção.

Talvez nestes casos, haja semelhanças... mas no resto...

Comparar a nossa "gordura" com o "músculo" industrial da Itália, é mesmo uma coisa ... olhe, recorro ao título do seu texto: coisa estúpida.

Há algum tempo, numa troca de palavras (para matar o tempo da viagem) , o companheiro ocasional do assento ao lado, perguntou-me: Vocês são "fortes" em quê?

"Embatuquei" e desviei a conversa para as nuvens que o avião estava a atravessar.

Sobre a nossa capacidade industrial continuei sem saber o que dizer, mas para exemplificar quem somos e porque o somos, podia ter respondido: Somos fortes em "Danieis Oliveira"
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Há factores bem mais importantes
Um dos problemas estruturais é o custo da energia. No primeiro trimestre, se não existissem eólicas, o país teria poupado cerca de 216 milhões de euros:

http://ecotretas.blogspot...

Ecotretas
Aeroporto
Quanto ao aeroporto, a estratégia já se mostrou um erro noutros países. Vejam por exemplo o que sucedeu com o novo aeroporto de Atenas. Ninguém quer falar disso?

Ecotretas
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Se fosse só isso...
Mesmo que o dinheiro do Estado fosse gasto com parcimónia haveria sempre quem achasse que era mal gasto aqui ou ali.Curiosamente o gasto no privado que tão caro nos tem saído, parece que está automáticamente correcto.
O problema surge exactamente na falta de crescimento e para isso podemos olhar para a atitude paradoxal que os grandes europeus têm.Por exemplo a RFA dá lições do alto da sua riqueza mas continua a ter a grande indústria situada no seu território tendo apenas deslocalizado algumas fábricas (para disfarçar essa opção nacionalista e proteccionista). É de estranhar que havendo custos de produção tão baixos noutros Estados membros a indústria alemã prefira manter a maioria des suas fábricas entre-fronteiras.E que dizer do Reino Unido? A sua atitude anti-europeísta tem como corolário a manutenção da Libra e a sua cumplicidade neste ataque especulativo às economias do Euro.
Nós, do alto da nossa pequenez até parece que podemos fazer algo e podemos.Pelo menos podemos ter algum cuidado na forma como gerimos os nosso parcos recursos mas também temos de olhar um pouco mais em frente e pensar que se não investimos forte nas vias de comunicação nunca sairemos da cepa torta de País ultra periférico que somos! Nunca sairemos debaixo da nossa pequenez.
Os Funcionários Públicos devem ser os mais assustados com este frenesim de investimento pois quando o dinheiro faltar irá certamente haver cortes na "despesa pública" e aí incluem-se estrategicamente os seus salários...
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