21 de maio de 2013 às 23:17
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É demasiado bom para ser de todos nós

A estratégia de Passos Coelho passa por oferecer às empresas o que é de todos - saúde e educação - para ultrapassar a sua crise de crescimento. No fim restarão as ruínas do Estado Social.

Daniel Oliveira (www.expresso.pt)

O que não cresce morre. É esta a máxima do capitalismo. Por isso procura sempre novos mercados. E se isto é verdade à escala global, também o é no mercado interno.

Durante décadas a burguesia nacional viveu da obra pública - a necessária e a dispensável - paga com dinheiros europeus. Mesmo o consumo foi alimentado, não por uma valorização salarial - as nossas empresas não acrescentam valor ao que produzem e por isso apostam no trabalho intensivo, desqualificado e mal pago -, mas pelo endividamento das famílias. E viveu da especulação imobiliária, que cresceu às custas da fragilidade do mercado de arrendamento, do juro baixo e da bonificação do crédito à compra de casa. E alimentou-se da privatização de empresas já consolidadas, muitas delas em regime de monopólio natural. Ou seja, a nossa burguesia não criou nada, não inovou nada, não arriscou nada.

Só que, com a pressão europeia para conter a despesa pública, todas as portas de saída estão agora fechadas. Não vale a pena ter ilusões quanto á nossa capacidade de exportação. Graças à contenção salarial na Alemanha, que julga que é possível manter um mercado europeu aberto e saudável apenas exportando; à falta de competitividade da nossa produção sem valor acrescentado; e a uma moeda forte não temos grande espaço de manobra no comércio externo. Talvez com excepção do mercado angolano e brasileiro.

Resta então, à nossa elite económica, a receita do costume: rapar o fundo do tacho. Ou seja, integrar no mercado os bens e serviços públicos, tendo aí uma nova oportunidade de negócio sem risco. Já se percebeu que enquanto o Estado oferecer gratuitamente saúde e educação (bens com procura pouco elástica e por isso especialmente interessantes como negócio) os nossos grupos económicos, pouco familiarizados com a qualidade a preços aceitáveis, não se safam.

É neste contexto que devemos ver o programa que o PSD prepara para a saúde e educação e que fica claro na sua proposta de revisão constitucional.

Havia duas possibilidades: o cheque ensino e o cheque saúde ou o fim da educação e saúde gratuitas e universais. São duas formas de chegar ao mesmo. No primeiro caso, o Estado transfere para os privados os seus recursos financeiros. No segundo, o Estado torna pouco vantajosos para os cidadãos com alguns recursos os bens que oferece e, no fim, transforma os cidadãos em clientes e oferece-os ao privado. A primeira solução era mais agradável para o negócio, mas não há dinheiro público para isso. O PSD vai optar pela segunda. Ou seja, deixa para o Estado os miseráveis, passa para o privado o resto da população.

Três problemas desta solução:

1. Se a classe média abandonar os serviços públicos eles saem mais caros por utente (é uma questão de economia de escala - metade dos alunos no ensino público não corresponderá a metade da despesa).

2- Se a classe média abandona os serviços públicos eles perdem qualidade. Está estudado: com menores capital social e cultural, as classes baixas têm menor poder reivindicativo e, isoladas, não beneficiam da qualificação que a presença da classe média oferece aos serviços.

3. Pagando pelos serviços do Estado, quem paga mais impostos fará pressão para pagar menos. O caminho está traçado: Campos e Cunha e vários economistas já propõem a taxa fiscal plana. Ou seja, preparam o País para o Estado assistencialista em vez do Estado Social redistributivo.

Juntem-se as três coisas: menos qualidade, mais caro por utente, menos recursos fiscais para alimentar os serviços. Ainda menos qualidade. Ou seja, no final teremos serviços públicos miseráveis.

Não preciso de fazer qualquer futurologia. O que propõem para a saúde, por exemplo, já foi experimentado nos Estados Unidos. O Estado garantia serviços médicos apenas aos mais pobres. E em Portugal, é bom recordar, os mais pobres são mesmo muito pobres. Os indicadores de saúde de uma das maiores potências económicas do Mundo falam por si: cada americano gasta 7290 dólares em saúde por ano e cada português gasta 2150. No entanto, a esperança média de vida em Portugal é superior à dos EUA e os Estados Unidos estão vários lugares acima no ranking da mortalidade infantil . De tal forma que os EUA se viram obrigados a recuar nesta matéria. Na educação passa-se o mesmo: a escola pública americana é, em geral, um subproduto. Os mais pobres só se safam se forem muito bons e conseguirem bolsas. Os restantes estão condenados à partida.

A política de emagrecimento do Estado tem um sentido: oferecer os serviços sociais às empresas para que estas ultrapassem a sua crise de crescimento. E, com isso, sacrificar o bem comum. Próximo objectivo: a privatização da segurança social para transferir estes apetitosos recursos para fundos de pensões. Aqueles que hoje são o motor da finança em quase todo o Mundo.

O capitalismo financeiro não vive da produção. Vive, por agora, da privatização dos recursos públicos. Quando eles acabarem logo se verá para onde se vai. No caminho, deixará atrás de si um Estado Social em ruínas.

Comentários 29 Comentar
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Foram os Socialistas que mataram o Estado Social
Ao engordar o Estado. Chegamos a um ponto em que cerca 50% do PIB em impostos não chega para ter as contas equilibradas. Os credores já não vão mais na conversa. Só é possivel manter o Estado social se o Estado emagrecer. Cortem na despesa (cortem salarios FP, acabem com os Governos Civis, reduzam o numero de Camaras Municipais e Juntas de Freguesia, acabem com Fundações, Institutos Publicos, .... que só servem para sugar os nossos impostos ) e vão ver que no fim é possivel manter boa parte do Estado Social.
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Os socialistas são os guardiões da Constituição?
Rever a Constituição: é legítimo e está na própria lei fundamental.Para que isso seja possivel é necessária a aprovação por 2/3 dos Deputados.
Nao é assim nenhum golpe palaciano : É discutida ás claras e até é importante para que os Portugueses saibam o que diz a Constituição e estejam mais atentos ao que se passa.
Vasco Lourenço-ex Conselheiro da Revolução e responsável do 25 de Novembro, vem dizer aqui del rei ,rasgam o preâmbulo e retiram o 25 de Abril da Constituição.
O que Vasco Lourenço devia explicar ao País eram as razões que levaram ao 25 de Novembro-que interesses politicos os militares do 25 de Novembro serviram.
João Proença da UGT-que ainda recentemente não apoiou a manifestação nacional organizada pela Intersindical, vem também carpir hipócritamente lágrimas de crocodilo, contra a iniciativa de Passos Coelho: ele, João Proença, que se põe sempre de cócoras ao serviço do PS e nunca foi capaz de dar um murro na mesa e juntar a UGT ao mundo do trabalho, na frente comum que tão necessario era.
O Estado, em Portugal é hoje uma erva daninha: onde muita gente se esconde, á pála de uma filiação partidária e de preferência do PS.
Não há que ter mêdo da Constituição:é preciso abri-la, arejá-la, dar-lhe vida, levá-la até ao cidadão.
Os guardiões do templo não são os donos do evangelho.
QUE PORTUGAL? QUE FUTURO?
País estranho esse!Em Portugal investe-se muito no estéril.Discutem-se as questões menos importantes e quase nenhuma atenção se presta ao importante, ao fundamental, ás coisas com relevância p o futuro.O tema d Constituição portuguesa devia ser pacífico.Trata-se d um texto demasiado politizado e só num determinado sentido.Não consentâneo com um país d economia d mercado e q nos dias d hoje é um grande obstáculo ao desenvolvimento nacional pois alguma das suas partes hostilizam as regras da economia global em q, por muito q custe a alguns, temos q viver.A iniciativa do sempre jovem Passos é de enaltecer.Trata-se d um ponto d partida.Exige-se reflexão e discussão a todos e não só aos partidos.O desejado e necessário novo texto deve consagrar um Portugal moderno, pragmático e solidário.Á esquerda o q se exige é q proponha medidas q reformem o dito Estado Social segundo critérios actuais.Insistir em conceitos e chavões do passado não serve nem é inteligente.Hoje é do conhecimento geral q a universalidade não é viável.Quem tem paga.Quem não tem deve ser ajudado.A Direita deverá lutar pla despolitização da constituição.O actual texto tem resquícios d tempos e d ideias q já não servem.O próprio conceito d Estado Social tem evoluído.Vários são os países q tendo-o não hesitaram em reformá-lo.Portugal está numa encruzilhada.Tudo terá q ser repensado.Os caminhos há muitos q estão identificados.Compete aos portugueses decidir s querem abraçar o futuro ou em alternativa ser um pais adiado
Rapazolas
Para quem ainda não percebeu, fomos e pior continuamos a ser (des)governados por RAPAZOLAS, que nunca fizeram nada na vida, e portanto como não conseguem resolver pela via mais trabalhosa, seguem a via mais simples e mais "conveniente" para os "amiguinhos", mesmo quando têm exemplos reais para comparar como os USA, que segue o caminho inverso. Revolução precisa-se, mas a "doer" desta vez, porque infelizmente os pobres de que fala não têm aqui "palavra", a sua preocupação é o pão de cada dia, tem lá tempo para lerem o expresso on-line.
As convicções e a desonestidade
Parabéns. A sua extensa tese parece uma receita de cozinha, que o convence que, seguida à risca obtém algo igual ao da pessoa que a elaborou.

A temperatura, o manuseamento e a qualidade dos produtos não contam. Tal como os alunos muito “marrões”, em que a inteligência não é exigida, porque se põe como está no livro.

Se o Banco Central Europeu, fechar a “torneira” (o que fará, mais tarde ou mais cedo), o Estado fica sem dinheiro para o tal Estado Social, para você, imutável. Nem sequer dinheiro para pagar aos funcionários.

Isto é uma verdade. Que você tem conhecimento. Por isso, o acho tão desonesto.

Está no seu direito, criticar os “caminhos” (que eu ainda não percebi, quais realmente são) propostos pelo PSD. Mas não são eles que vão matar um Estado Social que, está moribundo.

Está convencido que a Europa, não nos vai deixar “cair”? Sem problemas para ela (Europa), devido à nossa insignificância, económica e financeira, pode fazê-lo. E ninguém dá por isso.

Tal como um drogado, que só aceita voluntariamente a desintoxicação, quando atinge os limites da resistência humana, assim somos nós. Vivemos na ilusão mística, que algum milagre vai acontecer. Mas não vai.

Mas você alimenta essa ilusão. Sabe porquê? Porque está convencido que ninguém lhe pedirá responsabilidades pelo que escreveu. Engana-se, tem a sua consciência. Coisa bem pior que qualquer polícia política.
DO e o trotskismo
Um único parágrafo de DO tem 700 caracteres. Comentar este artigo, nas sua densidade de fanatismo ideológico, é portanto tarefa impossível em 1500 caracteres. Vejam só este parágrafo, que nos dá a noção real do que DO pensa dos seus conterrâneos:

«Durante décadas a burguesia nacional viveu da obra pública - a necessária e a dispensável - paga com dinheiros europeus. Mesmo o consumo foi alimentado, não por uma valorização salarial - as nossas empresas não acrescentam valor ao que produzem e por isso apostam no trabalho intensivo, desqualificado e mal pago -, mas pelo endividamento das famílias. E viveu da especulação imobiliária, que cresceu às custas da fragilidade do mercado de arrendamento, do juro baixo e da bonificação do crédito à compra de casa. E alimentou-se da privatização de empresas já consolidadas, muitas delas em regime de monopólio natural. Ou seja, a nossa burguesia não criou nada, não inovou nada, não arriscou nada.»
DO não concebe nem imagina que a «burguesia nacional» (mais um chavão revolucionário) possa ter criado empresas, exportado, inovado, etc. Não! «Não criou nada»! Durante décadas. Temos andado a viver de quê? Do trabalho dos DO’s?
Só para concluir sobre um artigo profundamente desequilibrado e trotskista, uma pergunta: o que fazer para que o nosso mercado do arrendamento deixe de ser frágil? Ah, bom…
Não há pachorra para aturar tanto mentiroso!
Se é um facto que me preocupa como cidadão esta arrancada neoliberal de Passos Coelho, não tanto por a condenar à partida, mas por achar que Portugal jamais sairá da crise por essa via, preocupa-me ainda mais a histeria Socialista. Afinal o PS tem sido sempre e até hoje, aquele que tem aplicado as “malditas” políticas do PSD!
Farto de ver o PS a encostar ao lado esquerdo das boxes, quando o carro está prestes a despistar-se, não é sem demora que mal saltam para o poleiro, e logo se encostam à direita copiando as políticas liberais do partido laranja.
Coma excepção do período do PREC, em que todos os partidos parlamentares menos o CDS, quiseram dar um bodo aos pobres, o PS tem sido aquele partido que mais tem "encavado" os trabalhadores portugueses. Hoje jura a pés juntos, não fazer aquilo que outros arriscam desejar implementar na sua gestão, para a seguir estando no poder, dar o dito por não dito.
Não há pachorra para aturar tanto mentiroso!
PPC tem desprezo por quem trabalha!
Pedro Passos coelho foi na sua mocidade politico, na sua juventude marialva, bebia copos, conhecia umas gajas e arrastava o curso por muito anos (quem tiver duvidas reveja o discurso de Miguel Relvas no dia em que PPC ganhou o PSD), finalmente já ‘entradito’ na idade, um amigo politico/empresário (dos muitos que saíram dos governos Cavaco Silva) proporcionou-lhe um ‘emprego’ bem pago. Pensa ele na sua ignorância que a todas a vida correu assim de feição!
Mas não correu, a maioria teve de labutar, trabalhar muito e produzir ainda mais para perto da reforma, finalmente, ter um nível de vida razoável. É isto que PPC quer acabar, nada mais que isto, porque num país onde o O.M. é de 475€, a maioria do pessoal está a prazo, uma parte significativa nem contrato tem e um quarto da população está no desemprego nada mais existe para flexibilizar.
O PSD pela voz do seu ‘residente’ quer só conseguir duas coisas para os seus amigos empresários (que num futuro lhe pagarão o favor com um cargo pago a peso de ouro) despedir quem ganha mais de 500€ e que os impostos pagúem os vencimentos das empresas privadas.
Para ele é um ódio ter que aturar trabalhadores, para ele o objectivo politico é voltar à escravatura.
Este personagem nada acrescenta ao desenvolvimento do pais, é mais um sem ideias a repetir dogmas populistas com o objectivo de chamar a atenção para uma classe incompetente e minoritária no país.
Jovens janízaros ( da Escola de Chicago )
Jovens janízaros ( da Escola de Chicago )

Os jovens janízaros que tomaram conta do PSD estão prestes a alterar a matriz social-democrata do partido e a criar uma formação que nada tem a ver com a origem. Pois bem, para além da confusão que se está a instalar nas bases do partido, constituído basicamente por pessoas que ao longo dos anos se habituou a ver o partido lutar pela melhoria das suas condições de vida, nomeadamente na saúde, na escola e nas reformas, vê agora o partido a ser elogiado pelos patrões, que vêem no horizonte a possibilidade de despedir sem limite nem escrúpulo.
Não sei como se pode ser tão politicamente néscio em tão pouco tempo !
.
Direitos ao Abismo
Ainda me enganou alguns meses, pensava que era diferente ( Passos Coelho ), como é possível que este MADDOC da politica portuguesa, venha propor aos seus conterraneos, um modelo que nos Estados Unidos falhou completamente, deixando milhares de pessoas sem recursos abandonadas à sua sorte sem cuidados médicos.
Não tenho dúvidas, a sociedade só funciona se todos contribuirem para um bolo que possa ser distribuido por todos, a sociedade tem de valorizar quem trabalha, mas, não pode desprezar aqueles que por diversos motivos não o podem fazer.
Prefiro alimentar um malandro do que um grupinho de meninos engravatados, que, por serem militantes partidários, ROUBAM os meus impostos, seja atravéz de prémios ao fim do ano, seja com ajudas de custo, ou outro tipo de comissões mais ou menos ilegais, já para não falar na corrupção que em Portugal são como as bruxas, não existem, mas que as há, há.
Espero que no dia em que este senhor tenha de assinar estas modificações na constituição, "parta as duas mãos".

P.S. É claro que não desejo isto ao senhor, mas uma boa febre com um termometro na boca e um supositório não lhe fará mal algum.
 
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Grande análise!!!
BRAVO!!!!!!
Frases soltas
2º Paragrafo - Demonstra, e bem, que as nossas elites não são liberais. Gostam tanto do liberalismo como o Bloco de Esquerda.

"(Campos e Cunha e alguns economistas) ... preparam o País para o Estado assistencialista em vez do Estado Social redistributivo" - Portugal não tem Estado Social, muito menos redistributivo; tem de facto um estado assistencialista inimigo da mobilidade social. Porque é que a esquerda o defende como coisa sua é para mim um mistério.

"Ou seja, deixa para o Estado os miseráveis, passa para o privado o resto da população. " - Já é assim. Concordo que pode piorar.

"(Nos Estados Unidos) Os mais pobres só se safam se forem muito bons e conseguirem bolsas. Os restantes estão condenados à partida." Em Portugal nem bolsas há. No nosso país até a filantropia é paga pelos impostos.

Mas o artigo está bom. A simples diminuição de despesa pública à custa dos serviços públicos sociais não dá mais liberdade de escolha aos portugueses. Limita-se a obrigá-los a pagar aos privados esses serviços, sem garantia de que os impostos diminuam na mesma proporção, e a condenar quem não pode pagar a engolir o social que cada governo lhes quiser dar (citando Pedro Passos Coelho). Mudar para que tudo fique na mesma. Mas não foi essa a razão pela qual Pedro Passos Coelho foi eleito Presidente do PSD?
Concordo e Discordo
De facto é verdade que os nossos empresários são muito colados ao Estado, e nenhum arrisca de capital próprio... há muito tempo, desde a instauração do liberalismo em Portugal que é assim...
Mas contudo, eu que contribuo com 1/3 do meu vencimento bruto em impostos, não tenho nem saúde nem educação em qualidade. Tenho sempre que ir para o privado.
A mania de esquerda caviar de fazer-nos todos iguais, sendo que todos somos diferentes é errada. Pela minha profissão conheço várias situações de familias que só recebem RSI, mas quando entras em casa delas é ver Plasmas/consolas de jogos. Elas não contribuem NADA para o bolo social e eu, como muitos, começamos a ficar cansados de dar e não receber...
Re: Concordo e Discordo Ver comentário
A culpabilidade da Constituição
De cada vez que o País enfrenta dificuldades económicas aparecem uns economistas iluminados a dizer que “ a culpa é da Constituição”
De cada vez que é proferida uma sentença injusta, aparecem uns juristas iluminados a dizer que “ a culpa é da Constituição”
E assim sucessivamente …
Mas ninguém, até hoje, conseguiu provar seja o que for sobre a culpabilidade da Constituição …
A lei fundamental do País não deve ser estanque e deve ser aperfeiçoada sempre que se demonstre a sua inadequação. Mas demonstre-se primeiro e altere-se depois !
Promover um grande debate sobre a questão não traz mal ao mundo ( embora possa ser inoportuno ); mas tentar resolver os problemas sociais, laborais, etc, à custa da mudança do texto constitucional é coisa de cobardes sem projecto e sem futuro.
Estou convicto que algo de proveitoso vai sair desta ideia peregrina do homem da Opus-Dei, apoiado e apadrinhado por Passos Coelho : as pessoas começam a conhecer cada vez melhor o verdadeiro rosto do neo-liberalismo à portuguesa !
Demissão do Presidente da Telefónica Cesar Alierta
A Telefonica já é o campeão das reclamações dos consumidores Brasileirosno Procon há mais de 7 anos consecutivos. Não se percebe é como é que o Brasil ainda não correu com a Telfónica do Brasil.

“Demissão do Presidente da Telefónica Cesar Alierta Já!”
(http://www.facebook.com/g...

Existe também outro Grupo no facebbok de apoio à compra da VIVO pela PT. O seu apoio é importante.

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