1
Anterior
Mães procuram no Facebook filhos que deram para adoção
Seguinte
Dia da Mulher. Não, obrigado!
Página Inicial   >  Blogues  >  Blogues Life & Style  >  A vida de saltos altos  >   E ao sétimo dia, por fim, caíram à cama...

E ao sétimo dia, por fim, caíram à cama...

|
A vida de saltos altos - E ao sétimo dia, por fim, caíram à cama...

... e dormiram como duas pedras. A esta frase devo juntar uma única palavra: extenuados. Há uns tempos, alguém me dizia que fazer uma mudança de casa deixa-nos os níveis de stresse tão elevados quanto um acidente de automóvel ou, até mesmo, a notícia de uma morte. De início achei exagerado, mas depois de sete dias entre um mundo de caixas por encher e esvaziar, sem qualquer mão divina a ajudar neste processo, pus-me a pensar: afinal, serão só as costas que reclamam ou fazer uma mudança é mesmo um processo emocional de bradar aos céus?

Nem falo da questão cansativa de encontrar a casa onde queremos viver. Há cenários dantescos, casas que qualquer pessoa com dois dedos de testa teria, no mínimo, vergonha de tentar alugar ou vender. Seguem-se os contratos. As alíneas dúbias, com meio mundo a tentar enganar o outro. Depois vêm os pedidos encarecidos em lojas e supermercados para nos darem caixas de cartão. Por fim, há uma vida para empacotar e levar aos tombos numa carrinha até à nova linha de partida.

Não há detergente que limpe as gavetas da vida


Já fiz várias mudanças e ajudei amigos noutras quantas. Em todos havia algo comum: com mais ou menos tropeções, sentia-se uma extrema ânsia de abrir a porta de uma nova vida. Principalmente nas mudanças felizes. Mas ao mesmo tempo, havia um reencontros com todo um passado guardado em gavetas. Deparamo-nos com todas as recordações: as que nos fazem sorrir, mas também as que são verdadeiros estilhaços atabalhoadamente arrumados longe da vista. É a altura de fazer limpezas. De nos perguntarmos por que raio ainda tínhamos "aquela coisa" guardada. Deitar fora o que já não faz parte do que aí vem. E neste aspeto não há detergente que nos ajude.

Tiramos pesos antigos dos ombros e ganhamos força para acartar os muitos quilos de caixas que queremos levar para o futuro. Subimos mil escadas, suamos, sorrimos, ficamos perdidos entre pilhas de vida que gostaríamos de arrumar por artes mágicas num piscar de olhos. Isso não acontece. Agradecemos a quem nos ajudou e fechamos a porta. À nossa volta reina o caos. Resta-nos cair à cama extenuados e ouvir pela primeira vez os ruídos do nosso novo mundo. Seja uma situação feliz ou não, ninguém escapa ao cansaço. Uma mudança, tal como a palavra indica, é uma mudança. E não são só as costas que saem doridas no fim disto. Mesmo quando mudar foi o melhor que nos aconteceu.


A Vida de Saltos Altos em livro


Autoras: Ana Areal, Liliana Coelho, Paula Cosme Pinto, Sofia Rijo, Solange Cosme

Editora: Plátano (coleção Livros de Seda)

Preço: 11,80€ em loja, 10,62€ se for adquirido via site da Editora Plátano

Páginas: 158

ISBN: 9789727708598


Saiba mais sobre o livro:

Um livro lançado... em Saltos Altos (vídeo e fotogaleria)
Blogue mais feminino do Expresso chega às livrarias (vídeo)



A Vida de Saltos Altos no Facebook

A Vida de Saltos Altos também está presente no Facebook. Na página desta popular rede social qualquer um pode ser fã deste blogue. Clique para visitar.



A Vida de Saltos Altos no Twitter

A Vida de Saltos Altos é presença assídua no Twitter, onde estão todos os posts deste blogue. Junte-se às pessoas que aí nos seguem. Clique para visitar.



Opinião


Multimédia

O Cabo da Roca depois da tragédia que matou casal polaco

Os turistas portugueses e estrangeiros que visitam o Cabo da Roca, em Sintra, continuam a desafiar a vida nas falésias, mesmo depois da tragédia que resultou na morte de um casal polaco, cujos filhos menores estavam também no local. Durante a visita do Expresso, um segurança tentou alertar os turistas para o perigo e refere a morte do casal polaco. O apelo não teve grande efeito. Veja as imagens.

Ó Capitão! meu Capitão! ergue-te e ouve os sinos

Ele foi a nossa ama... desajeitada. Ele foi o professor que nos inspirou no liceu. Ele trouxe alegria, mesmo nas alturas mais difíceis. Ele indicou-nos o caminho na faculdade. Ele ensinou-nos a manter a postura, mas também a quebrar preconceitos. Ele ensinou-nos que a vida é para ser aproveitada a cada instante. Ó capitão, meu capitão, crescemos contigo e vamos ter de envelhecer sem ti. 

Crumble. A sobremesa mais fácil do mundo

Tiger escolheu a gastronomia como forma de estar na vida, especialista em pratos de confeção acessível, com ingredientes ao alcance de qualquer pessoa. Veja, confecione, desfrute e impressione.

Voámos num F-16

Um piloto da Força Aérea voou com uma câmara GoPro do Expresso e temos imagens inéditas e exclusivas para lhe mostrar num trabalho multimédia.

Salada de salmão com sorvete de manga

Especialista em pratos de confeção acessível, com ingredientes ao alcance de qualquer pessoa, Tiger escolheu a gastronomia como forma de estar na vida. Veja, confecione, desfrute e impressione.

Por faróis nunca dantes navegados

São a salvaguarda dos navegantes, a luz que tranquiliza o mar. Há 48 faróis em Portugal continental e nas ilhas. Este é um acontecimento único: todos os faróis e 1830 km de costa disponíveis num mesmo trabalho. Para entendê-los e vê-los, basta navegar neste artigo.

Parecem casulos onde gente hiberna à espera de ver terra

No Porto de Manaus não há barcos, mas autocarros bíblicos que caminham sobre água. Têm vários andares e estão cheios de camas de rede que parecem casulos onde homens, mulheres e crianças aguardam o destino. E há gente a vender o que houver e tiver de ser junto ao Porto. "Como há Copa, tem por aí muito gringo que vem ter com 'nóis'. E então fica mais fácil vender"

O adeus de Lobo Antunes às aulas de medicina

O neurocirurgião deu terça-feira a sua "Última Lição" no auditório do Instituto de Medicina Molecular da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, na véspera de deixar o seu trabalho no serviço nacional de saúde.

Jaguar volta a fabricar desportivo dos anos 60

Até ao verão será fabricado um número limitado de desportivos Jaguar E-Type Lightweight, seguindo todas as especificações originais, incluindo a continuação do número de série das unidades produzidas em 1963.

"Naquela altura estavam continuamente a acontecer primeiras coisas"

Mais do que uma manifestação, o 'primeiro' 1º de Maio é recordado como a grande festa da Revolução dos Cravos, quando o povo saiu às ruas em massa e a união das esquerdas era um sonho possível. "O 1º de Maio seria mais uma primeira coisa, porque naquela altura estavam continuamente a acontecer primeiras coisas." Foi há 40 anos.

Este trabalho não foi visado por qualquer comissão de censura

Aquilo que hoje é uma expressão anacrónica estava em relevo na primeira página do "República", a 25 de Abril de 1974: "Este jornal não foi visado por qualquer comissão de censura". Quarenta anos depois da Revolução, veja os jornais, ouça os sons e compreenda como decorreu o "dia inicial inteiro e limpo", como lhe chamou Sophia. O Expresso falou ainda com cinco gerações de 40 anos e percorreu a "geografia" das Ruas 25 de Abril de todo o país, falando com quem lá mora. Veja a reportagem multimédia.


Comentários 1 Comentar
ordenar por:
mais votados
Mudanças...
desde que casei fiz 8 mudanças de casa. Desde que nasci até me casar fiz ... outras 8 mudanças.... pura rotina!!!
Comentários 1 Comentar

Últimas


Edição Diária 17.Abr.2014

Leia no seu telemóvel, tablet e computador
PUBLICIDADE

Pub