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E ao sétimo dia, por fim, caíram à cama...

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A vida de saltos altos - E ao sétimo dia, por fim, caíram à cama...

... e dormiram como duas pedras. A esta frase devo juntar uma única palavra: extenuados. Há uns tempos, alguém me dizia que fazer uma mudança de casa deixa-nos os níveis de stresse tão elevados quanto um acidente de automóvel ou, até mesmo, a notícia de uma morte. De início achei exagerado, mas depois de sete dias entre um mundo de caixas por encher e esvaziar, sem qualquer mão divina a ajudar neste processo, pus-me a pensar: afinal, serão só as costas que reclamam ou fazer uma mudança é mesmo um processo emocional de bradar aos céus?

Nem falo da questão cansativa de encontrar a casa onde queremos viver. Há cenários dantescos, casas que qualquer pessoa com dois dedos de testa teria, no mínimo, vergonha de tentar alugar ou vender. Seguem-se os contratos. As alíneas dúbias, com meio mundo a tentar enganar o outro. Depois vêm os pedidos encarecidos em lojas e supermercados para nos darem caixas de cartão. Por fim, há uma vida para empacotar e levar aos tombos numa carrinha até à nova linha de partida.

Não há detergente que limpe as gavetas da vida


Já fiz várias mudanças e ajudei amigos noutras quantas. Em todos havia algo comum: com mais ou menos tropeções, sentia-se uma extrema ânsia de abrir a porta de uma nova vida. Principalmente nas mudanças felizes. Mas ao mesmo tempo, havia um reencontros com todo um passado guardado em gavetas. Deparamo-nos com todas as recordações: as que nos fazem sorrir, mas também as que são verdadeiros estilhaços atabalhoadamente arrumados longe da vista. É a altura de fazer limpezas. De nos perguntarmos por que raio ainda tínhamos "aquela coisa" guardada. Deitar fora o que já não faz parte do que aí vem. E neste aspeto não há detergente que nos ajude.

Tiramos pesos antigos dos ombros e ganhamos força para acartar os muitos quilos de caixas que queremos levar para o futuro. Subimos mil escadas, suamos, sorrimos, ficamos perdidos entre pilhas de vida que gostaríamos de arrumar por artes mágicas num piscar de olhos. Isso não acontece. Agradecemos a quem nos ajudou e fechamos a porta. À nossa volta reina o caos. Resta-nos cair à cama extenuados e ouvir pela primeira vez os ruídos do nosso novo mundo. Seja uma situação feliz ou não, ninguém escapa ao cansaço. Uma mudança, tal como a palavra indica, é uma mudança. E não são só as costas que saem doridas no fim disto. Mesmo quando mudar foi o melhor que nos aconteceu.


A Vida de Saltos Altos em livro


Autoras: Ana Areal, Liliana Coelho, Paula Cosme Pinto, Sofia Rijo, Solange Cosme

Editora: Plátano (coleção Livros de Seda)

Preço: 11,80€ em loja, 10,62€ se for adquirido via site da Editora Plátano

Páginas: 158

ISBN: 9789727708598


Saiba mais sobre o livro:

Um livro lançado... em Saltos Altos (vídeo e fotogaleria)
Blogue mais feminino do Expresso chega às livrarias (vídeo)



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Mudanças...
desde que casei fiz 8 mudanças de casa. Desde que nasci até me casar fiz ... outras 8 mudanças.... pura rotina!!!
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Edição Diária 17.Abr.2014

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