Dúvidas de uma página em branco
Não tem sido fácil nos últimos tempos encontrar temas de saltos altos, não porque não os haja, mas porque independentemente da minha aparente capacidade de falar sem parar, e de ter assuntos recorrentes de serem discutidos 24/24 horas, sofro também daquilo que é apelidado de "síndroma da página em branco".
Esta semana estive indecisa em falar mal de anúncios que põem criancinhas a falar orgulhosamente dos seus pais, atirando areia para os olhos de quem consome publicidade, literalmente com a mesma facilidade com que acende ou apaga um interruptor, ou seja, que consome eletricidade a um preço bem mais elevado, que qualquer pechincha em loja de chineses.
Depois como vi criancinhas, com todo aquele seu perfil inocente, lembrei-me de como o trabalho infantil é, atualmente, encapotado por detrás de imagens glamurosas de criancinhas na publicidade, das new lolitas, que ainda há bem pouco tempo estiveram na "berlinda" da ética comercial. Este assunto, infelizmente, continua apenas a captar a atenção do mero consumidor, quando se fala nas comunidades de terceiro mundistas, aquelas que usam mãos pequeninas para fazer ténis, tingir peles, trabalhar na agricultura e na construção civil.
Digamos que o ser humano é pródigo em fazer acreditar o se semelhante em conceitos totalmente longínquos da verdadeira ética, e menospreza o conceito de que o trabalho infantil não é apenas aquele que expõe a criança ao trabalho "braçal" violento, mas que o faz igualmente ao colocar os mais pequenos no mundo (erradamente apelidado) cor-de-rosa das novelas, revistas e publicidade.
Confusa no tema que havia de escolher, e como afinal estamos a passar uma época de loucuras gastronómicas, e a minha mesa da sala tem semelhanças com cabaz de guloseimas, das quais se destacam ovos e amêndoas de chocolate, caiu-me na mão uma notícia, com mais de três meses, que não podia deixar de partilhar, independentemente deste assunto já aqui ter sido abordado, de certa forma.
Uma pesquisa realizada pelo Mind Lab, da Universidade de Sussex, Reino Unido, revelou que mesmo o melhor beijodo Mundo do mundo pode ser facilmente superado pelo poder do chocolate, que chega a ser até quatro vezes mais excitante. O estudo mostrou que o chocolate é capaz de elevar os batimentos cardíacos para mais de 140 batimentos por minuto.
Claro que o beijo também faz algo parecido, porém a intensidade do chocolate é maior, como tal, e por associação de ideias, este pode ser considerado mais excitante do que um beijo. "Não há dúvida de que o chocolate superou o beijo (sem abraço) ao provocar um maior estímulo corporal e cerebral. Este é um estímulo que, em muitos casos, foi quatro vezes maior que um beijo apaixonado." Afirmou o neuropsicólogo Dr. David Lewis. Talvez esteja aí o motivo pelo qual algumas mulheres preferem chocolate ao sexo."
Realmente entre mau sexo e um bom chocolate, há que fazer a opção correta, e esta é, na minha simples e humilde opinião, a segunda hipótese, pois mais vale engordar, que morrer de tédio. Não é por acaso que este estudo concluiu que muitas mulheres preferem chocolate.
Espero que tenham tido uma Boa Páscoa, mais ou menos gastronómica! Com beijos e chocolates à mistura, preferencialmente.
Autoras: Ana Areal, Liliana Coelho, Paula Cosme Pinto, Sofia Rijo, Solange Cosme
Editora: Plátano (coleção Livros de Seda)
Preço: 11,80€ em loja, 10,62€ se for adquirido via site da Editora Plátano
Páginas: 158
ISBN: 9789727708598
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