19 de abril de 2014 às 13:32
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Durão Barroso anti-imperialista rumo às presidenciais de 2015

Paulo Gaião

A menos de dois anos do fim do mandato como presidente da Comissão Europeia, aí está Durão Barroso, já a pensar no seu próximo cargo, agora de regresso a Portugal como candidato a Presidente da República em 2015.

Fez o aquecimento numas tantas conferências, mostrou-se em Portugal. Tem o peso do estrangeirado que foi escolhido pelos grandes do mundo, o peso institucional de Bruxelas, agora precisava do toque irreverente contra a América e as ditaduras do mundo para ganhar  profundidade e captar eleitorado no centro-esquerda, essencial para ser eleito Presidente da República.      

No México, na Cimeira do G20, culpou a América pela crise do euro, os especuladores, os financeiros sem escrúpulos, ele que sempre foi um homem dos americanos, ele que como líder máximo desta Europa destroçada é parte do problema, ele que se demitiu praticamente das suas funções, dando rédea total a Merkel, Sarkozy, Hollande.  

Atacou os países do G20 por quererem dar lições de democracia à Europa e alguns nem a praticarem, alusão à China e à Rússia, ele que nos últimos dez anos foi um defensor do comércio total com Pequim, fechando os olhos à violação de direitos humanos na China, ele que não denunciou a dupla de bonzos Putin-Medvedev.   

Maoista na juventude, secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros no governo de Cavaco Silva, esforçando-se por brilhar mais que o ministro João de Deus Pinheiro, candidato a líder que se atravessou no caminho do sacrificado do cavaquismo Fernando Nogueira, primeiro-ministro que chegou lá no pântano guterrista mas mesmo assim ia quase perdendo para Ferro Rodrigues, presidente da Comissão Europeia quando o troféu lhe caiu do céu, perante um país ainda mais de tanga, deprimido, que mesmo assim teve forças para lhe oferecer o pior resultado de sempre nas eleições europeias de 2004. Aproveitou a ingenuidade de Santana Lopes e foi-se embora durante dez anos.

Hoje aí está novamente. Com toda a lata do mundo, anti-americano, anti-chinês, anti-russo, anti-imperialista. Com os barrosistas, sedentos de poder, a traçarem por aqui as estratégias e até Marcelo Rebelo de Sousa como lebre, a fazer tabu da sua candidatura presidencial para Durão sair da cartola. Como aconteceu com Cavaco Silva.                    
Comentários 4 Comentar
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qua qua qua qua ...
E vai ser ... só agora é que vistes pá ? Mas também tanto faz - seja ele, a Luciana Abreu ou o Chico do Palácio (saudoso que tanta falta nos faz), é indiferente cá para o pessoal. Só espero que faça uma plástica, que com aquela cara assusta todas as criancinhas ... ele ser marxista, papista, alcoolico, pedagogo, cronista social, alfacinha, lampião, arrotador, critico de arte, bombeiro, keynesiano, também, tanto nos faz ... vai ser mais um manjerico a fazer que faz e a butar faladura aqui e ali ... só terá que haver um cuidado, e isso sim, preocupa-me - o crescente recambiar de figuras que conseguimos exportar nos bons velhos tempos - vejam, o Borges, o Ferro, se agora vem esse ... começo a ficar preocupado se também vem o Guterres, o Cravinho, o Cosntancio, o Sócrates, e outras figuras que conseguimos exportar - tá o Sócrates não foi bem uma exportação, está só à espera de ter que se pirar para paraíso de onde não seja extraditável ... não é ? Porque será que os nossos órgãos de informação nunca exploraram esta tese ? qua qua qua A propósito ainda haverá gente a pagar impostos para lhe pagar ?? Já pensaram nisto ?
Re: qua qua qua qua ... Ver comentário
Re: qua qua qua qua ... Ver comentário
A memória.
Portugal é um pais em que a maioria do povo não tem memória.Uma espécie de alzymer colectivo em que o prazer masoquista se tornou uma actividade interessante e livre de impostos.Não sou derrotista,porque de outra forma não reagia,mas sinto que apesar de estar a milhares de Km.não fico indiferente ao ver o meu pais a mergulhar num pantâno composto por gente com práticas em que os escruplos pela desonestidade são nulos.Não hà memória de uma coisa assim.
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