24 de abril de 2014 às 11:57
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Duelo ibérico na Volta a Portugal

Figuras? Poucas. Candidatos? Dois: Ricardo Mestre, da Carmim-Prio, e David Blanco, da Efapel-Glassdrive. O algarvio tenta repetir o triunfo de 2011 mas tem de suportar a experiência do galego que regressa à competição após um ano de ausência e já venceu a Volta quatro vezes.
Infografia de Olavo Cruz e Carlos Esteves






Há um reencontro marcado para a 74ª edição da Volta a Portugal em bicicleta que esta quarta-feira começa em Castelo Branco, às 14h52, com os dois velhos conhecidos Ricardo Mestre e David Blanco a serem, aparentemente, a única de duas respostas possíveis à pergunta "quem vai ganhar?"

Pelo título que ostenta - vencedor em título da Volta a Portugal de 2011 -, o português Ricardo Mestre é o favorito número um, como comprova o dorsal com que partirá esta quarta-feira de Castelo Branco.

O discreto algarvio venceu o último grande teste antes da prova-rainha do calendário, o Troféu Joaquim Agostinho de 2012, um triunfo que pode ser o prenúncio para a reedição do sucesso de 2011.

No ano em que se tornou o primeiro português a vestir a camisola amarela final em oito anos, o ciclista da equipa Carmim-Prio também saiu vencedor da prova que serve de barómetro para a Volta, mostrando uma superioridade que haveria de ser ainda maior nos 11 dias que lhe deram o triunfo.

De colegas a adversários


Trabalhador fundamental nos anos dourados de David Blanco na equipa de Tavira, o corredor de Cortelha, Castro Marim, aprendeu com a experiência do espanhol onde se ganha e onde se perde a principal corrida lusa e irá reencontrá-lo agora no papel de principal adversário a um segundo título consecutivo.

Há dois anos o espanhol ganhou a sua quarta Volta a Portugal em bicicleta, igualou o recorde de Marco Chagas e decidiu partir. Sem nada mais para provar no pelotão nacional, experimentou o regresso ao ciclismo de alto nível numa ambiciosa Geox, que viu a ambição esfumar-se numa única temporada, coroada mais com insucessos do que com sucessos.

Duas edições depois, David Blanco está de regresso e é, mais pelo seu currículo irrepreensível na prova-rainha do calendário português do que pelos resultados deste ano, o principal nome a ter em conta na rivalidade com o antigo companheiro tavirense quando as bicicletas começarem a rolar pelos 1605 quilómetros que vão percorrer entre Castelo Branco e Lisboa, de 15 a 26 de agosto.

Mas o corredor de Santiago de Compostela, vencedor em 2006, 2008, 2009 e 2010 não está sozinho. Os adversários moram mesmo ao lado, na superpovoada Efapel-Glassdrive, que, embora o designe como chefe de fila, tem outros ciclistas com provas dadas da sua capacidade de lutar pela geral.

Nuno Ribeiro está de volta


Há Nuno Ribeiro, o vencedor de 2003, o homem que ganhou na estrada em 2009 mas foi desclassificado por doping - foi David Blanco que herdou essa vitória -, e regressou este ano ao pelotão, depois de cumprir uma suspensão de dois anos, e há Rui Sousa, um veterano que repetiu em 2011 o 3.º lugar no pódio de 2002, um sinal da sua longevidade e combatividade.

Além dos três há também Sérgio Ribeiro, camisola da regularidade nas últimas duas edições, um todo o terreno que pode beneficiar dos segundos de bonificação que valem os primeiros lugares nas etapas e da quase inexistência de finais em alto (são apenas dois).

Com a luta pela amarela final "entregue" aos homens das duas principais formações lusas, às outras duas equipas parece restar o sonho da "medalha de bronze".

Candidatos são muitos, mas os nomes mais consensuais são os de João Cabreira, 4.º classificado em 2009 e líder da Onda nesta edição, e o trio da LA-Antarte composto por Hugo Sabido, primeiro camisola amarela de 2011, José Mendes, o "emigrante" que regressou da Polónia com experiência na alta-roda internacional, e Edgar Pinto, o azarado da 73ª edição (caiu e foi forçado a abandonar).

A estes juntam-se os "estrangeiros", que ano após ano surgem como uma incógnita, intrometendo-se a posteriori numa luta reservada aos elementos das equipas portuguesas - Blanco foi o último a conquistar o triunfo por uma formação internacional, a espanhola Comunitat Valenciana, em 2006.

Pelo palmarés, há dois nomes que se destacam: Victor Hugo Pea (Colombia Coldeportes), um antigo US Postal, gregário em quatro das sete vitórias do norte-americano Lance Armstrong no Tour e portador da camisola amarela da prova francesa durante três dias na edição de 2003, e Moises Dueas, vencedor da Volta a França do Futuro de 2006, mais conhecido por ter sido expulso do Tour em 2008, depois de um controlo antidoping positivo.

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labregos
esta modalidade espetacular esta sufocada de labregos e provicianos e uma federação sem ideias para a modalidade,isto é sempre a volta ao quintal e não a portugal?!!!claro mais uma vez o chagas vai ser um chagas de comentador!!!
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