O ex-diretor do Fundo Monetário Internacional terá confessado à sua mulher, a jornalista Anne Sinclair, que não poderia ter violado a empregada do hotel Sofitel em Manhattan, a 14 de maio último, porque teria praticado sexo ininterruptamente com três outras mulheres nas horas que antecederam a sua detenção.
Uma amiga de Anne Sinclair, citada pela revista "Le Point", alega mesmo que se trataria de uma espécie de festa de despedida antes de anunciar a corrida à Presidência francesa pelo Partido Socialista.
Dominique Strauss-Khan, 62 anos, chegou a Nova Iorque a 13 de maio, proveniente de Washington, e terá convidado pelo menos duas funcionárias do hotel para tomarem uma bebida na sua suite, uma das quais recusou.
"Mulherengo incorrigível"
Nessa noite, foi filmado pela câmara de segurança a acompanhar uma mulher, não identificada, até aos seus aposentos, de onde sairia duas horas depois, pela 3h.
A empregada que o acusa de violação terá entrado na suite do ex-homem-forte do FMI pelas 12h.
Esta notícia, que o advogado de Dominique Strauss-Khan recusou comentar, poderá explicar por que razão Anne Sinclair ficou a seu lado desde o primeiro minuto.
Ao "Le Point", uma amiga da jornalista contou que há 20 anos, na véspera do seu casamento, Strauss-Khan terá confessado: "Não cases comigo. Sou um mulherengo incorrigível", ao que Anne Sinclair respondeu: "Eu consigo mudar-te".