DSK poderá voltar à política
Um dos dois advogados de Dominique Strauss-Kahn, Benjamin Brafman, afirmou que o seu cliente não tenciona dar dinheiro à alegada vítima de violação, Nafissatou Diallo, numa entrevista hoje publicada pelo "Aujourd'hui no France/Le Parisien".
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"É preciso que fique claro para os franceses: DSK não tem qualquer intenção e nunca teve qualquer intenção de lhe dar dinheiro", declarou. Segundo o advogado, a queixosa "não sofreu prejuízo" e DSK está "inocente".
Entretanto, a um mês da eleições primárias dentro do partido socialista (que vai definir quem irá concorrer nas presidenciais), enquanto os socialistas celebraram esta noite a libertação de DSK e questionam sobre o seu futuro político, a deputada e ex-ministra comunista Marie-George Buffet lamentou que o processo tenha sido arquivado, o que considera "uma má notícia para a justiça e para as mulheres".
Processo civil pode ser arquivado
Benjamin Brafman considerou igualmente que o processo instaurado na justiça civil também "vai falhar como o procedimento penal". "Se a palavra desta mulher não foi considerada credível uma vez, não o será uma segunda vez", acrescentou.
O abandono de todas as acusações põe fim ao processo penal, mas DSK não ficou completamente livre da alçada da justiça norte-americana.
Os advogados de Diallo apresentaram no princípio de agosto um processo civil perante um tribunal do Bronx para obter uma compensação financeira pelos danos causados por DSK na sua cliente.
Socialistas celebram libertação de DSK
Ontem à noite, segundo o "El País", os socialistas franceses, liderados pela primeira secretária do partido, Martine Aubry, celebraram "com alívio" o arquivamento das queixas contra DSK, que era o seu principal candidato às presidenciais do próximo ano.
Martine Aubry, uma das principais candidatas nas eleições primárias de outubro, manteve contato quase diário com o casal Strauss-Khan desde o início do escândalo e disse que está contente com o desfecho, por ele e por Anne Sinclair, a mulher do antigo homem forte do FMI.
A líder socialista deixa a porta aberta a um regresso à política de DSK, o que embora pareça difícil mas está na mente de todos. "Espero que isso (arquivamento do processo) também nos leve a acreditar na palavra de Dominique Strauss-Khan".
François Hollande, principal rival de Aubry, por sua vez, afirmou que "os conhecimentos económicos de DSK podem ser úteis para o país"


John Minchilo/AP
Manifestantes à porta do tribunal em Manhattan em protesto, ontem, contra a libertação de DSK
