DSK foi libertado sem fiança
Dominique Strauss-Kahn, visivelmente satisfeito, acompanhado pela mulher à saída da audiência
Louis Lanzano/AP
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A Justiça norte-americana decidiu hoje libertar Dominique Strauss-Kahn (DSK), mas sem abandonar a acusação por crimes sexuais que lhe custou o cargo de diretor-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI).
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Numa breve audiência de 10 minutos no tribunal penal de Manhattan, Nova Iorque, o procurador Cyrus Vance pediu ao juiz para levantar a prisão domiciliária de Dominique Strauss-Kahn, após revelações que desacreditaram a sua acusadora, uma empregada de hotel guineense de 32 anos. Esta afirma que DSK a tentou violar a 14 de maio, no quarto que ocupava no hotel Sofitel de Nova Iorque.
A Justiça decidiu igualmente levantar a exigência da fiança de seis milhões de dólares que foi imposta ao acusado. Mas o procurador recusou retirar as acusações, explicando que o caso não estava fechado.
Está marcada uma audiência para o próximo dia 18.
Um dos advogados de Dominique Strauss-Kahn, William Taylor, assegurou à saída do tribunal estar "convencido" de que o seu cliente será absolvido. Mas o advogado da empregada do Sofitel, Kenneth Thompson, declarou que a sua cliente não "mudou uma única palavra" da sua versão dos factos, precisando ter "provas materiais" da agressão sexual.
Na sua edição de hoje, o "The New York Times" noticia que as acusações de tentativa de violação de uma empregada de um hotel contra Dominique Strauss-Kahn estão prestes a ser abandonadas, depois de os investigadores terem descoberto grandes contradições no testemunho da acusadora.
Alegada vítima mentiu, segundo o Ministério Público
A alegada vítima do ex-diretor-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI) Strauss-Kahn mentiu, sob juramento, sobre a agressão sexual que disse ter sofrido, omitindo que limpara outro quarto antes de denunciar os factos incriminados, refere o Ministério Público.
Numa carta dirigida aos advogados de Strauss-Kahn, citada pela agência noticiosa AFP, o gabinete do procurador Cyrus Vance declara que "a queixosa reconheceu que o seu relato era falso e que, depois do incidente no quarto 2806 [onde estava o ex-patrão do FMI], ela tinha limpado outro e depois regressado ao de Strauss-Kahn antes de relatar o incidente ao seu superior".


Todd Heisler/AP
DSK dialoga com o seu advogado Benjamin Brafman durante a curta audiência em que ganhou direito à liberdade
