24 de maio de 2013 às 22:48
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DSK foi libertado sem fiança

Procuradoria de Nova Iorque mantém o processo judicial contra o ex-diretor-geral do FMI, por abuso sexual contra uma empregada de hotel. Clique para visitar o dossiê Escândalo DSK
Lusa
Dominique Strauss-Kahn, visivelmente satisfeito, acompanhado pela mulher à saída da audiência
Dominique Strauss-Kahn, visivelmente satisfeito, acompanhado pela mulher à saída da audiência
Louis Lanzano/AP
DSK dialoga com o seu advogado Benjamin Brafman durante a curta audiência em que ganhou direito à liberdade Todd Heisler/AP DSK dialoga com o seu advogado Benjamin Brafman durante a curta audiência em que ganhou direito à liberdade

A Justiça norte-americana decidiu hoje libertar Dominique Strauss-Kahn (DSK), mas sem abandonar a acusação por crimes sexuais que lhe custou o cargo de diretor-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI).  

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Numa breve audiência de 10 minutos no tribunal penal de Manhattan, Nova Iorque, o procurador Cyrus Vance pediu ao juiz para levantar a prisão domiciliária de Dominique Strauss-Kahn, após revelações que desacreditaram a sua acusadora, uma empregada de hotel guineense de 32 anos. Esta afirma que DSK a tentou violar a 14 de maio, no quarto que ocupava no hotel Sofitel de Nova Iorque. 

A Justiça decidiu igualmente levantar a exigência da fiança de seis milhões de dólares que foi imposta ao acusado. Mas o procurador recusou retirar as acusações, explicando que o caso não estava fechado. 

Está marcada uma audiência para o próximo dia 18. 

Um dos advogados de Dominique Strauss-Kahn, William Taylor, assegurou à saída do tribunal estar "convencido" de que o seu cliente será absolvido. Mas o advogado da empregada do Sofitel, Kenneth Thompson, declarou que a sua cliente não "mudou uma única palavra" da sua versão dos factos, precisando ter "provas materiais" da agressão sexual. 

Na sua edição de hoje, o "The New York Times" noticia que as acusações de tentativa de violação de uma empregada de um hotel contra Dominique Strauss-Kahn estão prestes a ser abandonadas, depois de os investigadores terem descoberto grandes contradições no testemunho da acusadora. 

Alegada vítima mentiu, segundo o Ministério Público


A alegada vítima do ex-diretor-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI) Strauss-Kahn mentiu, sob juramento, sobre a agressão sexual que disse ter sofrido, omitindo que limpara outro quarto antes de denunciar os factos incriminados, refere o Ministério Público.

Numa carta dirigida aos advogados de Strauss-Kahn, citada pela agência noticiosa AFP, o gabinete do procurador Cyrus Vance declara que "a queixosa reconheceu que o seu relato era falso e que, depois do incidente no quarto 2806 [onde estava o ex-patrão do FMI], ela tinha limpado outro e depois regressado ao de Strauss-Kahn antes de relatar o incidente ao seu superior".

Comentários 11 Comentar
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sem fiança ...
mas com uma enorme confiança.
Foi tudo uma montagem. E, a parte mais importante já foi conseguida! o afastamento de DSK do cargo de diretor-geral do Fundo Monetário Internacional
DSK
Quem tem poder, pode?
Re: DSK Ver comentário
E o fundamental?
Apesar de todos argumentos, há um, a cerne da questão, não o vi rebatido, Ele violou a Mulher? sim, ou não? se sim, que importa ela querer depois tirar partido do nome dele ou não, que importa ela ser traficante ou não, isso serão outros julgamentos, mas se ele violou é criminoso e tem de pagar por isso. se não violou, deve ser libertado, ressarcido monetariamente e o seu lugar no FMI deve ser devolvido e que pagou a senhora para levantar falsos testemunhos, assim como ela, deve ser implacavelmente castigado. Tudo o resto é folclore.
Hm então não foi jeitoso?
E o Sarkozy lá deixou a rapariga chegar ao FMI. Hm.
O que aconteceu foi isto....
Hum...então esta com problemas na imigração ...esta viuva .....tem uma filha....e ainda por cima esta com sida ...pois é ...o que é que podemos fazer para a ajudar a resolver sua vida .....onde disse que trabalhava?...ah muito interessante , por acaso conheço um tipo que trabalha para o Governo que me perguntou por alguem com o seu perfil....já não sei é se trabalha na CIA ou se é no FBI....onde é que esta o numero de telemovel dele ?

Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/...
circo americano....
Afinal as palhaçadas são iguais em todo o lado...
Eu ingénuo me confesso!
Num mundo em constante convulsão onde ao longe se ouve o ranger dos dentes de quem desespera, de quem arrasta o dia na procura da mágica solução para a sua vida, este ingénuo que vos escreve julgou ver no volte –face da lenta espera pela sucessão de Strauss que ergueu a dupla Sarkozy-Lagarde ao poder , julgou ver na decisão de um dia para o outro, a enérgica vontade humana de alcançar a paz para todo o ser humano.
Oh meu Deus que simplório eu fui. Afinal a pressa era porque Strauss ia ser libertado!
DSK
A minha inclinação pessoal, embora sem certeza alguma, sempre foi para o lado de que em toda esta história se tratou de uma gravíssima manobra contra um homem "poderoso". O caso, seja qual for o desfecho, vai dar muito que falar. Por outro lado, e sem estabelecer nenhum paralelo, gostaria de lembrar que histórias assim não são nada de novo na História da Humanidade. De facto, já a Bíblia, no seu primeiro Livro (Génesis) nos capítulos que se referem à História de José, e em especial de José no Egito, mencionam história idêntica, ou seja, uma história relativa a uma grave acusação feita por uma mulher (a mulher do Faraó) contra hum homem inocente, José, Filho de Jacob. De facto, esta história da falsa acusação de abuso sexual levantada pela mulher do Faraó, que tentou seduzir José, mas sem o conseguir, marca um momento de especial importância no processo bíblico de denunciar o mal que se estabelece no coração das pessoas e, como consequência, não tem outra maior do que a destruição do próprio vínculo social.
lo
Junta-te já a um país virtual, copia o link: http://tiny.cc/prsf6
FICA PARA A HISTÓRIA ...
... a alta condução ... no alto do enredo social, económico, político e ...

Há uma lição em tudo isto.
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