DSK : "relações sexuais com camareira foi sem violência" (vídeos)
Pela primeira vez desde o escândalo que lhe valeu a saída do FMI, Dominique Strauss-Khan deu ontem uma entrevista à televisão francesa, admitindo que manteve "relações impróprias" com a camareira Nafissatou Diallo. (veja vídeos em francês e inglês no final do texto)Clique para visitar o dossiê Escândalo DSK
Dominique Strauss-Khan assume-se como "vítima" durante entrevista à televisão francesa
Dominique Strauss-Khan (DSK)concedeu ontem ao canal francês TF1 a primeira entrevista após o episódio que levou à sua prisão em Nova Iorque. O político francês reconheceu que teve, de facto, relações sexuais com a camareira do hotel Sofitel, que o acusou de abuso sexual, mas assegurou que "não houve agressão nem delito".
O ex-homem forte do FMI-Fundo Monetário Internacional não só desmentiu qualquer tipo de ato violento contra ela, como levantou a hipótese de a camareira tenha apresentado a queixa com o objetivo de obter dinheiro. Cogitou, ainda, que o escândalo tenha sido fruto de uma armadilha política para o afastar das eleições de 2012 à presidência da França. DSK afirmou que a sua candidatura foi totalmente posta de parte depois das acusações da camareira.
Recorde-se que na semana passada DSK também reconheceu ter tentado beijar a jornalista Tristane Banon, que também o acusa de assédio sexual e agressão no âmbito de um processo crime.
DSK faz "mea culpa"
Durante a entrevista à jornalista Claire Chazal, numa outra tentativa de limpar a sua imagem, DSK afirmou estar "profundamente arrependido" por ter "magoado esposa, filhos e os franceses". Admitiu, ainda, que o episódio no hotel em Nova Iorque "foi uma falta moral da qual não me sinto orgulhoso e de que estarei para sempre arrependido".
DSK pronunciou-se também sobre o processo-crime que está a responder na sequência de uma queixa apresentada pela jornalista e escritora Tristane Banon, assegurando ter dito em tribunal "a verdade". Ou seja, "que também "nesse encontro (com a jornalista francesa) não houve nenhum ato de violência". Segundo ele, Tristane Banon apresentou uma versão "imaginária e caluniosa" dos fatos.
Quanto ao seu futuro político, Strauss-Khan, assumindo o papel de vítima, afirmou: "com essa história, acabei por perder tudo. Não sou candidato a nada". Acrescentado: "primeiro, vou descansar, ficar com a minha família, refletir durante um tempo. Na realidade, toda a minha vida foi dedicada a tentar ser útil aos cidadãos. Veremos então o que irá acontecer mais tarde.
Enquanto DSK dava a entrevista, dezenas de feministas manifestavam-se contra ele junto à sede da TF1. Questionado sobre a manifestação de protesto, comentou: "tenho respeito pelas mulheres. Compreendo essa reação e percebo que tenham ficado chocadas com tudo isso. Mas eu paguei caro (pelo que fez). E continuo a pagar".
menos compreendo a forma como se dedica ao seu próprio ego (do tipo narciso) ... É um coitadinho e passivo sofredor de alguma enfermidade psicológica, que precisa de afago e de uma mãe por perto, ou do aplauso do público que não compreende seu sofrimento. E, a imprensa, sem o que fazer, dá-lhe voz e abre espaço com uma relevância doentia. Rio Grande
Isso de relações impróprias é uma coisa esquisita, querem ver que a pobre da empregada do hotel meteu o dedo no cú do DSK. Vamos lá a ver, um gajo que pode "encomendar" as mulheres que quiser com as medidas 90X60X90 (nem sei se são grande coisa) e que se atira a uma funcionária de hotel, quantas relações imprópias não fez ao longo da vida que as vítimas calaram.
Está é indignado por ter de se explicar. Arrependimento, zero.
“Na realidade, toda a minha vida foi dedicada a tentar ser útil aos cidadãos” A trabalhar para o FMI? Lol vai-te catar pilho.