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Draghi: os gestores de fundos estão a trazer dinheiro de volta para a Europa (Süddeutsche Zeitung)

Mario Draghi, presidente do BCE, numa entrevista ao jornal alemão Süddeutsche Zeitung, justificou a criação do programa de compra condicionada de dívida de Estados em dificuldades, explicou o papel do MEE como braço de condicionalidade, a condição necessária mas não suficiente para activar o OMT, e a necessidade de acção determinada ao nível dos Estados-Membros.
Mario Draghi, presidente do BCE, em entrevista ao jornal alemão Süddeutsche Zeitung:
# sobre o programa de compra condicionada de dívida, OMT:

Já houve resultados positivos. O anúncio da criação do programa contribuiu para aumentar a confiança na zona euro e no euro em todo o mundo. Os gestores de fundos estão a trazer dinheiro de volta para a Europa. Isso é bom para a economia da zona euro.

# sobre as reformas nos países:

Vemos progressos extraordinários nas reformas em Espanha e Itália, especialmente se considerar o que eles têm feito ao longo dos últimos seis meses, em comparação com o que não fizeram durante muitos anos. Em muitos países, as políticas tinham falhas e precisavam de ser corrigidas. Este processo está em curso. Mas ainda há muito a ser feito. E é também por isso que a adesão a uma condicionalidade estrita e eficaz é um pré-requisito para que o Conselho de Governo do BCE considere (a utilização do programa) transações monetárias directas.

# sobre a necessidade do OMT:

Qual era a situação? O risco de profecias auto-alimentadas era crescente: os juros crescentes das obrigações de dívida dos Estados eram vistos como (um factor de) agravamento da situação, o que levava a juros ainda mais altos. Havia o risco de um círculo vicioso que justificou a acção do banco central, porque boas políticas económicas por si só podem não ser necessariamente suficientes para os países se libertarem do que designámos "mau equilíbrio".

# sobre a possibilidade de o BCE intervir com o OMT, sem que o FEEF/MEE compre dívida:

A chave para nós é a condicionalidade estrita e um acompanhamento eficaz. A possibilidade de compras no mercado primário pelo FEEF/MEE deve ser suficiente para garantir isso.

# sobre o ESM:

O MEE é uma medida importante na caixa de ferramentas de gestão da crise. No entanto, lidar com a crise não depende apenas da existência de um mecanismo de estabilização pronto a funcionar; em particular, precisamos de acção determinada ao nível dos Estados-Membros. E, coletivamente, os Estados-Membros têm de completar a União Económica e Monetária. Nós, no BCE vamos conduzir a política monetária de forma independente, de modo a salvaguardar a estabilidade de preços.
fonte: Süddeutsche Zeitung

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Edição Diária 17.Abr.2014

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