21 de abril de 2014 às 1:39
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Doze anos de trabalho caíram em 91 segundos

Joana Ramos ficou isenta na primeira ronda da categoria de -52kg mas foi afastada, de forma inesperada, na segunda pela francesa Priscilla Gneto. Prestação portuguesa no judo arrancou com surpresa... negativa.
Bruno Roseiro (www.expresso.pt)
Doze anos de trabalho caíram em 91 segundos
Doze anos de trabalho caíram em 91 segundos Nuno Veiga/Lusa

Joana Ramos é uma pessoa de trato fácil, muito sorridente. Irradia simpatia e felicidade por todo o lado. E tinha razões para isso: "A oportunidade de estar nos Jogos representa um trabalho de 12 anos a lutar com os melhores. Tive lesões, períodos menos bons mas continuei sempre a lutar e a minha teimosia levou-me ao sonho de estar aqui. Medalhas? Tudo depende do sorteio e do dia... São cinco combates mas é pensar um a um, não pode ser de outra forma". Problema - o dia foi mau. Tão mau que a judoca portuguesa caiu da competição em apenas 91 segundos...

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Isenta da primeira ronda da categoria de -52kg, Joana Ramos enfrentava Priscilla Gneto, adversária complicada mas 'acessível' (o pior podia vir na ronda seguinte, porque cruzava com a número um do mundo), na eliminatória seguinte mas um ippon na parte inicial deitou por terra as aspirações da atleta. E do próprio judo, uma das apostas nacionais para a conquista de bons resultados... e medalhas. 

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Doze anos de trabalho. Mas aonde está uma
verdadeira politica desportiva desde os bancos da escola e nas universidades?´Que só num país socialista pode acontecer......................
Re: Doze anos de trabalho. Mas aonde está uma Ver comentário
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Re: Doze anos de trabalho. Mas aonde está uma Ver comentário
Surpresa negativa a bold ??? Discordo !
Mau serviço jornalístico. A palavra "negativa" a bold ? Quando a atleta ESTÁ nos Jogos Olímpicos ?

Que diria você da Vanessa Fernandes, pobre rapariga que rebentou com o sistema nervoso por causa da competição, e não conseguiu estar nos JO, apesar de ser uma super-campeã ??

Ainda por cima noticia que na ronda seguinte, se passasse, a judoca lutaria contra a nº 1 do mundo. Então a coisa não foi tão negativa como isso, ficou a um combate de lutar com a melhor !!!

Apostas nacionais para bos resultados... e medalhas ?

Quais medalhas ???? Quem é que está a apostar em medalhas ?

As medalhas vêm se tiverem de vir, se não tiverem de vir não vêm.

É o mal do futebol, estamos habituados a sermos bons nessa coisa competitiva que parece desporto mas não é, e depois, a comunicação social "exige" que atletas com pouquissimos apoios, com vidas profissionais à parte da vida desportiva, tenham capacidade para chegar aos JO e lutar mais de 91 segundos !

Ou então, são trucidadas a "bold".
Re: Surpresa negativa a bold ??? Discordo ! Ver comentário
Re: Surpresa negativa a bold ??? Discordo ! Ver comentário
Bruno Roseiro: pessimista ou recriminatório?
Caro Bruno Roseiro,

Reparei que V. representa bem o lado negativo deste povo pessimista.

Em vez de explicar que ganhar e perder, é desporto -porque o caro Bruno Roseiro é um jornalista e tem essa função pedagógica - dá uma notícia cheia de desencanto, como se não fosse normal haver um ganhador e um perdedor.
E digo 'desencanto' para não dizer recriminação, que é o que transparece no seu texto.

Ajudar quem cai, ajuda os outros a entender o espírito desportivo...

Cpts.
Mas
Até podiam ser 100 anos de trabalho! e o resultado ser o mesmo. O que conta é a participação. Ou querem dar-lhe uma chupeta?
Re: Mas Ver comentário
Política desportiva
Acabo de ver um verdadeiro disparate num comentário, mas já devia estar habituado.
Não é preciso viver num país socialista para ter boas políticas desportivas. Vivi os meus 1ºs 12 anos de vida em França, país que era na altura governado pela direita de Giscard d'Estaing, seguido do socialista Mitterrand. Tanto a escola pública como o ensino privado (mais no privado é certo) tinham programas desportivos desde o 1º ano de ensino primário. Todas as terças feiras, durante a manhã, havia aulas de natação, sendo que no final do ano, havia um exame de natação constituído por várias provas para passar de nível. No ano seguinte começaríamos então no nível seguinte, e a evolução tornava-se normal. Éramos preparados para a competição e encorajados a continuar após as aulas, entrando para a escola de natação (pagando) para aperfeiçoar a técnica. À quinta feira, no inverno, tínhamos ginástica (no tapete, cama elástica, cavalo, barras assimétricas, simétricas, aros...), e no verão atletismo e desportos de equipa. Praticavamos de tudo um pouco. Os melhores eram selecionados e convidados a integrar uma equipa da escola (onde me incluí) para a prática de desporto à quarta-feira (dia livre no ensino francês) e ao sábado. Entrávamos em competições da cidade, do concelho, do distrito, da região. Participávamos em olimpíadas regionais e lembro-me bem do estádio cheio quando participei nos 1500 m infantis, lançamento do peso, do dardo, salto em comprimento, salto em altura...
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...cair...
...cair é quase sempre um acontecimento rápido!
...O trabalho dos portugueses durante 850 anos caiu num simples ano!
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muito mau...
a generalidade dos atletas portugueses são muito fraquinhos a nível psicológico. particularmente os do judo. pratiquei desporto e competi durante alguns anos, vi grandes atletas em portugal, a chorarem de nervos e a serem batidos por atletas mais fracos tecnicamente, mas mais fortes psicologicamente. ser-se atleta, não é só saber fazer, conseguir fazer. é também aguentar a grande pressão a que estamos sujeitos nas competições.
sentido da vida!
pois, quando se afunila o sentido da vida muna mera medalha é o quemuito bem pode acontecer.

coitados! sabemos lá nós o que fazer com uma vida que nos aconteceu assim de repente....
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