Expresso

Siga-nos

Perfil

Perfil

Orçamento do Estado 2010

Sócrates: "Défice subiu por decisão do Governo"

  • 333

"Decidimos aumentar o nosso défice não por descontrolo, mas para ajudar a economia, as empresas e as famílias", afirmou o primeiro-ministro, sublinhando que a subida está em linha com a Europa. Clique para visitar o dossiê Orçamento do Estado 2010

O primeiro-ministro considerou hoje que o aumento do défice para 9,3% não resultou de "descontrolo" mas sim de uma decisão do Governo que está em linha com as principais economias mundiais.   

Clique para aceder ao índice do ORÇAMENTO DO ESTADO 2010 "Decidimos aumentar o nosso défice não por descontrolo, mas para ajudar a economia, as empresas e as famílias", considerou hoje José Sócrates na conferência "Orçamento do Estado 2010", organizada pelo Diário Económico e pela Câmara dos Técnicos Oficiais de Contas.      "O défice orçamental português aumentou por uma boa razão, [aumentou] para responder à crise", vincou José Sócrates.  

Resposta à crise?

Para sustentar esta ideia, o primeiro-ministro comparou o aumento do défice em Portugal nos últimos dois anos com a evolução do mesmo indicador noutros países desenvolvidos.     O défice português, recordou José Sócrates, passou de 2,6% em 2007 para 9,3% no ano passado, o que representa uma subida de 6,7 pontos percentuais.      "E quanto é que aumentou o défice nos países do G-20? A média de crescimento foi de 6,9% nesses dois anos. Nos países da OCDE aumentou 6,8. Nos Estados Unidos, nos dois últimos anos, subiu 9,7%. No Japão 8% e em Espanha 13,8%", argumentou o primeiro-ministro.   Para Sócrates, "o facto de o Estado português ter decidido aumentar o seu défice foi para resolver os problemas e numa dimensão em linha com as outras economias". Não se elevou demasiado, mas sim em linha com a média dos países evoluídos e numa proporção aceitável", frisou.     O desequilíbrio nas contas públicas "pode aumentar por uma emergência, como houve em 2009, e tivemos bons resultados, foi [o aumento do défice] que permitiu à economia resistir à crise", sublinhou o chefe do Governo.   

Gastos adicionais subiram défice

O primeiro-ministro considerou ainda que foram os gastos adicionais do Estado português - causadores do aumento do défice - que fizeram com que Portugal tenha conseguido "sair da recessão técnica" e tenha registado "no terceiro trimestre de 2009 um crescimento económico dos mais fortes da Europa".     "Hoje poderemos ter, com boa segurança, a perspetiva de que no final de 2009 a queda do produto será bastante inferior à que se previa no início do ano", sublinhou.     Referindo que "a crise ainda não acabou" e que em 2010 o Estado "vai continuar a fazer num esforço orçamental muito grande", José Sócrates recordou ainda as principais linhas do Orçamento no que diz respeito às prioridades de investimento.      "O défice pode ser bom ou pode ser mau dependendo de uma única coisa: o sítio onde se gasta o dinheiro", disse o primeiro-ministro, apontando as cinco áreas prioritárias do Governo.     As prioridades são os investimentos em barragens, escolas, hospitais, creches e infraestruturas, enumerou.       Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico