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Crise financeira nos EUA

BCE, Fed e Banco de Inglaterra cortam em 0,5 pontos percentuais taxas de juro

Notícias da agência Lusa sobre crise financeira que está a abalar o mundo.

12h22 08/10/08 - BCE, Fed e Banco de Inglaterra cortam em 0,5 pontos percentuais taxas de juro

Lisboa, 08 Out (Lusa) - O Banco Central Europeu, a Reserva Federal norte-americana e o Banco de Inglaterra cortaram hoje em 0,5 pontos percentuais a taxa de juro de referência, segundo as instituições.

Num comunicado conjunto mas divulgado pela Reserva Federal norte-americana (Fed), a autoridade monetária diz que "a recente intensificação da crise financeira aumentou os riscos negativos para o crescimento e, por isso, reduziu os riscos para a estabilidade dos preços".

O corte de taxas foi concertado entre os bancos centrais europeu, norte-americano, britânico, sueco, suíço e canadiano.

A taxa de juro de referência na Zona Euro baixou agora para os 3,75 por cento, para valores de Março de 2007, enquanto nos EUA caiu para os 1,5 por cento.

Em Inglaterra, a taxa de referência recuou para os 4,5 por cento, enquanto na Suíça e na Suécia baixou pata os 4,25 por cento.

Se a redução da taxa de referência se repercutir nas taxas de juro de mercado (as Euribor, na Europa), as pessoas podem sentir um alívio nas prestações das casas e noutros empréstimos que tenham.

O banco central chinês reduziu também a taxa de juro em 0,27 pontos percentuais, enquanto o banco central do Japão disse em comunicado que apoia as medidas dos outros bancos centrais mas decidiu manter as taxas de juro por já estarem demasiado baixas na economia japonesa.

12h11 08/10/08 - Quedas das bolsas asiáticas é consequência "natural" da instabilidade - economista Albano Martins

Macau, China, 08 Out (Lusa) -- A forte queda que se tem verificado nas bolsas asiáticas é uma consequência "natural" da instabilidade dos mercados financeiros americano e europeu, disse hoje à agência Lusa o economista Albano Martins que prevê "tempos difíceis" para os mercados.

"Com a instabilidade dos mercados da Europa e Estados Unidos e numa era de globalização a forte queda das bolsas asiáticas é uma consequência natural tendo em conta que os mercados de capitais possuem empresas locais e internacionais cotadas e estas dependem também das perspectivas de negócio na Europa e nos Estados Unidos", afirmou Albano Martins, ligado a empresas de investimento com sede em Macau.

O economista considerou também que a situação vai manter-se "enquanto os operadores dos mercados não tiverem a certeza de que as intervenções governamentais quer na Europa quer nos Estados Unidos são suficientemente conducentes a uma resolução dos factores que têm feito com que haja instabilidade nos mercados".

Albano Martins recordou que a instabilidade actual deriva do facto de "ninguém conhecer a verdadeira dimensão da crise financeira mundial iniciada com o processo das subprimes".

"Ninguém sabe até que ponto outras grandes instituições que ainda não foram à falência não estão em risco de entrarem nesse processo", disse ao salientar que "havendo dúvidas relativamente à solvabilidade das instituições financeiras, o crédito torna-se mais caro e mais selectivo, tornando o prémio de risco incomportável para as empresas e afectando negativamente os mercados de capitais, cambiais e monetários".

12h06 08/10/08 - Certificados de reforma do Estado podem sofrer com instabilidade

Lisboa, 08 Out (Lusa) - O ministro do Trabalho admitiu hoje que a crise nos mercados bolsistas poderá afectar a rentabilidades de produtos de poupança como certificados de reforma do Estado, mas sublinhou que estes têm uma gestão mais prudente que os planos privados.

"Se o impacto da crise dos mercados bolsistas nos produtos de poupança em termos gerais é verdade para outros produtos, também é verdade para os certificados de reforma do Estado" disse Vieira da Silva, que falava aos jornalistas à saída da conferência "Portugal mais acessível".

No entanto, o ministro do Trabalho e Solidariedade sublinhou a necessidade de se ter em conta que são produtos com rentabilidades num prazo mais longo, menorizando crises pontuais ou conjunturais.

Por outro lado, e apesar de admitir a exposição dos PPR´s do Estado aos mercados accionistas, Vieira da Silva garantiu que esses produtos têm uma gestão "mais prudente, mais cautelosa, mais conservadora, portanto de menor risco".

O regime público de capitalização, que entrou em vigor em Fevereiro, é um mecanismo de fomento à poupança que, caso o investimento dê frutos, permite aos subscritores ter uma pensão mais elevada na altura da reforma.

Este regime, previsto na Lei de Bases da Segurança Social, é um regime de capitalização, de adesão individual e voluntária, cuja organização e gestão é da responsabilidade do Estado.

11h49 08/10/08 - Medidas avançadas são positivas mas é preciso tempo para restabelecer confiança operadores

Lisboa, 08 Out (Lusa) - As medidas avançadas por governos e bancos centrais são positivas, mas é necessário tempo para restabelecer a confiança, numa altura em que as dificuldades no mercado monetário pressionam as bolsas, que perdem mais de 5 por cento, defendem operadores.

Os mercados accionistas europeus iniciaram hoje o dia com quedas acentuadas, apesar do governo britânico ter anunciado, antes da abertura das bolsas, um plano de apoio ao sistema bancário do país equivalente a uma nacionalização parcial.

O plano passa por uma linha de crédito de 200 mil milhões de libras (260 mil milhões de euros) e uma injecção de capital que poderá ir até 50 mil milhões de libras (65 mil milhões de euros) em vários bancos, o que equivale a uma nacionalização parcial.

Depois do presidente da Reserva Federal norte-americana ter sinalizado estar disponível para descer as taxas de juro, na terça-feira, as bolsas norte-americanas encerraram em baixa de mais de cinco por cento e os mercados bolsistas europeus começaram o dia com perdas entre os 5,38 por cento de Madrid e mais de oito por cento de Paris.

Também na Ásia, o sentimento continua muito negativo, com a bolsa de Tóquio a fechar a sessão de hoje com uma queda de 9,38 por cento, o pior "crash" registado pelo mercado nipónico desde a "segunda-feira" negra de 1987.

Em declarações à agência Lusa, Paulo Rosa, da corretora LJ Carregosa, disse que as medidas já anunciadas "são muito positivas, mas não conseguem restabelecer a confiança, que não se conquista de um dia para outro".

"Quer os governos, quer os bancos centrais trabalham arduamente para dar confiança ao mercado, mas o mercado monetário ainda está a funcionar com alguma relutância", o que se reflecte no comportamento das bolsas, acrescenta.

Também John dos Santos, da Lisbon Brokers refere que "há imensa incerteza, não só no sistema financeiro, mas também a nível económico" e as medidas já decididas "levam tempo a concretizar-se".

"Nos EUA foi mais rápida" a concretização das medidas, mas na Europa "está a ser mais esporádico, leva mais tempo e a volatilidade continua", acrescentou John dos Santos.

Paulo Rosa defende que "talvez o Banco Central Europeu (BCE) devesse cortar as taxas para reconquistar a confiança dos agentes económicos", enquanto John dos Santos aponta a possibilidade de "uma acção concertada de corte de taxas de juro".

Para ambos os operadores, os investidores devem manter a calma e Paulo Rosa defende que devem "manter as suas carteiras e os depósitos bancários".

John dos Santos, da Lisbon Brokers, explicou que "se o mercado monetário não funciona na sua plenitude, o único com liquidez para absorver a falta de confiança é o mercado de acções".

Se os bancos precisam de liquidez, "o único que tem liquidez é o mercado de acções", especificou.

11h01 08/10/08 - Gordon Brown quer plano europeu de financiamento da banca

Londres, 08 Out (Lusa) - O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, anunciou hoje ter "convidado" os outros países da União Europeia a adoptar um "plano europeu de financiamento" do sector bancário, precisando já ter falado com o presidente francês Nicolas Sarkozy.

"Convidamos os outros países europeias a encarar propostas que lhes apresentamos esta manhã com vista a um plano de financiamento de médio prazo", indicou Brown numa conferência de imprensa conjunto com o ministro das Finanças Alistair Darling.

O chefe do governo precisou "estar em consulta activa sobre um plano de financiamento europeu" e de já ter discutido o assunto com o presidente Sarkozy.

Esta declaração segue-se ao anúncio de um vasto plano de salvamento bancário pelo governo britânico, que inclui nomeadamente uma nacionalização parcial dos primeiros bancos do país.

10h23 08/10/08 - Bolsa europeias em queda acentuada

Lisboa, 08 Out (Lusa) - As bolsas europeias negociavam hoje em queda acentuada, com os principais índices a cair, por volta das 9:30 em Lisboa, entre 5 e 7 por cento.

Em Paris, o índice CAC 40 chegou a cair mais de 8 por cento, ao mais baixo nível desde Dezembro de 2003, num mercado em pânico com o agravamento da crise financeira e as suas repercussões na economia.

O Dax, principal índice da bolsa de Frankfuurt, recuava a mesma hora 7 por cento.

O índice alemão chegou a cair abaixo da barra simbólica dos 5.000 pontos, nível que não atingia desde Setembro de 2005.

Em Londres e apesar do anúncio pelo governo britânico de um plano de salvamento da banca, o índice Footsie chegou a perder 7,82 por cento.

Às 9:30, o índice recuava 6 por cento.

As bolsas de Lisboa e Madrid registavam as menores perdas, com o PSI 20 a cair 4,2 por cento e Madrid 4,9 por cento, em contraste com outras praças de menor dimensão com Amesterdão e Viena que chegaram a cair cerca de 10 por cento.

A derrocada de Tóquio pesava sobre o moral dos investidores: o Nikkei caiu 952,58 pontos hoje (9,38 por cento), a sua maior baixa desde a "segunda-feira negra", a 20 de Outubro de 1987.

Nenhuma das múltiplas iniciativas das autoridades chegou a confortar minimamente os investidores, que se trata da garantia dos depósitos bancários dos particulares na União Europeia ou da ajuda da Reserva Federal norte-americana ao financiamento das empresas, ambas anunciadas terça-feira.

Paralelamente novos sinais de contágio da crise à economia surgiram: o gigante norte-americano do alumínio Alcoa publicou resultados piores do que previsto no terceiro trimestre e os créditos ao consumo recuaram nos Estados Unidos pela primeira vez em mais de dez anos.

09h08 08/10/08 - Bolsa espanhola ignora medidas do governo e perde mais de 3,7%

Madrid 08 Out (Lusa) - A bolsa espanhola abriu hoje com perdas de quase 5 por cento, ignorando as medidas de apoio anunciadas terça-feira pelo governo, mais preocupada com Wall Street e os mercados asiáticos.

Independentemente do fundo anunciado pelo governo - uma verba de 30 mil milhões de euros para estimular o crédito -, e do aumento para 100 mil euros nas garantias de depósitos, a banca também foi penalizada na abertura da sessão, com o Santander a registar entre as maiores perdas, 4,34 por cento, e o BBVA a perder 3,49 por cento.

Bastante penalizadas estavam a ser as construtoras, com a OHL e a Acciona a perderem 7,6 por cento cada, a Abengoa a perder 6,15 por cento e a Ferrovial 5,45 por cento.

Meia hora após a abertura, a bolsa espanhola já perdia mais de 400 pontos, arrastada, segundo analistas, pelas perdas em Wall Street e pelo pânico nas bolsas asiáticas, nomeadamente Tóquio.

Analistas consideram que as quedas em Tóquio - um país que depende fortemente do consumo mundial, nomeadamente dos Estados Unidos - reflectem uma preocupação sobre a economia real.

Os investidores parecem não estar convencidos de que as medidas já aprovadas, tanto nos Estados Unidos como na Europa, e agora especificamente em Espanha, consigam restaurar a solidez ao mercado, consideram os analistas.

As perdas do Ibex no início do dia de hoje contrastam com a recuperação de 1,27 por cento com que o mercado fechou na terça-feira.

08h06 08/10/08 - Euronext Lisboa: PSI20 abre a perder 1,98%

Lisboa, 08 Out (Lusa) - A Euronext Lisboa abriu hoje em baixa, com o índice PSI20 a perder 1,98 por cento, para 6.734,85 pontos, acompanhando a queda generalizada nos mercados europeus e asiáticos.

Na terça-feira, a bolsa portuguesa fechara em baixa, ao contrário das praças europeias, cedendo 1,21 por cento para 8.670,56 pontos.

Meia hora após o início da sessão, a Euronext Lisboa agravava as suas perdas, com o índice PSI 20 a cair 3,83 por cento, numa Europa a registar perdas acentuadas a oscilaram entre os cerca de 3 por cento de Londres e os 4,75 de Paris.

Às 8:30, o índice Euronext 100 caía 4,96 por cento para 606 pontos, enquanto o DJ Stoxx 50 recuava 3,93 por cento para 2.427 pontos.

As bolsas caiem na Europa e na Ásia e o índice dos futuros nos Estados Unidos afunda-se face ao agravamento da crise do crédito que coloca mais bancos em risco e empurra a economia global para a recessão.

Na Euronext Lisboa, só a Cimpor negociava em terreno positivo, após meia hora de transacções, com as menores perdas a serem registadas pela Brisa e PT Telecom, a recuar à volta de 1 por cento.

A Sonae Indústria liderava as perdas com uma queda de 9,3 por cento para 1,64 euros, seguida da Mota Engila (-7,6 por cento) e da Galp (-7,5 por cento), que era o título mais procurado.

Na banca, enquanto o BPI caía 6,7 por cento para 1,8 euros, o BES cedia 4,2 por cento e o BCP apresentava a perda menos acentuada ao recuar 2,3 por cento.

08h06 08/10/08 - Bolsa de Moscovo cai 8,65% pouco depois da abertura

Moscovo, 08 Out (Lusa) - O principal índice da Bolsa de Moscovo caiu 8,65 por cento pouco depois da abertura, acompanhando o afundamento generalizado das principais praças da Ásia-Pacífico.

Doze minutos após a abertura, a bolsa estava a ceder 8,65 por cento para 783,90 pontos, na sequência da queda de 9,38% no índice Nikkei da bolsa de Tóquio, a maior descida desde a "segunda-feira negra" de 1987.

A queda acentuou-se meia hora depois da abertura, com o índice MICEX a cair 14 por cento, o que levou à suspensão das operações nesta bolsa até sexta-feira.

A outra bolsa de Moscovo, a RTS, caiu mais de 11 por cento também na primeira meia hora, o que levou à suspensão das operações durante uma hora.

Os mercados asiáticos viveram hoje um dia de pesadelo, com os investidores em pânico face à crise financeira mundial, indiferentes às medidas anunciadas pelas autoridades monetárias e por governos para tentar retomar o controlo da situação.

As bolsas da Ásia-Pacífica acompanharam a queda de Wall Street, que na terça-feira caiu para o nível mais baixo dos últimos cinco anos, com o índice Dow Jones a recuar 5,11 por cento e o Nasdaq a ceder 5,80 por cento.

08h04 08/10/08 - Governo britânico anuncia nacionalização parcial do sistema bancário

Londres, 08 Out (Lusa) - O governo britânico anunciou hoje um plano de apoio ao sistema bancário do país equivalente a uma nacionalização parcial.

O plano passa por uma linha de crédito de 200 mil milhões de libras (260 mil milhões de euros) e uma injecção de capital que poderá ir até 50 mil milhões de libras (65 mil milhões de euros) em vários bancos, o que equivale a uma nacionalização parcial.

Ao anunciar estas medidas antes da abertura dos mercados, o Tesouro (Ministério das Finanças britânico) precisou que oito bancos já aceitaram o plano de recapitalização.

Os oito bancos são o Abbey (Santander), o Barclays, o HBOS, o HSBC, o Lloyds TSB, a Nationwide Building Society, o Royal Bank of Scotland e o Standard Chartered.

07h24 08/10/08 - Japão: Bolsa de Tóquio fechou sessão com maior queda desde 1987

Tóquio, 08 Out (Lusa) - A Bolsa de Tóquio fechou a sessão de hoje com uma queda de 9,38 por cento, o pior "crash" registado pelo mercado nipónico desde a "segunda-feira" negra de 1987.

O índice Nikkei caiu 952,58 pontos, menos 9,38 por cento relativamente ao encerramento de terça-feira, cotando-se nos 9.203,32 pontos, recuperando ligeiramente antes do fim da sessão, depois de ter chegado a cair 9,81 por cento.

Trata-se da queda mais forte do índice Nikkei no encerramento desde a "segunda-feira negra" de 20 de Outubro de 1987, quando terminou com uma quebra de 14,90 por cento.

Esta é igualmente a terceira maior queda de toda a história do Nikkei.

Os investidores japoneses entraram em pânico devido à crise financeira mundial e à queda do dólar face ao iene, que penaliza os exportadores nipónicos.

O dólar caiu quarta-feira abaixo da barreira dos 100 ienes pela primeira vez em sete meses, devido à crise económica nos Estados Unidos, que fazem da divisa japonesa um valor refugio.

07h17 08/10/08 - Bolsas asiáticas vivem dia de pesadelo

Tóquio, 08 Out (Lusa) - Os mercados asiáticos viveram hoje um dia de pesadelo, com os investidores em pânico face à crise financeira mundial, indiferentes às medidas anunciadas pelas autoridades monetárias e por governos para tentar retomar o controlo da situação.

As bolsas da Ásia-Pacífica acompanharam a queda de Wall Street, que na terça-feira caiu para o nível mais baixo dos últimos cinco anos, com o índice Dow Jones a recuar 5,11 por cento e o Nasdaq a ceder 5,80 por cento.

Em Tóquio, a sessão foi de constante queda, ultrapassando, a meio do dia, uma das descidas mais acentuadas de sempre, inclusivamente a quebra, em pontos e em percentagem, sofrida no dia seguinte ao 11 de Setembro de 2001.

A jornada terminou com uma queda de 9,37 por cento, ficando pela primeira vez desde Dezembro de 2003 abaixo dos 10.000 pontos, para 9.203,32 pontos.

Em Jacarta, as negociações foram suspensas por tempo indeterminado, depois do principal índice da praça indonésia ter caído 10,38 por cento.

A desconfiança dos investidores assumia proporções catastróficas nos restantes mercados asiáticos.

Cerca das 06:00 de Lisboa, Hong Kong perdia 5,55 por cento, Seul recuava 4,80%, Sydney caía 4,97%, enquanto a bolsa pouco expressiva da Nova Zelândia era a que menos cedia, com uma descida de 1,90%.

Em Xangai, principal praça financeira do continente chinês, o índice recuava 3,08 por cento, com os investidores a esperar uma decisão do banco central de redução das taxas de juro.

Em Singapura a queda era de 4,98 por cento, enquanto em Bombaim o recuo era de 5,50%, ligeiramente menos que os 5,62% verificados em Banguecoque mas pior que os 5,30 por cento de queda em Taipe.

A Reserva Federal norte-americana anunciou terça-feira criação de um fundo especial para comprar emissões de papel comercial norte-americanas, instrumentos financeiros que permitem às empresas fazer face a necessidades imprevistas de liquidez.

Com esta medida, o banco central norte-americano esperava impedir o contágio da crise de crédito para a economia real, mas acabou por não ter qualquer efeito sobre a moral dos investidores.

Para tentar restabelecer a confiança, os 27 países da União Europeia prometeram terça-feira apoiar os seus grupos financeiros em caso de dificuldades, mas reservaram-se o direito de demitir as administrações das empresas e suprimir as indemnizações douradas que os gestores recebem ao serem despedidos.

Vários bancos europeus tiveram terça-feira de vir a público desmentir necessidades de injecção de capital estatal.

Em Londres, o ministro das Finanças, Alistair Darling, deve anunciar hoje um "plano de apoio completo" ao sector bancário e Paris reafirmou a intenção de impedir qualquer falência bancária, enquanto o governo espanhol anunciou a criação de um fundo de apoio no valor de 30 mil milhões de euros.

06h12 08/10/08 - Bolsas asiáticas afundam-se, Jacarta suspende negociação após perda de 10%

Tóquio, 08 Out (Lusa) - As bolsas asiáticas afundaram-se hoje, por entre receios dos investidores sobre a saúde do sistema financeiro mundial, com Jacarta a suspender as negociações após uma queda de 10 por cento.

As autoridades da bolsa indonésia referiram que a suspensão será por tempo indeterminado, após o índice se ter afundado, perdendo quase 10 por cento.

Na abertura, a queda tinha sido de 4,5 por cento.

Em Tóquio, a meio da sessão o índice Nikkei caiu 7,32 por cento, no que é considerada numa das maiores quedas de sempre.

O recuo foi inclusivamente superior, em percentagem e em pontos, à queda sofrida logo a seguir ao 11 de Setembro de 2001.

Em Hong Kong o principal índice está a cair 5,6 por cento a meio da sessão de hoje, tendo aberto a perder 5,1 por cento.

Em Xangai a queda é mais reduzida, de 3,08 por cento, com os investidores chineses a aguardar uma decisão de corte nas taxas de juro para reanimar o mercado.

Na abertura, a bolsa de Bombaim caiu 3,98 por cento, reflectindo o pânico dos investidores face ao panorama financeiro mundial de reagindo ao fecho em baixo de Wall Street.

Na Austrália o índex da bolsa de Sydney caiu 3,4 por por cento, apagando literalmente o ganho de 1,7 conseguido na sessão de terça-feira, após o anúncio da redução das taxas de juro.

06h07 08/10/08 - Autoridades monetárias internacionais procuram reforçar confiança abalada

Lisboa, 08 Out (Lusa) - Governos e autoridades monetárias internacionais esforçam-se para tentar travar a crise que abala o sistema financeiro internacional e os mercados de capitais de todo o mundo.

Até agora, a injecção maciça de massa monetária no sistema não tem surtido um efeito imediatamente positivo, forçando os líderes políticos a tentar acalmar os mercados nervosos.

A maioria dos governos ocidentais já está tomar ou anunciaram medidas urgentes de socorro aos bancos em dificuldades, garantindo aos particulares a segurança dos seus depósitos bancários e poupanças.

Apesar disso, e da injecção sucessiva de liquidez no sistema financeiro nos Estados Unidos, Europa e Japão, este conjunto de medidas parece não ter sido ainda suficiente para estancar a sangria da crise financeira.

Seis bancos centrais, entre os quais a Reserva Federal dos Estados Unidos (FED), o Banco Central Europeu (BCE) e o Banco do Japão anunciaram, por outro lado, um calendário de acções concertadas para evitar uma crise de liquidez em dólares.

Na Alemanha, a chanceler Angela Merkel interveio na terça-feira pela segunda vez para acalmar os mercados, na abertura de um debate parlamentar sobre crise financeira.

O Deutsche Bank, o principal banco privado alemão, garantiu que não iria aumentar o seu capital, pondo fim aos rumores que fizeram descer as suas acções.

No Reino Unido, o director-geral do Barclays, John Varley, desmentiu que o grupo financeiro tenha pedido uma injecção de capital ao governo.

Paris reafirmou também o empenho em impedir qualquer falência bancária em França: "Decidimos garantir completamente a continuidade do sistema bancário francês", declarou o primeiro-ministro François Fillon perante a Assembleia Nacional.

Por seu lado, os ministros das Finanças dos 27 países da União Europeia chegaram a acordo para elevar de 20.000 para pelo menos 50.000 euros o montante mínimo garantido dos depósitos bancários dos particulares em caso de falências.

Para tentar tranquilizar os mercados financeiros, garantiram que apoiariam todos os seus grandes grupos financeiros em caso de dificuldade afim de evitar um risco de crise generalizado.

Mas os europeus continuam divididos sobre a oportunidade de um grande plano de socorro pan-europeu para os bancos, como se fez nos Estados Unidos. A Itália tentou relançar a ideia no Luxemburgo mas não foi seguida por nenhum país, dada a declarada hostilidade da Alemanha a tal ideia.

Em África, os ventos da crise sopram das bolsas do Cairo à de Joanesburgo, embora o sistema financeiro da África do Sul, seja o mais sólido do continente.

"No imediato, não há impacto, porque todo o continente africano representa menos de um por cento do comércio mundial", segundo Willy Ontsia, o director-geral da bolsa de valores da África Central (BVMAC), baseado em Libreville.

O Brasil decidiu tomar medidas para proteger a sua economia da crise financeira internacional socorrendo os pequenos bancos das dificuldades que possam sentir a recolher os seus créditos.

Depois de ter dito durante algum tempo que o Brasil não seria afectado pela crise, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou na segunda-feira um decreto provisório sem necessidade de aprovação pelo Parlamento, para conceder poderes alargados ao banco central brasileiro no momento em que o mercado financeiro entrava em pânico com a Bolsa de São Paulo a ter de ser suspensa com quedas superiores a 15 por cento.

Fora da Europa, a Islândia anunciou a nacionalização do segundo banco do país, Landbanski, depois do Banco Glitnir anunciado a 29 de Setembro.

Na Rússia, o presidente Dmitri Medvedev deu conta da entrega de créditos até 950 mil milhões de rublos (cerca de 26,7 mil milhões de euros) aos bancos russos para consolidar os seus próprios fundos.

Por seu lado, o Presidente George W. Bush telefonou aos líderes europeus pedindo-lhes que coordenassem as suas acções para conter a crise financeira global. A Casa Branca anunciou que Bush está disponível para uma cimeira com os europeus sobre economia.

O presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, assegurou na terça-feira que esta instituição faria os possíveis para fornecer liquidez aos mercados, mas que não tinha capacidade para resolver os problemas de solvência dos bancos.

"Há limites que não podemos ultrapassar, porque não temos a capacidade de intervir quando se verificam problemas de solvência", esclareceu.

06h06 08/10/08 - DECO recebe número "anormalmente" elevado de chamadas de clientes bancários

Lisboa, 08 Out (Lusa) - A DECO - Associação de Defesa dos Consumidores recebeu na última semana um número "anormalmente" elevado de chamadas de aforradores preocupados com a situação financeira, a quem aconselhou o não levantamento impulsivo das poupanças, disse hoje à agência Lusa associação.

"Na última semana tivemos quase uma centena de chamadas acerca da segurança dos depósitos e dos produtos sem riscos", afirmou o economista da Deco António Ribeiro, um valor "anormal".

Em situações normais, disse António Ribeiro, haveria apenas duas ou três chamadas.

Às pessoas que estão a contactar a associação, a Deco recomenda "prudência" e que "não entrem em pânico e não levantem de forma impulsiva os depósitos, fundos, seguros ou Planos Poupança Reforma", acrescentou.

"Mesmo no pior cenário há mecanismos legais que protegem os investidores", lembrou António Ribeiro.

Portugal não parece ser um dos países mais afectados, notou o responsável da DECO, afirmando contudo que isso não quer dizer o sistema português não possa vir a ser afectado pela actual crise financeira.

Nas últimas semanas têm-se sucedido as notícias de bancos europeus com dificuldades, acontecimentos que levaram já à intervenção de vários Estados para os salvar da falência e à tentativa de concertação dos governos e bancos centrais da Comissão Europeia para tentar acalmar os investidores.

A situação económica internacional foi o tema escolhido pelo primeiro-ministro, José Sócrates, para o debate quinzenal hoje na Assembleia da República.

Portugal, em conjunto com os outros Estados-membros da UE, subscreveu terça-feira um documento que pretende dar formalmente garantias de estabilidade no sistema financeiro europeu e de protecção em relação aos depositantes.

Por diversas vezes, membros do governo português asseguraram já que as poupanças dos portugueses estão garantidas e que o Executivo vai apoiar as famílias mais carenciadas.

O governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, procurou também tranquilizar os portugueses, dizendo que o país beneficia de um sistema financeiro "moderno e robusto".

06h05 08/10/08 - AR: Situação económica internacional hoje em debate no Parlamento, por iniciativa de José Socrates

Lisboa, 08 Out (Lusa) - O Parlamento discute hoje a situação económica internacional, tema que o primeiro-ministro escolheu para tema do debate quinzenal, onde deverá ouvir críticas da oposição.

A situação económica e financeira tem dominado a actualidade nas últimas semanas, tendo levado o primeiro-ministro a subscrever, na segunda-feira, em conjunto com os restantes Estados-membros da UE um documento que pretende dar formalmente garantias de estabilidade no sistema financeiro europeu e de protecção em relação aos depositantes.

Na terça-feira, José Sócrates garantiu mesmo que o Estado vai assegurar as poupanças dos portugueses e não deixará de apoiar as famílias, em particular às famílias mais carenciadas, face à crise financeira que vive em todo o mundo.

Por outro lado, também na semana passada, em Conselho de Ministros, o Governo aprovou um pacote de medidas, nas quais se reforçam os poderes das entidades de supervisão e, em paralelo, aumentam-se as coimas e penas em casos de ilegalidades no sistema financeiro.

Contudo, a situação económica internacional tem igualmente sido aproveitada pela oposição para criticar o executivo de maioria socialista.

Na semana passada, numa declaração política no plenário da Assembleia da República o deputado do PSD Miguel Frasquilho acusou o primeiro-ministro de ter revelado ignorância sobre o sistema financeiro ao falar em jogo e de mostrar não perceber a actual crise ao responsabilizar os Estados Unidos.

"A falha na supervisão e na regulação existiu, tal como uma falha do mercado, mas é uma falha global. O primeiro-ministro ainda não percebeu isso e culpa os Estados Unidos", alegou Miguel Frasquilho, defendendo que o Governo deve "actuar com serenidade e tomar as medidas necessárias à regulação do sistema".

A propósito da crise, na terça-feira, o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, deixou uma proposta ao Governo, defendendo que chegou o momento de o Estado obter o controlo, "por aquisição ou nacionalização, dos sectores estratégicos", nomeadamente na banca, na Galp e na EDP, para que possa "defender-se de crises como a actual".

O Bloco de Esquerda tem igualmente sido bastante crítico, insistindo com o Governo para que intervenha em relação às taxas de juro.

"Os portugueses não aguentam mais as taxas de juro. Porque é que o Governo português não toma uma iniciativa política? Uma atitude na União Europeia?", questionou Luís Fazenda, na semana passada no Parlamento.

Do CDS-PP, o primeiro-ministro poderá esperar um "contributo positivo", pois, como já defendeu o líder dos democratas-cristãos, "mais do que querelas entre partidos" a actual situação exige debate.

Aliás, ainda antes do debate quinzenal com o primeiro-ministro, Paulo Portas vai ser recebido, a seu pedido, pelo Presidente da República para expor preocupações com a situação económica do país e apresentar um "contributo positivo" para resolver o problema.

03h40 08/10/08 - EUA/Eleições: Crise financeira em destaque no início do segundo debate televisivo McCain-Obama

Nashville, Tennessee, 08 Out (Lusa) - Principal preocupação dos norte-americanos, a economia esteve no centro das atenções no início do segundo debate televisivo entre os candidatos à Casa Branca, Barack Obama e John McCain, que decorreu em Nashville, Tennessee.

"Estamos na pior crise financeira desde a crise de 1929... É o veredicto da política económica falhada destes últimos oito anos apoiada por McCain", afirmou Barack Obama, abrindo a discussão.

"Os norte-americanos estão em cólera, estão feridos e estão um pouco assustados", considerou McCain, aproveitando a ocasião para avançar com uma nova proposta, a quatro semanas das eleições presidenciais norte-americanas: comprar os empréstimos imobiliários que as famílias não conseguem pagar.

"É a minha proposta, não a proposta de Obama. Não é a proposta de (George W.) Bush (actual presidente norte-americano)", insistiu McCain.

"Vamos ocupar-nos do mercado imobiliário e comprar os créditos duvidosos. Vamos estabilizar o valor das casas para que os norte-americanos possam viver o sonho americano e continuem a viver nas suas casas", acrescentou.

Em dificuldades nas sondagens, o senador do Arizona conta com este debate para relançar a sua campanha.

McCain não indicou como conta financiar esta proposta, que parece extremamente dispendiosa.

O senador do Illinois, Barack Obama, relembrou que o seu adversário já há muito tempo defende a desregulamentação dos mercados financeiros.

Entretanto, McCain acusou o candidato democrata de ser um dos dois que mais doações recebeu por parte de Fannie Mae e Freddie Mac, os dois gigantes do financiamento hipotecário cuja queda acelerou a crise financeira.

"Houve quem se manifestasse contra e houve outros que receberam um bónus", disse McCain.

Na resposta, Obama relembrou que o director de campanha de McCain, Rick Davis, recebeu "milhares de dólares" de Freddie Mac até há pouco tempo.

Dirigindo-se ao público, o senador do Illinois acrescentou: "as querelas políticas não vos interessam. A vós interessa-vos o que tem um impacto nas vossas vidas".

O barómetro diário do instituto Gallup garantiu terça-feira uma vantagem de nove pontos a Obama nas intenções de voto (51 por cento contra 42 por cento).

As questões, seleccionadas por um mediador, foram colocadas directamente por um grupo de 100 a 150 eleitores indecisos sentados no centro do palco onde foram colocados os dois candidatos.

Obama e McCain, com microfones sem fio, puderam deslocar-se livremente para responder directamente aos seus interlocutores.

O primeiro debate entre os dois candidatos à Casa Branca foi seguido por 52,4 milhões de telespectadores e, segundo as sondagens, Obama saiu vencedor.

Perto de 70 milhões de espectadores seguiram quinta-feira o último debate entre a vice de McCain, Sarah Palin, e o seu rival democrata para a vice-presidência, Joe Biden.

O terceiro e último debate entre Obama e McCain está previsto para 15 de Outubro em Hampstead no Estado de Nova Iorque.

02h54 08/10/08 - Fundos de reforma perderam 2.000 biliões de dólares - Congresso

Washington, 08 Out (Lusa) - Os fundos públicos e privados de reforma nos Estados Unidos perderam cerca de 2.000 biliões de dólares nos últimos 18 meses, revelando os efeitos devastadores da crise financeira, segundo um relatório do gabinete de orçamento do Congresso (CBO).

"Contrariamente aos responsáveis das empresas de Wall Street, as famílias não beneficiam de um pára-quedas dourado", afirmou o democrata George Miller, presidente da comissão da Educação e do Trabalho da Câmara, durante uma audição durante a qual o relatório foi apresentado.

"É claro que a segurança das reformas dos norte-americanos se arrisca a fazer as despesas desta crise financeira", acrescentou Miller em comunicado.

Segundo o director do CBO, Peter Orszag, "a redução do valor global das carteiras de investimento dos fundos de reforma poderá conduzir os norte-americanos a reduzir ou retardar a compra de bens e de serviços", abrandando ainda mais a actividade económica.

No total, o valor destes fundos diminuiu 20 por cento desde meados de 2007, o que corresponde ao início da crise do "subprime" no imobiliário, os empréstimos hipotecários de alto risco.

Os investimentos dos fundos de reforma privados foram bastante afectados pela queda dos valores bolsistas, que compõem a maior parte desses fundos.

As caixas de reforma públicas, tais como as das colectividades locais e das administrações dos Estados, foram investidas em obrigações e títulos do Tesouro norte-americanos.

02h27 08/10/08 - HBOS vai vender a sua filial australiana BankWest à Commonwealth Bank

Londres, 08 Out (Lusa) - O banco britânico HBOS anunciou terça-feira que vai vender a sua filial australiana BankWest ao banco australiano Commonwealth Bank (CBA) por 1,2 mil milhões de libras (1,5 mil milhões de euros).

Para ser concretizada, a transacção deve ainda ser submetida às autoridades de regulação australianas.

Os dois bancos confirmaram durante o dia que tinham iniciado conversações exclusivas tendo em vista uma compra, que acontece tendo como pano de fundo a crise financeira mundial e numa altura em que o banco HBOS deve ser adquirido pelo banco britânico Lloyds TSB.

O jornal Australian Financial Review revelou terça-feira de manhã a existência destas conversações sem citar fontes e avançou com um valor de transacção a rondar os dois mil milhões de dólares australianos (1,06 milhões de euros).

As acções do HBOS caíram 41,5 por cento durante o dia de terça-feira na Bolsa de Londres.

O ministro das Finanças britânico Alistair Darling indicou terça-feira que vai anunciar hoje de manhã as medidas destinadas em garantir "um restabelecimento dos bancos a longo prazo numa base mais sã", após uma enorme queda das acções dos bancos na Bolsa de Londres.

02h14 08/10/08 - Banco do Japão injectou 11 mil milhões de euros no sistema bancário

Tóquio, 08 Out (Lusa) - O Banco do Japão anunciou hoje a injecção de 1.500 biliões de ienes (11 mil milhões de euros) no mercado financeiro do país para prevenir a falta de liquidez ligada à crise financeira.

O banco central japonês intervém assim no mercado no 16º dia útil consecutivo.

O BoJ anunciou igualmente os resultados do seu segundo apelo de ofertas em dólares, lançado terça-feira como aplicação do calendário de medidas concertadas acordado a 18 de Setembro último pelos grandes bancos centrais mundiais.

O BoJ concedeu aos bancos 20 mil milhões de dólares por três meses, os quais responderam fortemente a esta oferta, pedindo um total de 36,299 mil milhões.

A taxa de juro média é de 4,135 por cento, indicou o banco central japonês no seu site de Internet.

A próxima injecção de dinheiro efectuada pelo BoJ, num montante de 30 mil milhões de dólares, com a duração de um mês, está prevista para 21 de Outubro.

01h45 08/10/08 - Japão: Bolsa de Tóquio abriu a sessão de hoje em forte queda

Tóquio, 08 Out (Lusa) - A Bolsa de Tóquio começou a sessão de hoje em forte queda, com o índice Nikkei a voltar a cair abaixo dos 10.000 pontos reflectindo o que se passou em Wall Street como consequência da crise financeira mundial.

Às 09:19 (01:19 em Lisboa), o índice Nikkei perdia 358,55 pontos, menos 3,53 por cento relativamente ao encerramento de terça-feira, cotando-se nos 9.797,35 pontos.

Na véspera a Bolsa de Tóquio já tinha estado abaixo da barreira psicológica dos 10.000 pontos, o que aconteceu pela primeira vez em cinco anos.

A Bolsa de Nova Iorque continuou terça-feira a cair, terminando em queda pela quinta sessão consecutiva: o Dow Jones caiu 5,11 por cento e o Nasdaq perdeu 5,80 por cento.

Ao contrário da véspera, os títulos dos grandes exportadores japoneses, nomeadamente do construtor automóvel Toyota, foram os mais vendidos hoje em Tóquio devido à subida rápida do iene face ao dólar, um fenómeno que penaliza o comércio externo nipónico.

As acções dos bancos também conhecem um dia difícil.

00h31 08/10/08 - TAP e TAM confiam na resistência do sector

São Paulo, 08 Out (Lusa) - As transportadoras aéreas TAP de Portugal e a brasileira TAM, membros do grupo Star Alliance, manifestaram terça-feira a sua confiança em que o sector aéreo mundial enfrente com êxito a actual crise financeira norte-americana.

O presidente de TAP, Fernando Pinto, disse aos jornalistas que o sector "já saiu de piores crises", admitindo, contudo, que a volatilidade dos mercados "transmite insegurança".

Pinto fez estas declarações durante a cerimónia de formalização da entrada da TAM no grupo Star Alliance, realizada terça-feira em Sâo Paulo.

O executivo de origem brasileira reconheceu que "o petróleo em queda" é "uma boa notícia" para a aviação mundial, já que o custo dos combustíveis representa 35 por cento das despesas do sector.

Pinto recordou que este ano a média do preço do crude andará pelos cem dólares por barril, e antecipou que "por mais que as cotações continuem a baixar por estes dias, os preços do combustível não baixarão da mesma maneira".

A preocupação pela crise "mostra-se mais pelo impacto no crescimento das economias, que é muito importante, uma vez que o transporte aéreo cresce a par da economia. Na TAP seguimos com projecções de crescimento acima dos dois dígitos", destacou.

A transportadora aérea portuguesa TAP anunciou a 01 de Outubro um prejuízo de 133 milhões de euros nos primeiros oito primeiros meses deste ano, apesar de um aumento de receitas de 18 por cento.

O presidente da Star Alliance, Jaan Albrecht, comentou, por seu lado, que depende de cada empresa "flexibilizar" as suas "decisões individuais para enfrentar a crise", como a vivida depois dos atentados terroristas de 2001 nos Estados Unidos.

"O ambiente económico é um factor externo principal para todo o sector mundial da aviação", disse Albrecht.

Em declarações à agência Efe, o presidente de TAM, David Barioni Neto, defendeu que as estratégias para fazer face à crise "devem ser resolvidas pelos dois países", e assinalou que, pelo seu lado, quer apostar na qualidade, pois não se pode administrar uma transportadora aérea olhando só para a bolsa".

"Afortunadamente, os nossos investidores têm confiança na seriedade da gestão e por isso consideramos que esta adesão à Star Alliance se dá num momento ideal, porque vamos ganhar músculo para manter os níveis de crescimento de duas vezes e meia mais do que o PIB (Produto Interno Bruto)", assegurou.

Sobre a significativa depreciação nos últimos dias do real face ao dólar, que indicia uma redução do número de turistas incentivados até há poucos meses por um câmbio barato, Barioni Neto indicou que esse "impacto deverá aguardar até 2009" e por isso afastou qualquer tipo de estratégia imediata a esse respeito.

"Acreditamos que o dólar se vai estabilizar mas, por agora, apesar da subida do dólar, está praticamente garantida a facturação projectada com a época natalícia que se avizinha", vincou.

22h49 07/10/08 - Bolsa: Delegação de empresas portuguesas visita Wall Street e considera que se avizinham tempos difíceis

Nova Iorque, 07 Out (Lusa) - A delegação de empresários portugueses com lugar no PSI20, que visitou hoje a Bolsa de Nova Iorque (BNI), considera que a crise financeira veio para ficar e que os próximos tempos não serão fáceis.

"É um momento extraordinariamente conturbado para os mercados", disse Miguel Athaíde Marques, presidente executivo da Euronext Lisbon, em conferência de imprensa nas instalações da Bolsa de Nova Iorque, depois do embaixador de Portugal nos EUA, João de Vallera, ter tocado a campainha que determina a abertura oficial das sessões.

"O ano de 2009 não vai ser fácil, ai isso não vai", alertou Alexandre Soares dos Santos, presidente do Conselho de Administração da Jerónimo Martins.

Soares dos Santos confessou que a sua grande preocupação não está tanto no comportamento das Bolsas mas antes em "saber como vão as vendas da semana passada."

"Preocupa-me que a crise chegue ao consumo. Neste momento, as vendas vão muitíssimo bem nos países onde operamos (Portugal e Polónia)", revelou.

Soares dos Santos disse ainda que não tem dúvidas de que "o sistema não falhou" e acredita que é essencial evitar o alarme. "O pânico é que pode gerar o desastre", precisou.

"Há um problema e tem que se procurar uma cura. Mas, em Portugal, os políticos começam logo a dizer que temos de mudar o sistema. O sistema não falhou. Falharam outras coisas dentro do sistema. Mas foi este sistema que criou a riqueza e melhorou a qualidade de vida", explica Soares dos Santos que, no entanto, se demonstra preocupado com a capacidade de recuperação dos europeus.

"Os EUA sempre demonstraram uma resiliência extraordinária. Basta ver a história das empresas americanas para ver com saem da crise rapidamente. Nós, na Europa, temos algumas dificuldades."

Rodrigo Costa, presidente executivo da Zon Multimédia, também se revela preocupado com o consumo dos portugueses mas jura que não vai deixar de concorrer ao quinto canal de televisão.

"Ainda não sentimos nada de alarmante. Mas sei que esta situação pode vir a ter um impacto importante no consumidor. Por enquanto, os meus clientes continuam lá, continuam a comprar os meus produtos. As acções podem subir e descer mas, a médio e longo prazo, interessa-me o comportamento dos clientes", disse.

Há outras razões para a Zon se sentir tranquila e encarar a crise com uma certa calma: "Temos uma dívida baixa, controlada e muito bem negociada."

José João Guilherme, administrador do BCP, parece ser o mais optimista entre os empresários portugueses presentes na BNI: "O sector bancário português está mais protegido. Os reguladores portugueses têm funcionado, não antevejo grandes problemas em relação ao sistema financeiro português", diz, não deixando, no entanto, de prevenir que Portugal atravessará "um período difícil."

O sector da construção civil é "o que mais está a sentir os efeitos desta crise", segundo Fernando Rocha, director Financeiro da Mota Engil. Mas recusa-se a perder a esperança e até deixa um conselho: "Angola é um país de oportunidades para as empresas portuguesas e também para as pessoas individuais. Não se pode pensar em Angola como um mercado de curto-prazo ou numa perspectiva de oportunista. E temos todo o à vontade para se falar sobre isso porque estamos lá desde 1946."

O presidente da Euronext Lisbon, Miguel Athayde Marques, liderou a delegação portuguesa a Wall Street, que contou com as presenças dos presidentes-executivos da Galp Energia (Ferreira de Oliveira), da Sonae SGPS (Paulo Azevedo), da Brisa (Vasco de Mello), da Jerónimo Martins (Luís Palha da Silva), da Zon Multimédia (Rodrigo Costa) e da REN (José Penedos).

Integraram ainda a comitiva os directores financeiros da maioria das empresas que fazem parte do PSI20, bem como o embaixador de Portugal nos Estados Unidos, João de Vallera.

A visita da delegação portuguesa incluiu ainda pequeno-almoço e almoço com a comunidade financeira portuguesa em Wall Street e encontros com potenciais investidores.

22h26 07/10/08 - EUA/Bolsa: Mercados encerram sessão em baixa

Nova Iorque, 07 Out (Lusa) - A Bolsa de Nova Iorque encerrou hoje em baixa, pela quinta sessão consecutiva.

Os números do fecho indicam que o Dow Jones desceu 508,39 pontos, ou 5,11 por cento, para os 9.447,11 pontos.

O Dow Jones atingiu hoje o seu nível mais baixo desde Outubro de 2003. Em apenas dois dias, o Dow Jones perdeu 8,5 por cento.

O Nasdaq, indicador do mercado tecnológico, registou uma descida de 108,08 pontos, ou 5,80 por cento, para os 1.754,88 pontos.

21h13 07/10/08 - Presidente Lula da Silva recomenda tranquilidade aos brasileiros

O Presidente Lula da Silva recomendou hoje aos brasileiros, ao inaugurar em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, a primeira plataforma de petróleo totalmente construída no Brasil, que mantenham a normalidade da vida apesar da crise financeira mundial.

"Continuem a trabalhar, a acreditar neste país, porque vamos vencer a crise económica que está hoje a tomar conta de vários países. O nosso país está bem", afirmou.

O Presidente brasileiro admitiu, entretanto, que a crise norte-americana é "muito profunda" e criticou a posição do G-8 (grupo dos sete países mais ricos do mundo mais a Rússia), que evitou discutir o problema na reunião de Julho, no Japão.

"Talvez seja a maior crise dos últimos 50 anos, acho que só houve outra igual em 1929. É uma crise profunda e está a chegar à Europa, porque também os bancos europeus participavam do casino imobiliário dos Estados Unidos", ressaltou.

Lula da Silva disse que não haverá pacote económico no Brasil e que o governo tomará medidas pontuais para enfrentar a crise.

"Na época das vacas magras ninguém vinha aqui ajudar. Agora, quando têm prejuízo, eles querem socializar connosco. Esse tipo de socialismo nós não queremos, socializar a miséria nós não queremos, queremos socializar a bonança", sublinhou.

A plataforma inaugurada hoje pelo Presidente Lula tem capacidade para produzir 180 mil barris de petróleo por dia a partir de 2010, o equivalente a oito por cento da produção brasileira.

Orçada em mil milhões de dólares (736 milhões de euros), a P-51 tem uma estrutura "semi-submersível" de 48 mil toneladas e está instalada a 150 quilómetros da costa brasileira, a uma profundidade de 1.255 metros.

Além dos 180 mil barris de petróleo, quando atingir a sua capacidade máxima de operação em 2010, a P-51 produzirá cerca de seis milhões de metros cúbicos de gás natural por dia.

Com esta produção, o Governo brasileiro espera diminuir a dependência do gás da Bolívia.

21h10 07/10/08 - Banca espanhola saúda medidas anunciadas por Zapatero

Comentários positivos pautaram as primeiras reacções do sector da banca espanhola às medidas anunciadas hoje pelo governo para responder à crise financeira, nomeadamente a criação de um fundo de 30 mil milhões de euros para estimular o crédito.

O fundo, que pode ser ampliado até 50 milhões de euros, permitirá ao Tesouro espanhol comprar activos de qualidade das entidades financeiras e facilitar assim o crédito a empresas e cidadãos.

Em conferência de imprensa, o primeiro-ministro espanhol José Luís Rodríguez Zapatero anunciou ainda o aumento do fundo de garantia de depósitos para 100 mil euros, o dobro do acordado hoje na reunião dos ministros das Finanças da UE (Ecofin).

Fontes do Banco Santander saudaram as medidas, afirmando que "contribuirão para fortalecer a situação de liquidez do sistema financeiro espanhol" e que são "muito positivas" para a economia espanhola na actual conjuntura.

Também a Confederação Espanhola de Caixas de Aforro (CECA) saúda o impacto das medidas na liquidez do mercado referindo numa nota enviada à Lusa que as medidas vão "reforçar a evolução e canalização do crédito aos sectores produtivos da economia" do país.

Posição partilhada pela Associação Espanhola da Banca (AEB) que refere que o fundo resolverá "em parte" a falta de liquidez do mercado, ainda que a situação só se resolverá quando os mercados voltarem a funcionar com normalidade.

Na prática o fundo de 30 mil milhões de euros, anunciado hoje, permitiria cobrir as necessidades de financiamento de empresas e famílias espanholas durante menos de três meses, ao actual ritmo de concessão de créditos.

Dados do Banco de Espanha referem que o financiamento concedido ao sector privado cresceu 32,8 mil milhões de euros no primeiro trimestre deste ano e 41,8 mil milhões no segundo trimestre.

No final do primeiro semestre deste ano, as empresas e as famílias espanholas deviam 1,76 biliões de euros.

Independentemente dos prazos as medidas hoje anunciadas podem, na opinião do secretário-geral da UGT espanhola, Cândido Méndez, ajudar a restaurar confiança, especialmente entre as famílias espanholas.

19h51 07/08/10 - Presidente da FED sugere corte nas taxas de juro no final do mês

O presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos (FED), Ben Bernanke, sugeriu hoje que o banco central poderá descer os juros no final deste mês, num discurso citado pela agência Bloomberg.

"À luz dos [recentes] desenvolvimentos, a Reserva Federal terá de ponderar se a actual política monetária permanece apropriada", afirmou Bernanke num discurso proferido na capital norte-americana.

"A combinação entre os indicadores conhecidos e os recentes desenvolvimentos financeiros sugerem que a perspectiva para o crescimento económico piorou" e indicam "um aumento dos riscos para o crescimento", disse ainda.

"As perspectivas em relação à inflação melhoraram, mas permanecem incertas", acrescentou o presidente da FED.

As declarações de Bernanke sugerem um novo corte nas taxas de juro de referência nos Estados Unidos - que actualmente estão fixadas em 2 por cento - na próxima reunião da FED, que terá lugar nos dias 28 e 29 de Outubro.

Apesar desta perspectiva de descida das taxas de juro, o agravamento da situação económica nos Estados Unidos está a penalizar os índices norte-americanos, com o Dow Jones Industrial Average a cair 2,5 por cento e o Nasdaq a desvalorizar 3,05 por cento.

18h16 07/08/10 - Merkel considera situação "grave" e apela à recuperação da confiança nos mercados

A chanceler alemã Angela merkel considerou hoje "grave" a crise dos mercados financeiros, numa declaração de governo perante o Parlamento Alemão, em que sublinhou também a importância de recuperar a confiança perdida no sistema bancário internacional.

"A confiança, que é a moeda mais importante dos mercados financeiros, perdeu-se, e é muito importante recuperar rápida e decididamente a confiança nestes mercados", advertiu a chefe do governo germânico.

Angela Merkel disse ainda que "não é o momento para pintar um quadro negro da situação, mas também não se pode subestimar a sua gravidade", defendendo uma gestão clássica da crise, e dando como exemplo a decisão do seu executivo de salvar da falência o banco de crédito hipotecário Hypo Real Estate, de Munique, com a abertura de uma linha de crédito de 50 mil milhões de euros, dos quais 15 mil milhões disponibilizados pela banca privada, e os restantes 35 mil milhões pelo Estado.

Simultaneamente, "é preciso criar um novo sistema para controlar a interdependência do sector financeiro, e dar-lhe uma perspectiva duradoura", disse também a chanceler, garantindo que é isso que o governo alemão já está a fazer.

Durante a presidência alemã do G-8, em 2007, Berlim fez várias propostas neste sentido, destinadas a fiscalizar e a evitar investimentos altamente especulativos, mas deparou sobretudo com a resistência dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha.

A chanceler advertiu que as consequências da actual crise financeira internacional para a Alemanha "não são ainda previsíveis", lembrando que o maior país da União Europeia depende das suas exportações. No entanto, garantiu que a Alemanha "está apetrechada" para enfrentar a concorrência internacional.

Merkel aludiu também à garantia dada pelo seu governo, no domingo, a todos os que têm poupanças depositadas nos bancos - contas correntes, poupanças e depósitos a prazo - a quem prometeu que, em caso de crise, o Estado reporá o dinheiro perdido.

"A garantia que dei é válida", sublinhou a chanceler, explicando que esta medida se enquadra nas decisões que visam recuperar a confiança nos mercados financeiros. As poupanças depositadas nos bancos alemães atingem a fabulosa soma de um 1 bilião e 640 mil milhões de euros, e em caso de colapso do sistema bancário, o Estado alemão poderia ter de indemnizar os aforradores em mais de um bilião de euros, ficando a soma restante coberta pelo fundo de garantia criado pelas caixas de poupança públicas e pela banca privada para enfrentar situações semelhantes.

O referido fundo garantia já aos depositantes em bancos alemães a reposição de pelo menos 90 por cento dos seus aforros, num máximo de 20 mil euros, e as caixas públicas garantiam mesmo a totalidade dos depósitos dos clientes. Quanto ao actual debate em curso na União Europeia sobre a melhor forma de debelar a crise financeira internacional, Merkel voltou a recusar a proposta de criar um "chapéu-de-chuva" para proteger bancos falidos em todos os estados membros.

Na opinião da chanceler, a proposta de criar um fundo de garantia bancária europeu também deve ser rejeitada, "porque não serviria para dar resposta rápida às crises". Simultaneamente, criticou a decisão do governo irlandês de garantir os depósitos bancários dos bancos nacionais, mas não dos bancos estrangeiros sedeados no país.

"Bancos internacionais que pagaram os seus impostos na Irlanda não foram alvo dessa medida protectora, o que provoca distorções na concorrência", afirmou a chefe do executivo alemão.

17h23 07/10/08 - Espanha anuncia fundo de 30 mil ME para estimular mercado de crédito

O primeiro-ministro espanhol anunciou hoje a criação "extraordinária" de um fundo do Tesouro de 30 mil milhões de euros, que podem ser ampliados a 50 mil milhões de euros, para estimular o mercado de crédito.

José Luís Rodríguez Zapatero disse que o fundo "não é para resgatar nem para sanear" o sector financeiro, mas serve para estimular o apoio tanto a empresas como indivíduos, restaurando a confiança no sistema espanhol.

O primeiro-ministro anunciou a criação do fundo numa conferência de imprensa em Madrid em que reafirmou que Espanha vai também ampliar o seu fundo de garantia de depósitos para 100 mil euros, por cliente, por entidade.

No caso do fundo, que será aprovado nos próximos dias pelo Conselho de Ministros, Zapatero explicou que será financiado pelo Tesouro espanhol e terá como contrapartida "activos espanhóis da máxima qualidade".

"O objectivo é que o financiamento chegue às empresas e aos cidadãos, para manter a actividade económica e o emprego", disse, salientando ainda a intenção de "minimizar o custo para as finanças públicas e evitar a subvenção a entidades de crédito".

Zapatero insistiu que o objectivo é "promover o bom funcionamento do mercado de crédito espanhol", o que passa por "mitigar os perigos de racionamento indevido do crédito", e que o fundo será "estritamente temporal até que os mercados recuperem o seu normal funcionamento".

"A actuação do fundo é compatível com as normas do mercado interior europeu, oferecendo facilidades a todas as entidades residentes em Espanha, nas mesmas condições e sem mais limitações de que a necessidade de que os activos que se refinanciem sejam espanhóis", explicou.

O Estado, referiu Zapatero, "não compra activos tóxicos mas sãos" e "não vai resolver problemas de solvência" que, insistiu, não existem no mercado espanhol. "Vamos dar uma injecção para o financiamento de empresas e cidadãos até que os mercados voltem a funcionar normalmente. Queremos reafirmar a confiança dos cidadãos no sistema financeiro e fazer uma aposta e compromisso pela manutenção da actividade económica", disse.

Nesse sentido, Zapatero desafiou as entidades financeiras a que respondam, "aproveitando as facilidades de que disporão a partir de agora", dando passos para fomentar o "normal desenvolvimento de operações crédito para particulares e empresas".

"Trata-se de um grande empréstimo temporário. É um fundo que o sector público recuperará, porque adquire activos de valor", disse. Zapatero explicou que o Estado pode tomar este passo dado o "nível comparativamente baixo da dívida espanhola" que está actualmente "20 pontos por baixo da divida média europeia".

Zapatero falava aos jornalistas em Madrid depois da reunião dos ministros das Finanças da UE (Ecofin) no Luxemburgo ter aprovado o aumento para 50 mil euros da garantia de depósitos, ainda que a maioria dos países, incluindo Espanha, aumente esse valor para 100 mil euros.

Sobre o aumento desse fundo de garantia, Zapatero referiu que a decisão surge no quadro das posições adoptadas na Ecofin, para responder à "situação de graves dificuldades" que "a Europa está a viver nas últimas semanas".

"Pensamos que o melhor perante qualquer problema que afecta a todos e conseguir uma posição comum dos países da UE", disse. No caso espanhol, insistiu, apesar do "contexto tão complicado como o actual", tem-se evidenciado a "solvência e solidez" que atribuiu ao "comportamento profissional, prudente e eficaz" da banca e a "supervisão e apoio exemplares do Banco de Espanha".

O aumento para 100 mil euros na garantia de depósitos é "uma medida de confiança nas entidades financeiras" garantindo aos cidadãos que "as suas poupanças estão a salvo". "Num momento extraordinário, o governo tem que assumir responsabilidade para com o país, com medidas igualmente extraordinárias que respondam aos desafios", disse.

O aumento da garantia já tinha sido antecipado na segunda-feira por fontes do gabinete de Zapatero depois da reunião que este manteve com vários banqueiros espanhóis e a que hoje se seguirá uma reunião com os agentes sociais.

As rondas de contactos do chefe do governo espanhol incluem ainda uma reunião com o líder do maior partido da oposição, Mariano Rajoy, presidente do PP, que hoje exigiu um aval do Estado para garantir os 100 por cento dos depósitos nos bancos espanhóis.

Essa reunião ainda não tem data marcada e ocorre num ambiente de troca de insultos e criticas entre o governo e o PP sobre a situação económica espanhola e o impacto da crise financeira em Espanha.

O primeiro-ministro disse ter já informado o líder da oposição das medidas hoje anunciadas. A crise financeira é o principal tema na agenda da reunião que Zapatero mantém na sexta-feira em Paris com o presidente francês e presidente em exercício da UE, Nicolas Sarkozy.

17h22 07/10/08 - Crise Financeira: Economia espanhola em crescimento nulo ou recessão ainda este ano

A economia espanhola deverá registar taxas de crescimento nulas ou até mesmo entrar em recessão técnica no final de 2008, com a debilidade a manter-se em 2009, segundo o governador do Banco de Espanha.

Miguel Ángel Fernández Ordó¤ez afirmou na comissão orçamental do parlamento que essas previsões baseiam-se na informação disponível para já e nas tendências que se consolidarão nos próximos meses, nomeadamente no sector da construção. Ordó¤ez antecipa, por exemplo, que as novas obras intensifiquem a "travagem brusca" em 2009, a par de uma desaceleração no consumo privado, em especial devido à debilidade de emprego.

Nesse sentido o responsável do banco central espanhol antecipa que a contribuição da procura interna pode chegar a ser negativa no PIB continuam a reduzir-se o nível de importações. Sobre a inflação Ordó¤ez antecipa aumentos médios "cada vez mais moderados" até ao final do ano, uma tendência que se manterá em 2009.

Comentando o orçamento para 2009 Ordó¤ez alerta para o facto de poder haver correcções em baixas nas previsões macroeconómicas, o que pode acentuar a pressão sobre os cofres públicos.

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