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Expresso

Jogos Olímpicos 2012

Londres respondeu com distinção à primeira pergunta

Danny Boyle, realizador de "Quem quer ser bilionário", colocou capital no próximo nível: a cerimónia de abertura foi arrasadora e, com bom gosto, mostrou tudo o que os britânicos fizeram, fazem e vão fazer pelo mundo.

Bruno Roseiro (www.expresso.pt)

O resumo do espetáculo, as primeiras palavras ou a reação na parte final na entrada da equipa da Grã-Bretanha provam bem que a teoria de que têm o rei na barriga não é tão absurda assim. "A maioria das nações teve experiências que mudaram tudo mas o Reino Unido teve duas que mudaram a existência humana", lia-se no prospeto que era entregue à entrada, mencionando os dois temas fortes (a revolução industrial, que nos marcou, e a invenção da World Wibe Web, que ainda nos marca). "Os Jogos são um evento grande mas não como este porque estamos em Inglaterra", dizia o primeiro apresentador. Mas é verdade, factos são factos. E Londres, que tem e continuará a ter também uma rainha na cabeça, provou ao mundo do que é capaz. Primeiro teste superado com distinção.

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A partir das nove da noite, o mundo viu o reforço do poderio britânico. A festa teve cor, muito fogo-de-artifício, coreografias e rasgos de génio do produtor Danny Boyle, que fez entre outros o filme "Quem quer ser bilionário". Mas antes, com as câmaras desligadas, o espetáculo já tinha começado. Com o discurso de Boyle, a dedicar a cerimónia a todos os 15 mil voluntários mas a relembrar que o mais importante era mesmo apoiar os 16 mil atletas. Com um ensaio geral da "I'm forever blowing bubbles", música do musical "The Passing Show of 1918" que também é cantada pelos adeptos do clube à frente da corrida para a concessão do estádio, o West Ham. Com a mensagem de Ban Kim-Moon, líder da ONU. E com muitas explicações para o que o público deveria fazer para interagir nas mais de três horas de espetáculo. Tudo organizado, tudo aprumadinho. Excelente.

007, Mr. Bean e uma rainha que já é atriz 

Os pontos altos surgiram, de forma inevitável, com as aparições dos principais símbolos nacionais. Primeiro Bradley Wiggins, que colocou o estádio de pé ao aparecer com a primeira camisola de sempre de um britânico no Tour; depois com a chegada da rainha, que entrou pela primeira vez num filme (tão curto que não teve mais do que uma fala) e logo com Daniel Craig, o atual 007, ao lado na viagem de helicóptero; a seguir Rowan Atkinson, que surgiu integrado num elenco musical com as trapalhadas do costume e uns vídeos à mistura que deixaram todos a rir, incluindo Isabel II; a meio a aparição de David Beckham, numa lancha a percorrer o Tamisa com a tocha rumo ao estádio; por fim, a entrada da Team GB, a aparição de Steve Redgrave no estádio com a chama ou o discurso de Sebastian Coe. "Inspirámos uma geração", destacava.

Tudo com a mestria de Danny Boyle a comandar as operações até com menos meia hora de espetáculo do que no início foi pensado (por causa do metro, que ainda assim ficou aberto até mais tarde), com sete jovens esperanças locais nomeadas pelos campeões de 1948 (último ano dos Jogos em Londres) a acenderem a chama e com Paul McCartney a encerrar hostilidades com "Hey Jude". Tudo 100% britânico. E nota-se à distância - é um material do melhor...

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