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Supremo britânico nega recurso de Julian Assange

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Ao fundador do WikiLeaks resta apelar a Estrasburgo para não ser extraditado para a Suécia, onde é acusado por delitos sexuais.

Maria Luiza Rolim (www.expresso.pt)

Os advogados de Julian Assange dispõem apenas de duas semanas para apelar ao Tribunal dos Direitos do Homem, o único que poderá evitar que o fundador do WikiLeaks seja extraditado do Reino Unido para a Suécia, onde vai responder por quatro crimes de agressão e abuso sexual. Se até ao dia 7 de julho não der entrada ao recurso em Estrasburgo, o jornalista e ativista australiano será entregue às autoridades suecas.

Julian Assange está há 555 dias em prisão domiciliária. O apelo a Estrasburgo, já admitido pelos seus advogados, vai ser a última tentativa para evitar a sua extradição para a Suécia. Isto, porque os sete juízes do Supremo Tribuinal britânico recusaram, por unanimidade, o pedido feito pelo ativista para que o processo fosse reaberto no Reino Unido.

Recorde-se que no passado dia 30 de maio, o Supremo Tribunal britânico, por cinco votos contra dois, havia dado luz verde à extradição do fundador do WikiLeaks para a Suécia.

Os advogados de Assange continuam a defender a tese de que a extradição é, de cara, uma escala a uma futura extradição do ativista para os EUA.

Questionado pelo jornal "El País", Jennifer Robinson, membro da equipa de advogados do WikiLeaks, assegura que embora não seja 100% certo que os EUA queiram levar Assange ao banco dos réus, existe um processo, mas a Procuradoria norte-americana não confirma se vai a julgamento ou não.