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Julian Assange recusa entregar-se para ser extraditado

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Fundador do portal WikiLeaks afirma que não pretende entregar-se hoje para ser extraditado, como lhe foi pedido pela polícia. Clique para visitar o dossiê WikiLeaks

O fundador do portal WikiLeaks, refugiado há 10 dias na embaixada do Equador em Londres, afirmou à BBC que não pretende entregar-se hoje para se extraditado, como lhe foi pedido pela polícia.

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"O conselho que temos é que a lei do asilo, tanto internacionalmente como a nível doméstico, prevalece sobre a lei da extradição, por isso quase de certeza que não", respondeu Julian Assange à questão sobre se iria apresentar-se numa esquadra de polícia esta manhã, como lhe foi solicitado.

As autoridades britânicas confirmaram na quinta-feira que tinham entregado um "aviso de rendição" a um homem de 40 anos, que mais tarde foi identificado pelos media como sendo o australiano.

"Esta é uma prática normal em casos de extradição e é o primeiro passo no processo de remoção", esclareceu um porta-voz da Polícia Metropolitana de Londres.

Julian Assange encontra-se desde 19 de junho na representação diplomática di Equador em Londres, à qual pediu asilo político, requerimento que as autoridades equatorianas dizem estar a avaliar.

Acusado de violação e agressão sexual

O australiano é alvo de um mandado de detenção europeu para responder a acusações de duas mulheres na Suécia, de violação e agressão sexual em 2010. O fundador do WikiLeaks sempre contestou estas acusações e alega que as relações foram consensuais.

A extradição do australiano foi aprovada pelo tribunal de primeira instância e pelo Tribunal Superior [High Court] e o Supremo Tribunal, a última instância judicial britânica, rejeitou um recurso de Assange.

Nas declarações à BBC, na noite de quinta-feira, Julian Assange reiterou estar preocupado, não só por ele mas com o que poderá acontecer a outros colaboradores do Wikileaks se se confirmar que a Justiça norte-americana está a reunir provas para iniciar um processo contra o portal.

O WikiLeaks, criado para tornar pública informação privada ou secreta, divulgou nos últimos anos dezenas de milhares de documentos militares sobre o Iraque e o Afeganistão e de telegramas diplomáticos norte-americanos.